Smart garfo: inventaram um gadget para controlar como você come

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Eu acho fantástico poder usar a tecnologia a favor da saúde. Não tô falando de avanços da medicina nem de nada absurdo, estou falando do cotidiano mesmo, de poder usar um aplicativo ou outro para checar minha alimentação, meus exercícios, se estou dormindo razoavelmente bem ou se bebo água o suficiente.

Usar alguns destes programinhas, com parcimônia, me faz bem e me dá aquela sensação gostosa de ~estou vivendo no futuro~. Afinal, há bem pouco tempo, nada disso estava disponível para nos ajudar no corre-corre cotidiano. Agora quem diria que a próxima ferramenta anti-correria viria justamente na forma de um garfo bluetooth?

HAPI: garfo intrometido ou bem-vindo?

Há diversos malefícios em se comer rápido demais, sem mastigar bem os alimentos. Um deles é, tcharam!, o ganho de peso. Com esse apelo no bolso, surgiu o HAPI, garfinho wireless gigante e colorido que observa quanto tempo você demora na sua refeição, quanto leva entre uma garfada e outra e te dá broncas quando você come rápido demais. Sim, o garfo vibra. Imagine você em público sendo impedido de juntar a fome com a vontade de comer? É ou não é a tortura do novo milênio?

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no anúncio, pessoas magras comem delicadamente com um garfo gigante que vibra (!)

Num (longo) relato publicado no site da NY Mag, a jornalista conta que um amigo apelidou o utensílio do mal de “garfo anoréxico”, o que é uma definição simplesmente perfeita para uma geringonça que ninguém precisa e, assim espero, ninguém sonha em ter. O slogan do bicho é: “eat slowly; lose weight; feel great” (coma devagar, perca peso, sinta-se bem).

O mais impressionante é que a divulgação não deixa muito claro o som que ele faz ao te avisar para *pegar leve* no meio do PF. Segundo a reportagem, a coisa chega a ser vergonhosa. Aí fica a pergunta: é a tecnologia se intrometendo onde não é chamada? Com certeza. Precisamos de um instrumento que nos ajude a sentir culpa pela nossa alimentação com uma desculpa saudável por trás? É claro que não. Quem realmente quer levar uma vida saudável vai arranjar tempo para comer melhor e com calma? Definitivamente.

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ps: ainda prefiro o método da vovó: conte 20 mastigações de cada lado e relaxe.

“HappyPlayTime”: joguinho inusitado quer ensinar mulheres como se masturbar

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É isso mesmo que você tá pensando.

Esse crowdfunding mal começou e já causa comoção: que tal arrecadar dinheiro para lançar um app que tem a intenção de ensinar as mulheres a se masturbarem? Para alguns, o propósito é tão nobre quanto questionável.

Criado pela designer Tina Gong, o projeto leva o sugestivo nome de “HappyPlayTime” e terá um guia de anatomia, assim como técnicas que podem ser reproduzidas pela mulherada no conforto do lar. Através de uma espécie de jogo, as usuárias poderão aprender jeitos diferentes de se tocar, assim como também poderão compartilhar as suas técnicas favoritas. O app pretende se tornar um verdadeiro catálogo de jeitinhos de chegar lá com as próprias mãos.

O jogo educativo, por assim dizer, está sendo planejado para celulares e deve jogar uma bela luz num assunto há tanto tempo tabu para as moças. Já existe uma demonstração da primeira fase disponível para teste e tudo começa com uma fofa e vibrante vulva falante explicando de forma bem didática o que é cada parte da vagina.

Segundo uma pesquisa feita pela idealizadora, não só há mulheres que não se masturbam quase nunca, quanto há aquelas que realmente não sabem nem por onde começar. O projeto já arrecadou US$1391 e ainda faltam mais de 20 dias para que o valor total de US$35 mil seja alcançado.

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46,6% das mulheres se masturbam menos de uma vez por mês, segundo pesquisa

Acho a ideia maluca, mas um tanto quanto genial e leve – fator mais importante quando este é o assunto. Sob o edredom, um aplicativo de celular pode sim ajudar muitas garotas a perderem a vergonha de si mesmas, mostrando que masturbação é algo normal e importante para uma vida sexual saudável. Por outro lado, é óbvio que anos de repressão sexual não vão ser resolvidos com um “brinquedinho” bobo de app store. Pior ainda: a história pode até soar como uma piada de mal gosto sobre a capacidade e o desejo das mulheres, reforçando preconceitos e ideias ultrapassadas.

E você, baixaria esse app? É possível fazer sua doação ou checar o status do projeto aqui.

4 apps para organizar o guarda-roupa

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Você já sonhou com um aplicativo que organizasse seu guarda-roupa? Que falasse o que combina com o que e te desse sugestões automáticas do que vestir baseados na sua experiência de estilo? MAS É CLARO QUE JÁ, afinal, todas nós assistimos “As Patricinhas de Beverly Hills” e fomos impactadas por toda a vida pela fantástica cena em que Cher (Alicia Silverstone) analisa pacientemente seu guarda-roupa com um 486 e monitor de tubo.

No computador a coisa não se materializou 100%, mas no celular, acredite: há muitos aplicativos disponíveis que prometem cumprir em partes a proposta visionária que está no filme. Só é preciso ter um smartphone e, enfim, muita paciência para cadastrar o closet todo…

+ DICA DE LEITURA: “A Mágica da Arrumação”, de Marie Kondo

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– CLOSET APP

Disponível de graça na iTunes Store, o Closet App tem um dos serviços mais completinhos para quem quer organizar de uma vez por todas o que veste. É possível catalogar suas peças, separá-las em grupos e determinar as favoritas, assim como planejar com antecedência que look você irá usar. Num calendário, também é possível ver quando você usou aquela peça pela última vez e quantas vezes ela já foi usada até hoje.

Uma outra ferramenta bem espertinha que o app dispõe é uma calculadora de “custo por uso”: você coloca o preço que pagou na peça e ele te mostra quanto ela realmente custou por cada vez que foi tirada do armário. É um jeito prático de ver se você põe em prática aquela velha máxima de compras: gaste com peças eternas, economize nas tendências.

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– CLOTH

Queridinho das revistas The Gloss e Cosmpolitan, o Cloth é mais um app de graça (eba!) a integrar esta lista. Aqui a ideia é catalogar os seus looks completos e compartilhá-los com a comunidade que usa o aplicativo. Até aí nada demais – o que faz ele ser tão especial é uma função bem espertinha, que ajuda a sugerir um look para você conforme a previsão do tempo.

Ao inserir um look no seu banco de dados, o app dá uma olhadinha em como estava a previsão do tempo e pede para que você conte em qual ocasião usou aquelas peças. Voilá: quando você estiver em dúvida, ele terá algumas sugestões testadas e aprovadas por você mesma. Melhor do que apostar na própria memória, né?

Neste review, dá para ver direitinho como funciona:

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– STYLE BOOK

Se você precisasse de um só aplicativo multiuso, com organização, planejamento de looks e até compras, este seria o app: Style Book. Ao custo de US$3,99 você pode catalogar suas roupas, agendar quando irá usá-las, organizar malas de viagem e até checar exatamente o que falta em seu acervo e ir direto em sites para comprar o que é realmente necessário. Infelizmente acho que esta parte das compras funciona mais para as gringas, mas não deixa de ser uma boa ideia.

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– STYLITICS

Vocé indecisa? Precisa de apoio moral para se arriscar mais no visual? Então este é o seu app: Stylitics. De graça na Itunes Store, o programinha é mais um em que você pode planejar looks, só que a especialidade aqui é propor um espaço de conversação entre usuárias. Você mostra o vestido que vai usar e pode pedir para outras pessoas responderem com qual sapato ele vai melhor. Também já dá para “esticar” a visita para lojas online e ficar de olho no que as celebridades vestem. Bom pra quem gosta de papear!

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Depois de usar um app desses, você certamente não vai mais cair no erro de comprar coisas das quais não precisa… ;)

Lulu e Tubby: os apps que viraram novela

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Um campo de batalha é cor-de-rosa. O outro campo de batalha é azul. Um se apresenta com uma proposta divertida. O outro já chega como estratégia de vingança. No primeiro, a minoria tem a chance de falar – se divertir -, no segundo, a maioria tem a chance de se reafirmar. Bem vindos ao ringue que se tornou a discussão em torno dos aplicativos Lulu, que postei aqui,  e Tubby, sua versão masculina, no Facebook.

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O primeiro aplicativo foi criado por uma americana, Alexandra Chong, e se propõe como uma brincadeira feita por meninas para para meninas avaliarem o comportamento de ex-peguetes, ex-namorados, amigos e até parentes. O alto número de downloads botou o programinha na boca do povo e surgiu até um mercado paralelo de avaliações, tudo para o cara ficar bem na fita. Já o segundo aplicativo foi criado por um grupo de jovens que pretendiam dar direito de resposta aos homens, tudo focado exclusivamente na performance sexual. Em pouco tempo, a fanpage do Tubby ganhou milhares de fãs e centenas de curtidas em seu discurso de “botar medo” nas moças. É provável que seja lançado ainda esta semana, para não perder o hype.

Dito isso, vem a dúvida que mais ficou na minha cabeça durante as conversas com as amigas: será que houve toda essa repercussão em outros países em que o app foi lançado? Será que lá fora mulheres acharam horrível por temerem uma vingança? Será que homens se incomodaram, de verdade, em serem avaliados? Será que houve mesmo a necessidade de surgir um novo programa dando o outro lado, já conhecido, da moeda? Veja, todo mundo tem o direito de odiar a proposta, homens e mulheres, mas será que tanta comoção era mesmo necessária?

A exposição é realmente absurda, em ambos os casos. É como se você tivesse sido obrigado a participar de uma brincadeira de “rodar a garrafa” sem nem ter sido oficialmente convidado. Por isso, desde o início, era importante deixar bem claro que todos poderiam se retirar quando quisessem. No começo do Lulu, era tranquilo pedir para sair, isso até o servidor começar a engasgar. Muitos amigos ficaram presos no sistema e não duvido que alguns tenham tido até problemas pessoais por conta disso. Neste ponto, aliás, o Tubby está fazendo melhor: o app nem foi lançado ainda e você já pode ‘arregar’. É claro que a sobrecarga gera alguns erros, mas insistindo uma hora é possível sair.

Tirando toda essa questão da privacidade e dos nossos dados Facebookianos rodando por aí (o melhor, na verdade, é protegê-los lá na rede social mesmo), os dois lados são iguais e tem os mesmos propósitos: avaliar o outro. Mas, apesar de terem o mesmo fim, eles têm meios bem diferentes. E veja: são diferentes apenas e exclusivamente por conta do público com o qual trabalham.

Não é preciso levantar bandeira de feminismo ou ter doutorado em sociologia para saber que um homem “bom de cama” é muito bem visto em nossa sociedade. Sempre foi. Quando um homem cancela sua participação no Lulu, aliás, o app não é nada “feminino”: diz para o usuário que lá está cheio de mulheres do mundo todo falando apenas sobre ele e louquinhas para avaliá-lo. Como se nenhuma rapariga tivesse coisa melhor para fazer, ora pois. risos

Por outro lado, no Tubby, pelo pouco que vimos das tags, o resultado final vai se dividir em dois lados muito conhecidos pelas moças: você poderá ser safada/rodada (ruim) ou frígida/sem graça (ruim de novo). Também não sei se encontramos no Lulu, ou no mundo hétero inteiro, algo páreo para uma hashtag “#EngoleTudo”. Talvez porque realmente não tenha. Ao se descadastrar, você ainda é chamada de arregona (ruim outra vez).

Você pode odiar toda essa novela. Dizer que uma coisa incentivou a outra. Achar tudo infantil.  Na esperteza de um e no revanchismo de outro, é bem provável que um perca a pouca graça que tinha e o outro fique às moscas antes mesmo de começar. Aliás, como toda piada repetida, rir do opressor uma hora ia perder a graça. Já a piadinha com o oprimido nem deveria ter tanta graça assim.

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App de Facebook te ajuda a transar com seus “amigos”

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abre a lista de contatos e 2-3-4-5-meia-7-8… 

Depois da namorada fake para causar no Facebook, uma invenção promete promover um pouco de ação caliente na vida real dos usuários. Em apenas uma semana, o aplicativo “Bang With Friends” já foi usado por mais de 20 mil pessoas e promete, nada mais nada menos, que mostrar quem dos seus amigos quer transar com você e vice-versa.

O segredo do sucesso está no fato de que você nunca toma um fora: secretamente você escolhe com quem gostaria de passar a noite e secretamente seus amigos escolhem também. Caso duas pessoas se adicionem a suas listas, o aplicativo trata de fazer o papel de cupido; depois a ação fica com você.

Ao acessar o site do aplicativo, você permite a conexão com o seu Facebook e depois vai selecionando os amigos que te “interessam”, digamos assim. É claro que eu fui lá testar e a tela é basicamente… Essa:

selecionando o namorado

A princípio parece tudo muito fácil, tudo muito bom, mas a real é que se você tiver muitos amigos (meu caso), é bem capaz que o site fique um pouco lento e demore para carregar. Aconteceu comigo e no fim a chance de clicar errado é grande: conforme você rola a página, as fotos se confundem e aí quero ver o diálogo “ei, desculpe, cliquei errado, não quero transar com você” acontecendo.

Na dúvida, se for usar, preste bastaaante atenção – e, aliás, você usaria?

10 linhas para: app para controlar a dieta

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O que é? “My Fitness Pal”, app para manter um diário alimentar e cuidar da dieta
Quanto custa? Grátis
Onde encontrar? na App Store para iPhone, mas também está disponível para Android, Blackberry e Windows Phone

parte do meu diário alimentar de ontem!

EM ATÉ 10 LINHAS

Quando reclamei da minha experiência com a academia, recebi um conselho ótimo da Giulianna: usar o aplicativo “My Fitness Pal” para cuidar da minha alimentação. Esse app maravilhoso (e grátis!) pergunta quanto e com que prazo você quer emagrecer e te propõe um esquema de calorias para seguir. É claro que nem tudo nessa vida pode ser medido em “kcal” e sódio em excesso pode ser tão ruim quanto se jogar no doce, mas o fato é que esse programinha me fez parar pra pensar no que ponho no prato e ainda faz gráficos bonitinhos dos meus avanços.

Você encontra diversos alimentos cadastrados em português, pode adicionar novos e ainda mostrar o código de barras de um produto para o celular registrar a tabela nutricional. Só nessa observação, muita coisa na sua alimentação vai mudar: eu já abandonei a farinha branca e larguei mão do azeite. Resultado? Juro que minha pele melhorou (a balança eu deixo para um outro post…).

EM 1 LINHA

O app NÃO substitui um nutricionista, mas te ajuda a evitar aqueles vilões silenciosos da dieta.