Está ansioso para “Eclipse”? Eles estão mais…

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Quem é fã da saga “Crepúsculo” já está contando os dias para a estreia do terceiro filme, “Eclipse”, que acontece dia 30 de junho no Brasil.

Eu, que gosto da série e não nego, também estou. Mas, tipo assim, será que alguém está mais ansioso do que essas malucos (sim, meninos e meninas) que acamparam em frente ao Nokia Plaza, em Los Angeles, para aguardar a pré-estreia?

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E o girl power? Será que eu sou louca?

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Justin Bieber.

Vamos pensar nessas manias teen. Justin Bieber, Restart, Cine, Luan Santana, Fiuk, colíros da Capricho e sabe-se lá quem vem na próxima semana. Na minha época tinha Backstreet Boys, ‘N Sync e 5ive e a  gente estava contente. Também teve o Twister, que no fim foi uma leve brisa, mas nem coceguinha fez. Bom, nunca fui maníaca por nenhum, então não conseguia gritar ou soltar a franga quando um mero clipe passava na televisão.

Tive amigas dessas que choravam pra comemorar o Nick loirinho no primeiro lugar do Disk e eu achava uma grande babaquice já naquela época. Quer dizer, por que raios dar bola pro Nick se o importante mesmo era saber se Spice Girls iam terminar mesmo? Poxa, isso sim ia mudar o mundo! Seria o fim do girl power – e, pelo visto, foi o fim do girl power.

Outras bandas adolescentes lideraradas por meninas surgiram, Lady Gaga vem provando toda sua força, mas nada que atinja de fato a mente de pequenas pimpolhas saindo das fraldas e entrando nos absorventes.

a família Restart que não desiste nunca encontra seus ídolos

Conheci os meninos do Restart e o Luan Santana por conta do trabalho e juro que não entendo. Restart tem a questão da música não ser aquelas coisas, mas vou te dizer que ao menos eles são muito, muito simpáticos. São honestos, estão ali tentando pra valer. Já Luan Santana, não. Para bem atendê-lo, creio que seria preciso de duas salas grandes, uma para ele, outra para seu ego, já que com apenas dois anos de carreira ele se refere a si mesmo em terceira pessoa.

E o Justin Bieber, então? O bebezinho é fofo, mas tenho um pouco de dó das garotas vendo tanto potencial sexual no astro que canta “Baby, baby” num clipe em que se esforça para protagonizar cenas de sedução com uma garotinha – sem sucesso. Aliás, com tão pouca idade, será que o Justinzinho estava afim de toda essa atenção voltada para sua masculinidade? E, enfim, será que ele também estava afim de ser questionado sobre ela em entrevistas com a mamãe do lado?

Esse certamente não é o caso dos meninos-colírios. Federico Devito, Dudu Surita e Caíque Nogueira viraram sensação sem prometerem ser talentosos, sem vender a imagem de artistas – e se agora eles se tornarem, pouco importa. Tornou-se uma demanda do público que os levou ao topo.

Vejo tudo isso e ainda estou para entender qual é a desse público, dessas meninas que se dedicam a votar nesses clipes, que choram quando a banda aparece na televisão, que vibram com cada twitada do seu ídolo, que adotam o sobrenome do líder da banda como se fosse seu. Quer dizer, hoje dá pra ver tudo no Youtube eternamente, será que elas se emocionam a cada vez que dão o play? Será que elas reúnem as amigas em frente ao computador para cantarem juntas de olhos marejados? …

Por que, hein? Me respondam. Quanto ao Fiuk, até entendo um pouquinho o porquê do hype. Este sim faz mais o tipo homem de verdade, sedutor, músico, o cara mais bonito da banda da escola, carinha de cafajeste e etc., tudo isso embalado com um papel de presente que já embrulhou muitas gerações, a “Malhação”.

Só que ainda prefiro o girl power. Sou muito mais a identificação positiva, de mulher para mulher Marisa, do que essa paixão platônica que serve unicamente para as meninas criarem príncipes encantados mentais que não estão por aí na banda da escola. E, bom, o Fiuk nem é tudo isso, vai? Ou é? … Sou louca?

Todas as cartas do mundo

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post secret.

As cartas mais importantes da minha vida foram escritas em papel de pão. Guardanapos. Bordas de sulfite.  Improvisadas. Tanto as que mandei quanto as que recebi. E por cartas entenda-se bilhetes, mensagens ou qualquer outra coisa importante o suficiente para ser escrita e não simplesmente dita sem registros, ou para ser escrita simplesmente porque ambas as partes não conseguiriam verbalizar com sobriedade tais palavras ao vivo.

Conversas importantes ganham espaço na tela do MSN ou na telinha do celular, em SMS’s mal digitados, muitas vezes com dedos trêmulos, ou desfalcados por outra atividade mais importante, como dirigir. Em outros casos, assuntos saem debaixo do tapete em e-mails não revisados e cheios de conteúdos mal resolvidos. E-mails e cartas que se repetem, mudam-se os remetentes, não os assuntos. Alguns recados que vamos receber a vida inteira – e de novo e de novo.

Por algum motivo, as cartinhas e cartões bonitinhos, programadinhos e sem sentido amplo vão abandonando nossas vidas conforme ficamos mais velhos, até que se atinge um ápice  e eles voltam a tornar-se simples cartões. De qualquer modo, no meio do caminho os cartões de Natal vão ganhar assuntos maiores do que só a comemoração. Cartões de aniversário vão celebrar outras conquistas. Cartões de desculpas vão trazer uma longa história…

Na infância ficam os greeting cards puros e simples, os papéis de carta perfumados e as sulfites coloridas que só serviam para dizer para tal amiga ou amigo o quanto eram importantes. Lembrar a alguém o quanto ele significa é simplesmente ótimo, mas por algum motivo também deixamos de fazê-lo ao longo da vida, de forma que mesmo com esses tais amigos de infância brigávamos por bilhetinhos mal escritos no meio da aula – e não nos papéis de carta da coleção.

Hoje, essas pessoas não nos mandam mais cartinhas cheirosas, mas lembram vez ou outra de encaminhar um e-mail com piadas, e de uma certa forma você se lembra que aquela pessoinha ali ainda  sabe que você existe, pois enviou a charge sabendo que teria tudo a ver contigo. Ou não. Ou seu amigo encaminha tudo para todo mundo, e se você não passar adiante terá sete anos de azar.

De qualquer modo, a vida também não permite que vocês se encontrem mais. É mais fácil discutir a relação por MSN, se um dos dois estiver online e o outro topar falar mesmo aparecendo offline. Algumas conversas às vezes serão longas, outras breves, porque a internet é fria e sempre alguém não vai entender por completo o que o outro quer dizer. Antes o telefone era assim, hoje é a web, amanhã sabe-se lá o que.

Sei que muitas dessas conversas eu gostaria de ter guardado, gostaria de não ter perdido de um chip de celular para o outro, de ter arquivado os papos no computador aquela semana, de não ter deletado aqueles e-mails todos num momento de raiva. As fotos até entrariam na mesma categoria dos bilhetes, mas elas são só versões para papéis de carta perfumados.

As mensagens mais importantes vieram por escrito e estão guardadas. As que sumiram durante um momento de fúria talvez não valessem espaço na minha memória.  Posso até não procurá-las, posso até não abrí-las, mas o fato de estarem ali me fazem pensar que guardei vivo o acontecido, algo que eu jamais seria capaz de fazer com uma conversa ao vivo.

Não digo adeus, guardo comigo.

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e não vou reler “Alice…”.

Não sou tão apegada a ambientes, pessoas ou fases. Às vezes penso que quando tiver de passar vai passar e foi assim com formatura de escola e faculdade, já que ambas só me emocionaram no último segundo possível.

É claro que eu não acho que tenho a virtude de aproveitar tudo a todo segundo, o hoje pelo hoje, carpe diem e toda essa filosofia bonita, facilmente destrutível numa segunda-feira chuvosa. Só acho mesmo é que, de alguma forma, eu encaro fases como… Fases. E isso não se encaixa com os livros. Livros são eternos.

Parece óbvio, mas vou explicar. As músicas que eu mais ouço hoje com certeza não serão as que eu mais ouço amanhã, nem depois, nem ano que vem, mas as páginas que me emocionaram há 5 anos provavelmente ainda me emocionam hoje, ao menos pela lembrança da minha própria imaginação.

Nunca reli livros pois tenho medo de não ter a mesma interpretação inocente da primeira lida, interpretação que obviamente não vou ter, mas guardo-os todos na estante. Morro de raiva até hoje de não ter meia dúzia de títulos que li emprestado e não comprei – e sei lá porque cargas d’água ainda não comprei.

“Hell – Paris 75016” é um exemplo. Marcou muito há 7 anos quando li, mas provavelmente não saquei o cartão de crédito da carteira ainda pois cairia na tentação de ler o humor sórdido da Hell de novo quando o pacote chegasse em casa. Só que sabendo o final.

Fui perceber que me apego aos personagens dos livros quando demorei pra terminar a saga “Crepúsculo”. Se você não gosta da série, te respeito, e pode substituí-la por um livro que você goste qualquer, pois  não é dela que quero falar, e sim do tempo absurdo que levei para findar o quarto livro. Enquanto li o segundo e o terceiro em, sei lá, no máximo 5 dias, enrolei enquanto pude com o tal “Amanhecer”.

Eu queria saber o fim, eu estava morta de curiosidade, mas acho que não queria dizer adeus ao vampirão e a Bellinha desastrada. Eu não queria pensar que o drama deles teria fim e que o felizes para sempre não renderia mais história para euzinha, pobre leitora de um mundo mortal sem seres mágicos.

Aí olhei pra trás e lembrei de outros episódios semelhantes, com outros livros, outros autores. Ontem abri uma caixa na bagunça do meu quarto novo (não tão novo, mas novo no quesito “ainda não organizei tudo”) e encontrei um livro que li no comecinho do ano passado, o “É Claro que Você Sabe do Que Eu Estou Falando”, da escritora, artista plástica, videoartista e um monte de outras coisas, Miranda July.

E hoje se eu pudesse te recomendar um livro de crônicas, de boas e intrigantes histórias curtas ou mais longas, escritas todas de um jeito realmente original, com tramas realmente originais, eu recomendaria “É Claro Que Você Sabe Do Que Eu Estou Falando”.

Recomendaria com 90% de certeza, pois os outros 10% pertencem a última crônica do livro. Não, não li a última. Não quis me despedir.

“Despertar da Primavera”, Sapatonline, Natação, Neu club, Lanchonete da Cidade – imagens da semana

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“Imagens…” de uma semana até que bem agitada… 8)
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“DESPERTAR DA PRIMAVERA”

Sexta-feira fui com o Rafa conferir a estreia em São Paulo do musical “Despertar da Primavera” , campeão de indicações ao prêmio Shell do ano passado por sua temporada no Rio de Janeiro. Baseada na obra de Frank Widekind, a peça é mais uma produção Broadway-Brasil com adaptação de Charles Möeller e Cláudio Botelho, dupla que se especializou em produzir e adaptar musicais por aqui, e é responsável por boooa parte dos espetáculos do gênero que entram em cartaz no país, como “Sweet Charity”, “O Fantasma da Ópera”, “Noviça Rebelde”, “Avenida Q”, “My Fair Lady”, “O Rei e Eu”, “Les Miserables” e etc.

Como era de se esperar, portanto, é mais uma adaptação de qualidade, com elenco bem escolhido  (Pierre Baitelli, Letícia Collin e Malu Rodrigues) e excelente direção musical. Na história, um jovem casal tenta lutar para ficar juntos enquanto  descobrem o sexo e enfrentam todos os desafios da adolescência na Alemanha do início do século.

Recomendo, especialmente para adolescentes que gostem de musicais! Apesar de ser polêmico e ter cenas memoráveis (imagine ver uma masturbação no meio de um musical!), eu pessoalmente prefiro dramas como  “Fantasma da Ópera” (e espero ver “Cats” no Teatro Abril em breve).

Para maiores detalhes da peça, acessem o site, onde dá até para baixar as músicas do espetáculo!

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LANCHONETE DA CIDADE

Jantei na Lanchonete da Cidade com o Rafa no sábado à noite e reconfirmei meu amor pela dupla batata rústica + sanduíche Tropicália, como vocês podem ver nesse vídeo que o namorado fez de mim.

Para quem não sabe o que vai neste lanche, dá uma olhada no cardápio e dê uma mordida antes de dizer que meu gosto é exótico, tá? 8) Até hoje não experimentei o Bombom por lá porque não consigo abandonar meu Tropi, que para mim é uma das melhores coisas que já provei numa hamburgueria.

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NEU CLUB

voltando da Neu.
Voltando pra casa, de headband e make acabada.

Nunca tinha ido na Neu e adorei o clima inferninho + bar aberto, bem despretencioso. Lá você pode tanto sentar numa mesa ou num bancão e ficar tomando cerveja e papeando, quanto ir pra pista se jogar. A casa é simples e fica na região da Barra Funda. Vá para se divertir e gastar pouco vendo gente elegante. E um lembrete: eles não aceitam cartões!

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Lady Gaga e Polaroid – ou como irei realizar um sonho de consumo mal resolvido

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Eu amo Polaroids, todo mundo aqui já sabe, afinal qualquer novidadezinha que vejo, já tenho vontade de contar por aqui, fora as opções de polaroid makers que já postei, aqui e aqui.

Nunca tive uma coisinha mágica dessas,  mas acho que elas representam, mais do que qualquer outra câmera moderninha que inventem, a captura imediata do instante-já, como diria Clarice Lispector.

Nas digitais, você espera pra por no computador, ou só vê numa tela. Nas de filme tradicionais, manda revelar – ou “escaneia” o filme, como fazem os fotógrafos de filme de hoje. Com as Polaroids você simplesmente… Clica! Acho que é essa a grande magia que eu vejo na câmera e está aí um grande sonho de consumo mal resolvido da minha infância/adolescência: a Polaroid das Spice Girls.

Por essas e outras, fiquei realmente feliz quando li hoje que Lady Gaga irá assumir um cargo de criativa na  Polaroid. Além dela poder propor inovações para a marca, eu duvido muito pouco que não lancem uma câmera todinha estilizada pela loira maluca.

E aí, ainda bem, vou poder torrar meus dinheiros com isso, já que duvido muito que não façam algo realmente popular, assim como Gaga é.

O anúncio oficial da parceria da Polaroid com a cantora acontece ainda esta semana, no Consumer Eletronics Show,  e, por enquanto,  Gaga comemora com seu pai que “finalmente tem um emprego de verdade”.

…  Posso dar um palpite?  Aposto que ela irá “vestida de fotografias” no evento. Wait and see! 8)


Fonte: Musicrooms.net