Tai, sentiremos saudades.

seg

… Porque é assim que eu lembro da Brittany Murphy, cantando “andando com os amigos” em “Patricinhas de Berverly Hills” na sessão da tarde – e dublado, de preferência.

Fiquei realmente chocada com o fato, já que ela era tão jovem (só 32 anos!) e marcou minha pré-adolescência nesse filme, afinal ela não era perfeita como a Alicia Silverstone: ela também tinha cabelos cacheados e se apaixonava pelo mais foda da escola.

Sentiremos saudades, Tai.

MTV produz versão norte-americana de Skins!

qua

Elenco de Skins da 2ª Geração

O meu seriado mais favorito de todos os tempos, daquele que me faz rir e chorar a cada episódio e sofrer muito nos intervalos das temporadas, não é Lost. Não é Gossip Girl. Não foi nem ao menos Sex And The City. Não é True Blood.

    É Skins.

Eu sou louca pelos taradinhos e cheiradinhos da cidadezinha de Bristol, Inglaterra. Eles são politicamente incorretos, eles são uma “Malhação” que não toma suco, são super estilosos e só ouvem música boa. Mas, para os que não são tão bons entendedores, o seriado assim se chama porque “skin” é o nome dado a seda da maconha nas terras anglo-saxãs. E, vou falar só mais uma vez: se você não assistiu ainda, tá na hora de começar, principalmente porque no início de 2010 começa a quarta temporada, a segunda com a nova geração. Dá uma olhada nos trailers das temporadas passadas:

.
1ª GERAÇÃO – Trailer da segunda temporada:


.

2ª GERAÇÃO – Trailer da terceira temporada:

Agora vamos à manchete: a MTV vai criar uma versão norte-americana do negócio. Não sei ainda se fico feliz ou se fico triste, uma vez que a série já era exibida nos Estados Unidos pela BBC América, então não haveria motivo para criar uma adaptação.

Para mim, Tony, Michelle, Sid, Effy e Freddie são insubstituíveis, mas aposto que a tentativa vai ser quente, porque os criadores da série, Bryan Esley e Jamie Brittain, vão supervisionar o roteiro e produzir o seriado também nos Estados Unidos, tudo para garantir que as cenas luxuriosas se mantenham.

Espero que fique excelente assim como o Skins da E4, mas que isso não afete a produção da versão original, com o sotaque britânico lindo! E se vocês resolverem assistir (espero que sim!), corram para o Skins Brasil para baixar – o melhor site brasileiro da série. Quem prefere ver na televisão, dê uma olhada nos horários da HBO. Eu recomendo!

.

Sozinha no cinema: “Jean Charles” às 15h.

sex

post longo, diversão garantida. 8)

Eu sempre tive curiosidade de ir ao cinema sozinha. Curiosidade mórbida talvez, mas que não se aplica quando o assunto é comer sozinha. Estou habituada a almoços e cafés “reflexivos” e entretenho-me facilmente assim, inclusive porque uma vez aprendi num livro incrível como se deve comer sozinha com classe.

Não sei se vocês já ouviram falar do Como andar de Salto Alto, mas é praticamente uma bíblia cor-de-rosa para mulheres (jura?!) não fazerem feio nunca, em lugar algum. Traz dicas de todo o tipo, dada pelos mais diferentes figurões, e é provável que você se lembre vagamente desta bibliografia obrigatória porque é lá que Giselinha revelou seus truques modeléticos de como posar pra foto. Rapidamente? projete-o-queixo, coloque-uma-das-pernas-a-frente, abra-bem-os-olhos, não-olhe-de-frente-pra-câmera e, o plus, olhe-sempre-por-baixo. Outras gentes importantes também abriram seu baú por lá, mas são gentes que não vou citar porque o assunto não é esse, mas dica pra foto todo mundo quer.

Só pra fechar o assunto, antes que alguém diga que isso aí é livro de mulherzinha-inha: sim, Camilla Morton, autora do livro, te ensina a andar de salto alto (!), mas também te ensina a apostar no Jockey Club. E te ensina a jogar poker. E, sim, foi com ela e com o livro que  aprendi  a jogar poker de verdade e hoje estou apta  para as jogatinas deste mundão e pronta para tirar até as cuecas de qualquer adversário. Hit me!

O fato é que, numa de suas lições de elegância, Camilla ensina como lidar com diversas situações em que você está solitária, mas “ir ao cinema sozinha” não é uma delas.
.

por R$2,00 e ainda correndo o risco de ser bom? tô lá.

Como eu estava com bloqueio criativo e descobri a sessão promocional das 15h do Cinemark por apenas R$4,00 (valor que dividi pela metade com o uso de minha carteirinha universitária), resolvi partir para um experimento empírico que deveria me render algum tipo de inspiração, já que eu nunca tinha ido sozinha ao cinema antes. E o melhor: se a experiência toda fosse ruim, eu não ia me arrepender tanto, já que não ia doer neste bolso universitário. Mas, a experiência foi boa. Ótima..

Eu sempre imaginei que ir ao cinema sozinha fosse uma das expressões máximas de independência. Mais até do que ir para uma festa ou cair na noite all by yourself, porque, chegando no evento noturno, você vai esquecer até de você mesma, dependendo do nível birita da coisa. No cinema, não.

No cinema você vai se aturar sozinha por uma hora e meia. Ou duas. Ou três. Você não só vai ser “boa companhia pra você mesma”, mas vai ver aqueles casais melosos, adolescentes em grupos e turmas de amigos animadas – atenção para não se deixar levar por este último grupo!

Sim, porque você poderia ver um filme qualquer em casa, sozinha. Você poderia simplesmente aguardar ter uma companhia. Você poderia se esquivar de ser objeto de olhares curiosos. Mas, não! Você resolveu ir porque tá afim. Você resolveu se arrumar e sair de casa porque você quer ver essa p&¨% de filme logo.

Você não quer esperar o DVD. Você não vai aguardar a boa vontade do Telecine. Nem dos seus amigos – ou amigas. Ou talvez, sei lá, talvez você queira um pouco de quality time só pra você. É. Bem provável que você nem queira companhia! Capaz que isso nem seja um problema. Aliás, possível que isso não seja nem uma questão a ser feita: “companhia? Pff! Hoje quero me agradar”.

Aí eu fui, nessas de me agradar. O preço era agradável, como eu já disse, e eu acabei pagando 4 vezes o preço numa pipoca média e numa coca pequena, mas tudo bem: eu não resisto à pipoca no cinema. Nem em cinema cult. É algo que eu simplesmente não dispenso. E, falando nisso, não é ridículo pagar mais caro na coca-cola do que no ingresso? …

Continue lendo →

Quando traí meu absorvente.

seg

Eu nunca fui a favor de traição. Nunca traí, nunca aceitei, nunca nada. Se fui traída, fui muito bem chifrada, porque nunca descobri. Claro que hoje as coisas mudaram, e eu vejo que, dependendo do caso, nada que uma vingancinha e uma acalmada de ânimos não cure! Brincadeira. A vingança não vai levar a nada nesse caso, néam.
.

imagem via Flickr

Só que com 10 anos a gente teve aquela palestra na escola sobre absorventes, menstruação e “ficar mocinha” e eu ganhei umas amostras de Always. Como achei meu pacote bonito, jovem e moderno, enfiei na cabeça que “quando for minha vez, vou usar always!”. As amostrinhas ficaram no armário por um ano e lá vai quebrada, até que um dia eu fui surpreendida com o “símbolo máximo da feminilidade” na roupa íntima e tirei-as da gaveta.

No mesmo dia, minha mãe me enviou flores, um vaso de lírios maravilhoso, me deu parabéns “você agora é mulher!”, e deve ter contado pra minha tia e pra minha avó, porque elas também começaram a me tratar ainda mais como adultinha daí em diante.

Como eu comecei a vida com always (e eles realmente são bons!), achei que eu fosse usar always para sempre. E assim foi, Fernanda usando todos os modelos disponíveis – menos os sem abas, porque me deixavam insegura. Todos ótimos, mas meu favorito era o roxinho, “noturno ultrafino”. É uma maravilha, até hoje recomendo.

Daí que faz alguns anos, eu comecei a tomar anticoncepcional e vi meus “dias de visita” caírem pela metade, assim!, como um passe de mágica! Então eu finalmente soube que poderia viajar ou sair de casa no dia DOIS, que era sempre dramático – aí sim eu me senti Sempre Livre. Logo, de olhos fechados, eu jurei fidelidade a minha pílula mágica. Ela era como um pó de pirlimpimpim que me tirava do mundo de uma menstruada em crise, que sofria de cólica, TPM, dor “nos peito”, “nas costa”, e ainda passava 8 dias olhando pra surpresinha na roupa íntima – um inferno.
.


Semprelivre.

imagem via The Cobra Snake

.
Só que com a mágica, adivinhem o que aconteceu? A necessidade de tantos pacotinhos de Always caiu absurdamente. Minha mãe sempre teve mania de comprar o tal do SempreLivre e eu, agora aliviada e livre, até esquecia que ficaria de chico e não comprava meus pacotinhos de ultrafino noturno. Abria o armário e, ta-da! Semprelivre estava lá, então semprelivre seria.

Leve e solta por aí, comecei a ganhar trocentas amostrinhas de absorvente: semprelivre, semprelivre teens (como se o outro fosse só pra mulheres acima de 30!), SYM e etc e tal. Guardava tudo! Depois da 21ª pílula e alguns dias, era só abrir uma embalagem de brinde, usar um, enfiar o outro na bolsa e pronto. Simples assim.

Eu traí o Always. Traí bonito, traí com todos. Traí com o mais barato, com o que tinha embalagem mais bonita, com o que prometia mundos e fundos, com todos os que tive direito e mais ainda com os que não paguei nada por eles.

Quanto à traição tradicional? Outro assunto, já que tô semprelivre faz tempo. Agora quem eu não traio mesmo é minha pílula. Homens vão, homens vêm e são anos com ela. São anos felizes com ela e este é de fato o meu relacionamento mais duradouro que envolve sexo e camisinha – um trio infalível. Hoje eu só sou fiel a ela: vida longa à Yasmin, minha querida pó de pirlimpimpim que ainda tem nome de melhor amiga.

Baba, baby.

ter

… Porque provavelmente toda mulher/menina/garota já passou ou vai passar por isso.

Todas nós tivemos aquele momento, aquele triste momento na vida pós-infância em que nossas idades se tornaram dezenas com o número um na frente. Número que desencadeia todo um processo de adaptação (insira a metáfora da borboleta aqui) e transforma nossos próximos 4 anos num inferno. Ou cinco, se você não tiver sorte. Ou muito mais, mas aí eu não tenho know-how pra te ajudar.

Uma pausa: se você era maravilhosa no comecinho da adolescência, desencane de ler. Ou ria de nós pobres mortais. Ou vá até o espelho conferir se você ainda está com tudo em cima. Aliás, já repararam como as bonitonas jovenzinhas sempre pioram??? Não dá pra saber se elas pioram porque pioraram mesmo ou se pioram porque chegaram ao ápice muito cedo e já não são tão bonitas.

Enfim. Eu tinha acabado de fazer 11 anos. Uma criança, pero no mucho, porque meu primeiro namoradinho veio aos doze. Era BV e observava minhas amiguinhas devidamente desvirginando suas bocas nas festinhas. Eu, ao primeiro forte sinal de que chegara minha vez, tinha desabado a chorar porque “não estava preparada”.

Algum tempo depois, eu estava bastante preparada. Furiosamente e curiosamente preparada. Como eu sempre fui nerd uma garota conectada, estava no icq papeando com a galera à tarde e eis que de repente um garoto me achou pelo “finder” e veio conversar. Papo vai, papo vem, descobri que ele era praticamente meu vizinho, acelerando todo o processo de encontro.

Dois dias depois da primeira conversa online e de outra conversa por telefone, marcamos dele passar no meu prédio. A desculpa dele, jovem garoto de 13 anos, seria levar o cachorro pra passear. A minha, nenhuma. Eu só tinha que pegar o elevador e cuidar pra não morrer ou gaguejar, já que até onde eu sabia ele era alto, tinha olhos azuis e tal.

Com uns cinco minutos de conversa com aquele menino gigante e gatinho, eu percebi que não estava agradando. Mas tudo bem, não era um encontro feito pra durar, afinal ninguém passeia com um yorkshire por três horas, né? Pobre inocência, a minha! Se interessasse, ele passearia por cinco horas. Qualquer homem passearia por doze horas, se interessasse. E coitado do cachorro, é claro.

Depois de alguns dias, notei que ele não ficava mais online. Estranho. Telefonei um dia, ele não estava. Aí conversamos secamente no icq outro dia. Estranho, né? Até que um dia ele ligou. Ligou pra falar que não era nada comigo, não, mas que “tá ruim pra gente conversar, eu vou começar a ajudar meu pai (???) e…“. Depois do “e…” não lembro e nem quero, mas fiz alguma pergunta intrigante. Como resposta, ouvi: “VOCÊ É FEIA”.

….

Eu, que já não era das mais auto-confiantes, afundei. Fiquei triste. Chorei por 3 dias e 3 noites.

Qualquer garotinha ficaria assim no meu lugar. Imaginei como seria minha vida virgem e solteira pra sempre. Imaginei que talvez ele estivesse certo (!!). Imaginei todo o tipo de absurdo. Tá, de fato eu estava na fase do patinho feio, mas que tipo de ser humano é tão cruel??? O tipo entitulado por aí de menino. Odiei os rapazinhos e atrasei a minha entrada no mundo das bocas desvirginadas.

Os meses se passaram e eu observei a magia da borboleta acontecendo em mim. As espinhas e cravos estavam lá, o cabelo marromenos estava lá, mas ganhei centímetros rapidamente e hum, até que não fica tão mal colocar esse jeans sem esse agasalho na cintura hein?? 8)

Com doze anos veio meu primeiro beijo e meu primeiro namorado. Um ano e meio depois, o segundo beijo e o segundo namorado. O segundo, mais bonito e mais briguento. Durou 3 meses. Com 14 anos eu estava finalmente solteirinha e tinha o icq free for chat para garotinhos interessantes.

O jovem garoto de 13 anos agora tinha 16 e estava mais bonito. Incrível, ele se achava muito adulto, porque tinha aprendido a dirigir com o papai e passou aqui de carro para tomarmos sorvete. Saímos na ilegalidade e conversamos muito tempo, muito tempo, e dessa vez eu vi que estava agradando. Ele elogiou meu cabelo, me fez rir, algo bem mais saudável. Mas não aconteceu. Nada.

Foi o primeiro ponto de interrogação de toda a minha vida. Jurei que esse cara seria um idiota para todo o sempre. Mas acabei considerando toda a linhagem dele idiota quando soube que ele tinha contado para uns amigos em comum (morar perto tem isso!) que tinha ficado comigo. Pô! Desde quando é justo levar a fama e nem aproveitar a cerejinha do bolo?!

O tempo passou, o icq passou, minha fase patinho feio passou. Ele até me adicionou no msn, mas nunca retribuí contato. Um belo dia, eu estava fuçando num site chamado ORKUT e, para a minha surpresa, não é que ele estava lá? Com foto de book, modelete, gatinho, arrasando com as menininhas na época em que os scraps não eram bloqueáveis, todo mundo aceitava todo mundo e usava aquilo com segundas intenções para se conhecer melhor.

As espinhas diminuíram, os cravos se foram, alguns kg também. O cabelo melhorou, o formato do rosto foi levemente ajustado e, como num passe de mágica, como com um toque de varinha de condão, eis que estou em minha melhor forma. Contente, feliz em saber que finalmente os anos das dezenas passaram.

Sentindo o cheiro dessa vibe Sandy-eu cresci agora sou mulher…”, ano passado o jovem de 22 anos deu o ar de sua graça falando que eu estava linda. Começou a aparecer para comentar em algumas fotos. Comentou em fotos de Paris. Comentou em fotos aleatórias.

Comentou bastante. Scrapeou. Eu não scrapeei de volta.

E só vou comentar uma coisa: agora baba, baby. 8)

.