Festa e casamento: Imagens da Semana

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Há alguns longínquos finais de semana passados, viajei até Taubaté para o casamento de uns amigos do Rafael. Para a ocasião, além de ter ido atrás de um vestido longo bom e básico com alguma antecedência, levei toda a parafernalha na mala para tentar me arrumar de alguma forma sozinha por lá.

Resolvi então postar o look final junto com as informações da busca sobre o vestido para quem sabe ajudar alguém, afinal encontrar roupa de festa é algo geralmente complicado quando: 1. você não é milionária, 2. você não curte roupa de festa cheia de brilhos, bababados, aplicações, pedrarias, whiskas sachê.

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Optei então por algo fácil de fazer, o que incluiu não me preocupar (muito) com as unhas, que fizeram favor de quebrar um dia antes da festa. O que deu jeito foi base, organizar a cutícula e boa! hehe No cabelo, fiz uma ondulação leve com babyliss e apliquei spray de ondas (eu uso o Beach Waves do Frederic Fekkai) e finalizei com um presinho atrás.

A maquiagem foi um olho quase tudo com tons de marrom e boca tudo com o Russian Red da MAC mais uma vez. Na pele, usei a base Photoready da Revlon, o corretivo da Laura Mercier e o da Natura Una de alta cobertura e fiz o truque de espirrar o Mist and Fix da MUFE entre uma cobertura e outra, o que garantiu pele linda sem falhar a noite toda.

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A busca pelo vestido começou mais ou menos uns dois meses antes, tudo para evitar ter que comprar um vestido “qualquer coisa” em cima da hora e também porque eu queria algo realmente básico, caso contrário usaria algo que já tenho em casa, fora que há aquele velho problema da moda festa: é simplesmente uma missão impossível encontrar vestidos com preço razoável que não sejam cafonas, cheios de brilhos, aplicações ou fendas que quase mostrem seu útero. Em resumo, tarefa complicada.

Como eu já tinha passado por um aperto procurando vestido para o casamento da minha cunhada no final do ano passado, resolvi ir caçar meu exemplar de basiquinho em outra freguesia. Pesquisei na internet algumas lojas em Moema e lá me fui para a região da Rua Gaivota, onde mil e uma lojas de vestidões se espalham nas calçadas. Numa manhã de sábado, entrei em nada mais nada menos que sete (sete!!) lojas.

Todas muito bonitas, nem todas com bom atendimento, algumas mais caras, outras mais baratas, mas todas igualmente ca-fo-nér-ri-mas.  Quando eu estava quase desistindo e topando comprar qualquer coisa da Suely Censini (tem nos shoppings Iguatemi e Morumbi e comprei lá meu vestido da formatura da faculdade), entrei numa lojinha pequena, escondida e… Uma luz se acendeu: encontrei não apenas um vestido básico quanto dois vestidos básicos e já me preparei para as próximas festas por aí!

no corredorzão do hotel antes da festa!

Meu vestido veio da Ellen Brione e, como comprei duas peças, acabei conseguindo um desconto com a própria dona, que faz questão de ter vestidos diferentes do padrão da região. Paguei um preço bacana no meu (não lembro direitinho, mas foi cerca de R$450) e depois fiz apenas um ajuste na altura do top  no estúdio de costura da minha confiança.

Uma semana antes da festa por acaso encontrei também uma bolsa super achado na Jorge Alex, inspirada naquele famoso modelo com caveiras McQueen. Achei o preço super bom para uma bolsa de festa: R$105. A minha eu comprei na loja do Shopping Anália Franco, mas **fontes** me disseram que já está em falta por lá.
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Depois dessas fotos no meio do corredor, guardei a câmera no quarto e nos mandamos para a festa, que foi ótima por sinal – mas não me pergunte muito porque, enfim, não lembro tooodoos os detalhes e… ;) Felicidades aos noivos e obrigada por nos convidarem para fazer parte deste momento!

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Escapismo juvenil e outras vontades

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stay, don’t stray

Eu sei que eu era feliz e não sabia, mas muita coisa da minha infância e adolescência eu fiz questão de esquecer. Não, eu não sofria bullying direto e reto, mas digamos que eu sempre dei um jeito de complicar as coisas para mim mesma, desconfiando da minha capacidade e me mantendo insegura para o que quer que fosse.

Aí de muitos eventos lembro-me muito bem de uma ocasião interessante, em que podia ter dado o meu primeiro beijo e ter me “equiparado” a algumas amigas e ter sido pioneira diante de outras, mas deixei passar.

Eu tinha mudado de colégio mas ainda era amiga das pessoas da escola antiga, então fui até uma festa de uma colega no início do ano (era começo de março, sei bem) rever os colegas, tomar refrigerante e comer coxinha (nunca fui do brigadeiro).

Com o sonzinho armado na garagem, todo mundo dançava e se divertia. Veio a tal “música lenta” e veio o momento de dançar com o menino que eu gostava e que, por um milagre, eu tinha descoberto que gostava de mim também. E agora sim você entende porque eu fui na festa do colégio antigo também.

Entre o vai e vem da vassoura, dancei com o rapaz com o braço esticado, há dois metros de distância com folga, fazendo de conta que ninguém sabia de nada.

Quando acabou a brincadeira, alguém pôs o fim no suplício soltando uma “música de balada”, mas foi aí que vieram me dar o recado: “fulaninho quer ficar com você! Você vai ficar com o fulaninho, né????”.

Tremi, congelei, me arrependi de ter nascido três vezes e entrei dentro do quartinho da garagem da minha colega. Ao lado de várias meninas que já não eram BVs, ouvi conselhos como “você gosta dele e ele gosta de você, vai em frente!” e continuei imóvel.

Foi a maior cena de desenho, várias cabeças falavam comigo, eu não ouvia nada e tudo se misturava. Eu lembrava, sei lá, da minha cama cheia de pelúcias em casa. Num desespero sem tamanho, dei um berro, chorando “eu não tô preparada!” e desabei.

Não precisei falar mais nada nem me constranger ainda mais, mil mensageiros fizeram o serviço e o menino, daí sim tímido, ficou na dele até o fim da festa. O melhor amigo dele (compreensivo e maduro demais pra idade) veio saber se estava tudo bem comigo e me trouxe refrigerante gelado.

Passados bons doze anos dessa cena, às vezes a vida adulta só me dá vontade de poder entrar no banheiro mais próximo com mil conselheiras se acotovelando do meu lado, daí eu grito “quero sumir” e sou ouvida e acolhida enquanto todos os meus problemas são resolvidos e o amigo gay traz uma cerveja gelada.

Será que algum dia vamos estar preparados? É, eu era feliz e não sabia.

Agora sim!!

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Agora começou mesmo: feliz 2012 para todos! Desejo um ano cheio de champagne para comemorarmos nossas conquistas!

Voltamos à programação normal esta semana, com direito a post especial sobre minha escapada rápida para Buenos Aires nesta última semana. E, apesar de eu ter prometido, não vai ter muita dica de compra, não. A inflação está feia para os hermanos e aqui em São Paulo os preços estão incrivelmente mais animadores – já fica a dica para quem vai viajar para lá!

Em todo caso, comprei uma coisa ou outra lá e dei aquela paradinha estratégica no Duty Free. Mostro em breve! ;)

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Madrinha de Casamento: Imagens da Semana

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Esta blogueira relapsa vai sim continuar com a tag “Imagens da Semana”, nem que eu tenha que apresentá-la desse jeito toda vez que eu for escrever! rs E, ó, também está decidido que farei posts sobre minha viagem de férias em junho (Paris – Barcelona – Madri). Apesar de já ter contado muita coisa quando fui a primeira vez aqui, aqui e aqui, agora tenho coisas diferentes pra contar, afinal fiz passeios diferentes. Então, quem quiser saber algo em específico, aproveita pra perguntar na Fanpage do blog! Agora, vamos às imagens – para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui! ;)

festona delícia!

Sábado passado foi dia de festa e arrumação que leva o dia inteirinho! Fui à cerimônia de casamento e festa da minha cunhada e passei o dia na montação, pois tive o prazer de ser madrinha junto com o Rafa! A festa foi divertidíssima e muito emocionante, chegamos em casa de manhã, andando torto de tanto prosecco. Eu, claro, com o sapato numa mão e a dignidade na outra. hehe

Depois desses flashes, vamos ao que interessa do pré-festa: make, cabelo e claro, o vestido! Comecei a busca por esse verdinho há cerca de dois meses atrás e tive o azar de não encontrar nenhuma liquidação por aí – e de não ter também encontrado nenhum vestido lindo que me fizesse topar pagar os olhos da cara. O meu “budget” para a ocasião era de até, no máximo, estourando, R$1500.

Procurei em pelo menos três shoppings e nada, o que me fez quase repetir meu vestido de formatura na ocasião, já que os convidados seriam diferentes e eu não estaria “repetindo a roupa”. A questão é que meu longo da formatura é bem estruturado e, portanto, mais quente. Como o calor era iminente e eu sabia que ia ficar de pé por bastante tempo  durante a cerimônia, prefiri insistir na busca por um vestido mais fresquinho.

o eleito!

Num momento de desespero, resolvi ir até o centro da cidade atrás de um vestido. Recorri à loja de moda festa Ellouva para tentar encontrar um modelo que me agradasse. Quer dizer, eu poderia até não me apaixonar perdidamente pelo vestido, mas pelo menos não estaria pagando mais de mil reais por ele, certo? Foi aí que encontrei esse exemplar que caiu bem, era fresquinho e barato – atenção: paguei a bagatela de R$419 (e se pagar com dinheiro vivo tem 15% de desconto, tá?).

Aproveitando o assunto, aviso às navegantes: esta é a melhor loja de moda festa da região. Se você não encontrar seu vestido lá, melhor ir embora para outro lugar. A região tem muito mais coisas ruins do que boas, já não vale tanto a pena a viagem e o perrengue que é ficar passeando no sol na rua lotada de gente.
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fresquinho, sim!

Não é o vestido da minha vida ou a coisa mais linda que já vesti, mas caiu muito bem para a ocasião e eu estava me sentindo confortável nele, o que eu considero mais importante, especialmente numa ocasião em que quem tem que brilhar é a noiva! ;)

Depois do vestido escolhido, combinei com a maquiadora e cabeleireira Joana Rubinsteinn, que já cuida de mim no trabalho quando apresento programas. Maquiagem é algo muito pessoal, então preferi fazer com ela, que já faz meu rosto e conhece meus pontos fortes há pelo menos 3 meses, e além de tudo é ótima. Fora que, ahn, enfim, odeio ter que ir a salão lotado de sábado quando tenho um horário  muito definido, então ela veio até a minha casa e ficamos aqui numa boa na função!
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maquiagem e detalhe do cabelo

A inspiração para o cabelo veio daquele penteado lateral da Blake Lively que eu postei aqui e o resultado me agradou bastante, ficou diferente, fresquinho e tinha uma trança espinha de peixe que meu cabelo castanho não revelou na foto, mas ela estava lá e quem viu ao vivo aprovou! rs

Para a maquiagem, a Joana fez minha pele e usou um pigmento da MAC bem legal nos olhos, o blue brown. Quando usado num fundo neutro ou cor da pele, o tom dele é amarronzado; quando usado no fundo preto, o resultado é este verde azulado meio metalizado. Achei super mágico e só acreditei porque ela já tinha usado o mesmo pigmento comigo no fundo neutro.

Aliás, aproveitando, quem precisar de cabelo/maquiagem para uma festa, evento e cia., super recomendo a Jô (íntima!). Estou convencendo ela a colocar o site dela no ar logo (!!), mas basicamente ela trabalha sempre com o Vito e com a Vanessa Rozan do Liceu de Maquiagem e é super atenciosa e gente boa! Se alguém quiser o contato, eu passo à parte! ;)

rafa e eu – para sorte dele, não peguei o buquê! ¬¬

Depois de duas horas de arrumação, fomos para a festa, rimos, choramos e dançamos muito! O que dizer agora? Toda a felicidade do mundo para o casal, que já tem uma família linda! <3

 

 

Conjuntivas inflamadas

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Stevie Wonder way of life

Acordei na última sexta sentindo os olhos estranhos. “Merda, não devia ter dormido de maquiagem”, pensei. Com o frio que estava, fiquei com preguiça de tirar rímel e cia. e fui direto pra cama, mas meu pobre rímel nada tinha a ver com o que estava acontecendo.

Primeiro fiquei meio desesperada: não conseguia abrir os olhos porque as duas pálpebras estavam coladas. Depois, dei uma sofrida pra conseguir olhar no espelho: o globo do olho doía de um jeito que nem 24 horas de computador fariam doer – fora o inchaço de socos na cara que eu não tinha tomado.

Resisti bravamente para ir a um compromisso matinal. Limpei a secreção “esquisita” que saía do meu olho, pus um óculos escuros e saí. Cerca de duas horas depois, o inferno ocular estava armado e passei no trabalho apenas para dizer: “oi gente, tchau gente, estou indo ver meus olhinhos”. Uma colega corajosa pediu pra eu levantar o óculos (meus olhos estavam nojentos, para dizer o mínimo; google imagens em “conjuntivite” para entender) e disse: “ih fê, é conjuntivite. Você vai ficar uns dias em casa”.

Depois de ser resgatada pela minha mãe, fui para o Hospital São Camilo no Ipiranga, onde sempre vou quando tenho problemas por ser pertinho de casa e ter um bom atendimento. Na hora que sentei na triagem, a notícia: “puxa, de sexta não tem oftalmologista aqui”. Bacana. Altos surtos de conjuntivite rolando e não tem nenhum especialista no hospital inteiro (!). Fomos embora.

Nisso eu já havia rodado cerca de 2 horas de carro por conta do trânsito e meus olhos estavam pra lá de Bagdá de dor. Cheguei no Cema (Hospital dos Olhos) chorando e pedindo clemência, mas fila é fila para todos os seres humanos, então sentei e esperei por mais quase 3 horas.

Acho que nunca tinha sentido uma dor tão estranha na vida, porque eu queria chorar, mas os olhos doíam e pioravam. Eu achei que ia fazer xixi ou vomitar de dor a qualquer momento, enquanto a cabeça latejava para ajudar. Num momento de luz do enfermeiro na sala de espera, conseguimos gaze e soro fisiológico para fazer compressa nos olhos enquanto não chegava a minha vez. A dor aliviou um pouco e eu até cochilei, o que foi ótimo para passar o tempo.

Quando finalmente fui chamada, a médica já chegou cheia de **boas** notícias: “não dá pra saber se foi bactéria ou vírus, mas você pegou uma conjuntivite fortíssima e altamente contagiosa, provavelmente porque estava com a resistência baixa. O tratamento de ambas é semelhante e, de qualquer maneira, vamos usar antibiótico para prevenir que outras bactérias se instalem e o problema seja maior”. Sentei em frente ao aparelho de exames e quase morri quando ela tocou no meu olho com o cotonete. Pra conseguir aguentar o exame, a médica pingou um colírio analgésico para operar catarata (sente o drama).

Depois de passar várias luzinhas nos meus olhos, mais boas notícias: “nos próximos três dias a situação ainda pode piorar, ou você pode começar a sentir a sensação de areia no olho e coceira, típicas das conjuntivites mais comuns. Como a córnea está machucada, não se espante se sair um pouco de sangue do olho, viu? Assusta, mas é normal. Se a vermelhidão não sumir com os outros sintomas, você volta aqui. Talvez seja necessário fazer uma raspagem na córnea para limparmos…”.

Nessa hora eu pensei “PUTA MERDA, VOU FICAR CEGA” e senti dor no olho mesmo depois de ter recebido colírio pra operar catarata. A única pergunta que eu aguentei fazer depois disso foi: “posso usar óculos escuros, né?”. Ela disse que sim e fomos embora com analgésicos, antiinflamatórios e dois colírios receitados, um para lubrificar o olho e outro antibiótico.

Na sexta-feira eu estava podre, no sábado eu estava inchada e vi um “sanguinho” no travesseiro, ontem comecei a sentir coceira forte num dos olhos e, ufa!, fiquei feliz com isso, já que é um bom sinal. Hoje os pontinhos de machucados nos olhos continuam firmes, mas o inchaço está diminuindo. O grande problema agora é que o estágio de contaminação só acaba mesmo no final de semana, o que vai me fazer ficar isolada em casa por mais um tempo.

Sentei no notebook com o brilho no mínimo para pagar umas contas e resolvi vir contar o que está acontecendo por aqui. Já já não vou aguentar mais ficar em frente ao computador, então novamente não sei quando o ritmo do blog volta ao normal. E, obviamente, estou bem triste com toda essa situação (me sentindo imprestável, para ser bem sincera). :'(

A parte boa é que na sexta-feira achei que ia ficar cega, hoje só acho que vou ficar estrábica e, nossa, quem sabe com um pouquinho de sorte, eu fico meio míopezinha e posso finalmente usar um óculos lindo e….  hehe brinks! Só tenho que agradecer mesmo por estar melhorando.  Apesar do problema ser nos olhos, estou com o corpo todo detonado e trabalhando apenas em prol dos remédios. Obviamente, ninguém merece isso.

Dicas para evitar? Lavem bem as mãos, tomem vitaminas, comam direitinho, evitem aglomerações e não encostem nos olhinhos. E dicas médicas: não façam compressa com água boricada. O ideal é agua mineral ou filtrada bem gelada.

Quem quiser, pode acompanhar meus twits (revoltados e entediados) no meu perfil, @loverox. Volto quando eu puder e quem souber de filmes bons passando no Telecine, me avise aqui nos comments. Dá pra ver TV de longe, pelo menos! hehe ;)

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Eu menstruo, sim!

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ATUALIZAÇÃO DO POST: a empresa Click Interativo não é responsável pela campanha “Viva Sem Menstruar”, mas apenas pela programação do website. Após enviarmos diversos e-mails tentando contato com a empresa, a situação foi resolvida  via Twitter e os blogs já foram retirados do site da campanha. Agradeço a todos pela colaboração e pela atenção dispendida em ajudar todas as blogueiras envolvidas inadvertidamente na campanha.

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Ontem à noite fui surpreendida com o site “Viva Sem Menstruar”. Recebi uma DM da Victoria, do Borboletando, me avisando que estavam usando nossos blogs e mais alguns outros, como o da Gabi, neste site que promete esclarecer todas as dúvidas sobre pílulas de uso contínuo, que suspendem a menstruação. A péssima notícia é que nenhuma de nós foi informada sobre a campanha, que dirá recebeu um pedido de parceria.

Acessei o site e na área de Links e Novidades sobre a vida sem menstruação (está escrito assim mesmo) encontrei o meu blog devidamente linkado. Não só surtei por simplesmente não ter sido avisada, quanto surtei por achar absolutamente irresponsável que uma empresa farmacêutica, ou seja lá quem está por trás desta ação, não tenha checado todo o conteúdo que foi ao ar.

Não sabemos quem é o responsável pela campanha, que colocou-nos ali como “garotas propaganda da vida sem menstruação”. E, novamente, reforço: jamais soubemos desta campanha, que inclusive está sendo anunciada em revistas femininas e na televisão. Além deste tema não ter nada a ver com o conteúdo do meu blog, já que nunca falei sobre menstruação ou métodos contraceptivos por aqui, a situação é totalmente absurda pois se trata de saúde.

Recomendar uma medicação é algo sério, algo que eu não estou de forma alguma habilitada a fazer, pois obviamente não estudei pra isso. Se até médicos erram, como posso sair indicando algo que funciona pra mim – e talvez só pra mim? Além de ser uma atitude burra e mesquinha, é algo totalmente antiético.

Estudei comunicação e entendo perfeitamente a responsabilidade que tenho com relação ao que publico aqui. Existe um número considerável de pessoas que acompanham meu conteúdo neste site e em outras redes sociais, e existe também uma boa parcela de pessoas aproveitando as dicas que dou.

Apesar deste blog ser incluído frequentemente em diversas ações de publicidade, tudo sempre foi feito às claras: avisando o que é publicidade. Não só aqui, como no Twitter. Quando faço acordo com marcas, coloco a tag “#AD”, para deixar claro que aquilo foi algo contratado e não espontâneo. Já cheguei inclusive a receber congratulações pela minha transparência.

Para mim isso se chama ética, e ser colocada numa campanha de um medicamento sem que me pedissem autorização é praticamente colocar meus valores na lata de lixo, especialmente porque eu jamais entraria numa campanha como essa, nem como formadora de opinião, nem como atriz.

No site do “Viva Sem Menstruar”, vocês encontrarão a Guta Stresser como garota-propaganda. Ela provavelmente foi paga – e bem paga – para isso. Sempre fui criteriosa na escolha do que vou divulgar e jamais me envolvo com marcas em que não acredito, de forma que acho bastante perigoso  se envolver com remédios que podem trazer tantos problemas para as mulheres. Não sou médica, mas sei sim que nem todas as mulheres podem escolher não menstruar, porque eu não posso.

Comecei a tomar anticoncepcional aos 16 anos e descobri que tenho fortes enxaquecas com pílulas de alta dosagem. Segundo meu ginecologista, este tipo de anticoncepcional pode ser tomado continuamente, de forma que você pode tomar a decisão de interromper sua menstruação ao mesmo tempo em previne uma gravidez indesejada. Em todo caso, logo aos 16, descobri que isso não era pra mim: foram três meses de enxaquecas fortíssimas que simplesmente sumiram quando troquei de medicamento.

Passei a tomar uma pílula de baixa dosagem hormonal e sigo com ela até hoje – há 6 anos feliz, saudável e menstruando. Pela minha história e pelo meu trabalho, gostaria de deixar claro que esta campanha está sendo absolutamente irresponsável em sua divulgação.

Não só exijo que meu site seja retirado desta sessão de “links e novidades”, quanto espero uma retratação da marca.


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