Enflux: a roupa fitness do futuro que analisa seu exercício

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Já existe no mercado hoje uma infinidade de pulseiras e relógios que prometem resolver a questão tão subjetiva da ‘medição’ na hora do treino. Enquanto no passado só atletas profissionais tinham um interesse real em medir sua performance, hoje praticamente qualquer pessoa que queira se exercitar acha interessante ter pelo menos um pouquinho de informação sobre seu avanço. O motivo é bem simples: ver sua evolução em números pode ser um incentivo poderoso para não voltar ao sedentarismo.

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Enflux: moda fitness do futuro?

Apesar de já termos tecidos inteligentes que repelem o suor, secam rápido, retém a temperatura e etc., a proposta da Enflux é diferente, no mínimo interessante – parece coisa de filme de ficção científica! O usuário veste uma espécie de macacão que se conecta com um celular e pode monitorar absolutamente tudo o que faz através de um app relacionado. A medição vale não somente para exercícios ‘simples’ de serem medidos, como a corrida, mas também para esportes, yoga e exercícios de força, como crossfit e musculação.

No vídeo de demonstração do traje, uma atleta coloca a roupa à prova justamente enquanto faz agachamento. Além de anotar as calorias gastas e afins, o software também é capaz de reproduzir os movimentos dela em tempo real e dar um feedback sobre como o movimento foi executado. Óbvio que isso não substitui um instrutor para aprender a técnica, porém é uma alternativa e tanto para quem vai treinar sozinho ou ficar afastado do professor por um tempo.

Fiquei realmente MUITO curiosa para experimentar algo assim, especialmente porque faço musculação quatro vezes por semana e sei o quanto é difícil medir o esforço real de um treino com pesos. Quer dizer, você até pode ir anotando suas cargas e usar um medidor de batimento cardíaco, mas além de um app facilitar e digitalizar o trabalho, ele ainda pode mostrar exatamente em que momento você fadigou e perdeu a postura correta, ou então ir analisando quantas vezes aguentou repetir o movimento até a falha. Algo bem interessante para observar caso seu treino seja de exaustão, por exemplo.

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Pelo visto, a queima calórica vai se tornando cada vez mais uma “commodity” tecnológica em tempos de lifestyle saudável: qualquer aparelho vai ser capaz de medir. Ganha quem souber dar o melhor significado desses números para o usuário.

O projeto Enflux está arrecadando fundos no Kickstarter e, por enquanto, é ainda salgado: a partir de US$249 é possível adquirir a tal roupa. Eles garantem que dá para lavar o traje sem danificar também – será? Bem, vou ficar sonhando (e muito) por aqui. Que venha o futuro!

 Via Tecnoblog

Os primeiros 10k: a corrida que começou em 2012

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Se eu escrevesse uma carta para minha eu do passado e dissesse o ‘feito’ que acabei de concluir este final de semana, eu ficaria simplesmente abismada. Mesmo totalmente sedentária, eu saberia que topar um desafio desses significaria uma grande mudança no meu estilo de vida do futuro, algo que eu simplesmente não conseguia conceber pra mim. Eu teria, fatalmente, rachado de rir da minha própria cara. Mas que bom que a gente muda. Finalmente estreei numa prova de corrida de 10k. 

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em 2012 eu nem devia saber que tinha prova dando medalhas. Aposto.

Foi em setembro de 2012 que tudo começou. Eu poderia ter esquecido essa data tão exata, mas meu eu do passado deixou um post para registrar o quanto era dolorido tentar fazer algo por mim mesma. Há exatos três anos em relação à corrida, dia 20 de setembro de 2012, eu me deixei esse pequeno presente: um texto indignado com a falta de resultados dos exercícios físicos. Que fique claro: ainda não cheguei aonde ‘desejo’ e não tenho tanquinho dos sonhos, mas exercício para mim virou uma questão de saúde. E mais a mental que a física, se querem saber.

Ali em 2012 eu estava começando a acelerar o passo na esteira, tentando entender meia dúzia de coisas, e acima de tudo, começando a me conectar com o meu corpo, tão abandonado. Depois veio a musculação, uma mudança de prioridades ‘físicas’, uma nutricionista que deu errado, uma nutricionista que ensinou algumas coisas, boas fases voando solo, o retorno triunfante da corrida e agora um nutrólogo diferente para me acompanhar e trabalhar minha saúde e estética como um todo – e, por consequência, minha cabeça e auto-estima. Para mim, mais do que nunca, está tudo ligado.

Domingo foi uma celebração interna, mas ao mesmo tempo uma batalha contra a mente. O trajeto da corrida Vênus foi bastante sofrido: um sol massacrante e duas passagens por cima da marginal Pinheiros, seca e empoeirada, deixando qualquer nariz ofegante em estado crítico. O ritmo foi pior do que o de qualquer treino recente, mas colocar tudo em perspectiva me fez bem no final: mais de mil pessoas atravessaram a linha de chegada depois que eu. Mais uma garota empatou igualzinho. Entre as corredoras da minha idade, fiquei mais ou menos no meio do caminho. Parece justo para uma primeira vez.

São poucas as coisas que lembro. A corrida virou um grande borrão de subidas e descidas e uma luta interna de ‘caminha um pouco pra recuperar, volta a correr, não desiste!’. Os piores momentos? Entre 6 e 8km. O trajeto parecia sem fim, especialmente com o asfalto quente nos pés e nenhuma sombra à vista. Uma hora, dezesseis minutos e quarenta e sete segundos depois, acabou.

Aí era medalha no pescoço, gatorade na boca e suportar minha consciência, às vezes dizendo que eu poderia ter ido melhor, às vezes dizendo que eu fui uma vitoriosa porque suportei os 10 kilômetros, essa distância que até um sedentário sabe que exige um bom treino. E que treino! Não nasci com o gene da corrida e só eu sei o quanto sofro comparando resultados, inclusive de gente que chega lá tão mais fácil… Mas, ao invés de sofrer, resolvi amar minha decisão de ter feito a prova num domingo de sol, em que tantos ficariam na cama ou prefeririam ir à praia. Era (e é) uma conquista que começou há três anos para ser coroada só agora.

O mais interessante do quanto essa rotina é agora importante para o meu corpo e minha vida, é que sinto falta. Se fico sem, minha cabeça parece que não funciona, o dia parece que não começa… E de todas as decisões que já tomei na vida nos últimos anos, levar isso a sério parece ter sido a mais acertada. Posso me sentir perdida em algumas (várias) áreas, mas jamais me arrependo do tempo que gasto comigo todos os dias. Isso ninguém tira.

Daqui a duas semanas tenho mais uma prova, desta vez de 5k, em que já posso comparar com meu resultado do ano passado. Que seja divertido – e, se possível, menos ensolarado! 

ps: peço desculpas pela repetição do assunto, mas precisava tirar esse desabafo da frente antes de voltar para a programação normal. ;)

Sem jacar: vale a pena ficar na linha?

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É absolutamente estranho pensar nisso, mas acho que há pelo menos uns 5 anos eu não ficava tanto tempo sem beber e mais ainda, sem comer doces. Depois de mudar minha dieta com um nutrólogo e descobrir alguns hormônios desregulados, resolvi encarar um sabático de limpeza para dar aquele empurrãozinho para o tratamento: foram 20 dias sem jacar, devidamente registrados no Snapchat (me add lá: feepineda).

Por “jacar” entenda: comer alimentos em excesso ou que não contribuem para o meu metabolismo de uma maneira interessante. Isso inclui, por exemplo, bebidas alcoólicas (todas), doces (só fiquei com mel e frutas), frituras (todas) e refeições que até tem variedade nutricional, mas que acabam trazendo prejuízos  junto – ou seja, foram também 20 dias sem hambúrguer, pizza, risotinhos, arroz japonês….

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agora já passou, mas que dureza.

Nunca tinha me proposto nada sério do tipo, também nunca tinha feito essas promessas que o povo faz, de ficar “um ano sem chocolate/refrigerante/bebida”, mas quando o médico me pediu especialmente para que eu não bebesse por um tempinho, para ver no que dava, resolvi sacrificar meu eu bon vivant do final de semana por uma boa causa.

Sou adepta da vida saudável, mas odeio radicalismos: já treino de 5 a 6 vezes por semana e, até por isso, gosto de me dar ao luxo de aproveitar, sim, coisas boas da vida e elas muitas vezes envolvem açúcar, gordura, farinha branca e um bom vinho, amém. Por isso, imaginem vocês, o dobrado que eu cortei para não sair da linha.

Foi desafiador, foi chato e deu vontade de me isolar numa ilha de todas as ocasiões sociais do mundo, mas, olha só, foi também um santo remédio para minha pele. Descobri um bocado ficando 20 dias sem sair da linha e, depois de ver que influenciei tanta gente com meu “diarinho” no Snapchat, quero compartilhar um pouco disso aqui também.

por que fiquei 20 dias sem jacar?

Primeiro porque eu realmente queria por tudo o que eu já ouvi por aí à prova. Desde que comecei a treinar, de nutricionistas a aspirantes de musos fitness, muita gente já me disse que a “jacada” do fim de semana tem um preço muito alto quando se procura um ideal estético ou se tem um objetivo específico de performance.

Eu nunca acreditei que faria tanta diferença assim e precisei ver por mim mesma. A resposta? Eles estavam certos. Faz diferença, sim. E ela aparece na mesma medida medida que seu tempo “na linha” vai aumentando também. Quando terminei os 20 dias, senti que os benefícios estavam só começando, mas e o psicológico para continuar, como fica nessa? Complicado.

Para mim, é triste viver sem tomar sorvete no final de semana ou sem pipoca no cinema. Talvez só seja válido para quem de fato “trabalha” com o corpo, ou então para quando você quer se preparar para alguma situação específica e com prazo de validade, tipo seu casamento. #dietasdenoiva

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Como não adorar Khloé Kardashian fazendo teste drive de whey?

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Muita gente ainda não entende a magia em torno das irmãs Kardashian-Jenner. Pois eu digo que é quase como escolher uma Spice Girl pra chamar de sua, só que na vida adulta: você pode escolher com qual mais se identifica, que estilo de vida tem mais a ver com o seu e ir em frente. Dá pra ser desde mulher de malandro até supermodelo, empresária de sucesso ou adolescente prodígio, veja só.

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Khloé Kardashian para a “Complex”

Independente de qual seja a sua favorita, as Kardashian (e não tanto as novinhas Jenner) não se incomodam muito em mostrar do que a magia delas é feita. Enquanto boa parte das celebridades adora ostentar o resultado e mentir sobre o processo, elas não. Tá tudo lá, instagramado e televisionado. E, vem cá, que outra personalidade da mídia e apresentadora você viu ir atrás de um corpo bacana, mostrou o processo no insta e ainda fez teste drive de proteína com alho às vésperas de estrear um programa novo?

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Capa da próxima “Complex”, Khloé vai ganhar um programa de TV em breve, em que toma drinks e janta com celebridades para bater um papo. Como ela é bem divertida, imagino um “Estrelas” etílico e politicamente incorreto. rs Talvez o fato do programa envolver drinks tenha inspirado o pessoal da revista a propor um desafio bem inusitado pra irmã de Kimberly, que transformou seu corpo a olhos vistos: um teste drive de whey protein, o suplemento mais simples e mainstream entre a galera que treina.

whey de alho?

Quem toma suplemento simplesmente se acostuma com o sabor que essas coisas têm. Por mais que todos adorem zoar, não, não é gostoso. O  que vai dentro da “mamadeira” de suplemento é insosso, geralmente ralo e com um cheiro meio enjoado. Não é um toddyinho que te deixa trincada, longe disso. E, nesse vídeo, o marKeting funciona mais uma vez: Khloé testa variedades absurdas de shakes de proteína (alho, pepino, que?!!) e mostra o outro lado de um processo que não é necessariamente agradável, mas que pode trazer benefícios para a saúde e para a estética.

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A moça está no #projeto força, foco e fé há alguns anos (devidamente arquivados no instagram) e escolheu abraçar essa rotina fitness devagarinho e sem loucuras, para conseguir manter para o resto da vida. Os resultados visíveis a gente vê facilmente nas fotos da “Complex” espalhadas por este post. E se você treina e se identifica, mas ainda não vê nada digno de nota na frente do espelho, que tal se cobrar um pouco menos? Permita-se ter o prazer de se amar doa a quem doer, exatamente como uma Kardashian faria. 

Dito isso, pergunto: como não se identificar com essa moça gente boa cuspindo whey marrom de gosto estranho? Nada mal para quem faz parte de uma família frequentemente acusada de plástica, não? Só vejo verdades.

Lembrete importante: antes de ingerir qualquer tipo de suplemento, por mais popular que seja, procure um nutricionista. 

Testei: como funciona o Spotify Running

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No final de maio, o Spotify anunciou uma de suas grandes novidades: uma interface de corrida no aplicativo mobile que mandaria uma playlist de acordo com o treino do usuário. Eu, que já sou usuária assídua do Spotify e tenho lá umas tantas listas temáticas de músicas para correr, fiquei animada com a novidade e comecei a usar semana passada.

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Spotify Running: detecta seu ritmo e manda uma playlist de acordo

Ao abrir o Spotify, basta ir na lateral esquerda e procurar por Running. Lá você encontra uma série de playlists especializadas, desde as “feitas” para o aplicativo, como a “Blissed Out” e a “Burn” (do Tïesto) até várias outras seleções interessantes de músicas famosas que levam em conta seu ritmo.

Depois de escolher qual será o tipo de música que vai te embalar, é hora de ler o quanto você corre. Uma tela assim vai aparecer e medir o seu ritmo:

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Apesar de ser extremamente intuitivo para quem corre na rua, os corredores de esteira não ficam para trás: o aplicativo só precisa ler seu pace uma única vez, de forma que você pode apenas segurar o celular para descobrir o ritmo e depois deixá-lo de volta no suporte tranquilamente.

Também é possível ajustar mudanças de ritmo na mão, para mais ou para menos. A música? Sim, ela acompanha sempre cada mudança e é fantástico!

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Já usei estas duas playlists e embora tenha uma ou outra faixa que não tenha sido do meu agrado, elas são no geral bem energéticas e para cima. Como a música vai acompanhar perfeitamente o ritmo em que você está, acaba sendo muito gostoso pisar junto com a batida.

Esse movimento sincronizado ajuda até mesmo a relaxar a mente: é como se eu colocasse o corpo no automático. Pode ser só um grande placebo, mas juro que me sinto até menos cansada e mais energizada. A playlist do Tïesto é especialmente legal, só tem um problema: acaba muito rápido! Qualquer corrida de mais de 35 minutos já esgota e começa do zero. Podem mandar mais! rs

Ainda não testei na rua, mas mesmo no wi-fi da academia notei alguns engasgos com a sincronização da música, especificamente nessa modalidade Running. Não sei se tem a ver com a conexão em si ou com a leitura do pace, já que o aplicativo aumenta/diminui os BPMs das músicas para atender o usuário, mas achei um pouco esquisito, até mesmo porque as playlists normais costumam tocar normalmente, mesmo no 3G.

Entre uma música e outra, você também vai ouvir uns segundinhos de silêncio, mas neste caso é bastante compreensível: a pausa acontece para que a próxima música já entre no ritmo em que você está correndo.

Para entender mais como funciona, este foi o vídeo de divulgação do serviço: 

Música para treinar #6: não deixa essa peteca cair!

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lutando contra as forças ocultas, inclusive da gravidade

Uma overdose de chocolate pós-Páscoa, o friozinho, a preguicinha, mais cinco minutinhos… É fácil abandonar o #projetinho justamente agora e retomar, sei lá, em outubro. Dá desânimo, dá vontade de fazer qualquer outra coisa e às vezes dá vontade de sumir do mapa e mandar o recepcionista da academia tomar naquele lugar quando ele te ligar para saber porque você não foi. Especialmente quando você acha que ainda não chegou aonde queria.

Antes de descontar no coitado, que tal não se cobrar tanto? Para manter o ânimo (ou tentar, pelo menos), lá vai uma playlist nova bem animada, com tracks novas, algumas eletrônicas e outras farofentas que vão te colocar num mood alegrinho mesmo que a chuva fina te diga para ficar morgando em casa.

Não deixe a peteca cair: bota o tênis, dá o play e vai! ;)