mas Pitágoras é fácil, hein? x² = 3²+4²
Escrevo este post para mostrar toda a minha compaixão aos vestibulandos que perderam seu final de semana fazendo um exame que foi cancelado. Passei pelo vestibular neurótica, no melhor estilo de quem teria chorado na porta se não entrasse (tipo a menina que apareceu em todos os jornais), porém consegui dar um jeito de valorizar o momento para não fritar meu cérebro em óleo quente.
No final do meu segundo ano, resolvi não fazer o n-Enem (ainda fazem essa piada?). Eu estava me apresentando no teatro e arrisquei todas as fichas deixando para fazer só no último ano, coisa que vários dos meus colegas nerds psicóticos consideraram maluquice. Não dei ouvidos. Eu já estudava o suficiente para ter confiança que daria tudo certo.
No ano seguinte, era agora ou nunca. Mas eis que dona Avril Lavigne resolveu passar pelo Brasil e se apresentar no Pacaembu naquele fatídico domingo. O que fazer? Pois o que parecia super okay: ir para o exame e seguir de lá para o show com os amigos da escola, ué.
Confesso que fui criticada – de novo -, especialmente pelos invejosos que não tiveram a mesma coragem em nenhum momento, mas fiz a prova com a cabeça no show e me mandei para o estádio.
Se eu fui bem? Fui, mas poderia ter ido melhor, sim. Só que tenho a certeza de não ter perdido nada da diversão naquele fim de colégio tão sofrido. Hoje não sou mais fã da cantora, mas quem vai até o estádio para ficar no meio da galera pulando sabe bem que a farra é o que conta.
Portanto, deixo aqui o meu conselho: se remarcarem este exame fajuto, que tem tudo para sumir do mapa, não hesite em viver o momento. Prova todo ano tem, e ao chegar na tão sonhada faculdade, você percebe que poderia tranquilamente ter esperado um pouco mais. Vai por mim.
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Postado por Fê Loverox
Tags: adolescência, Avril Lavigne, faculdade, histórias, opinião, show



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