“50 Tons de Cinza”: fãs inventam trailers e gravam cena do livro

sex

taí o casal de “50 Tons de Cinza” num curta alternativo! Que tal?

Enquanto não se sabe quem serão os atores da adaptação  “50 Tons de Cinza” para o cinema, os fãs simplesmente não param! Numa busca rápida pelo Youtube, encontramos mil e um vídeos sobre o assunto. Além de trailers inventados pelos ávidos leitores do romance porn, já encontrei até curta-metragem super bem feito mostrando uma parte do livro.

No curta profissa “We Aim To Please”, Emily Sandifer e T.J. Dalrymple dão vida ao casal principal e mostram a primeira visita de Anastasia à casa do milionário. Vê só:

.

Dá pra encontrar também mil e um fantrailers do filme. Os vídeos mais bem editados mostram mais quem seria o milionário Grey (será que foram feitos por garotas? Será??) e trazem geralmente os atores Ian Somerhalder e Ryan Gosling; já as Anastasia’s que vemos brevemente aqui são respectivamente Lucy Hale e Emma Stone.

.

 .

E agora mais um vídeo, focado exclusivamente em Matt Bomer como Mr. Grey:

..

E aí, quem você prefere? Que atores deveriam interpretar Anastasia e Christian?

“50 Tons”: BDSM na cultura pop e a gente finalmente falando sobre sexo

qui

e aí gatinha? Curtiu?

Finalmente acabei de ler “50 Tons de Cinza”. Demorei, mas confesso que foi um conjunto de enrolação com a tentativa de terminar perto do lançamento do segundo livro, que chega às lojas nos próximos dias. Afinal se a obra já é “enrolona”, para que sofrer esperando a segunda parte, não é mesmo?

Falando na leitura, quando eu estava no meio do caminho escrevi o post “10 Questionamentos de quem está lendo ’50 Tons de Cinza'”, e é engraçado que quase nenhuma das minhas observações mudou desde então, o que quase me fez não escrever sobre o livro de novo. Mas resolvi que valia por um único e simples motivo: estamos finalmente falando de sexo; olha só!

A escrita de E.L.James não é das melhores, a série não é um primor da literatura, mas o livro é inexplicavelmente viciante para a maioria dos mortais que são cativados por amores imperfeitos. Junte a isso o tempero velho-novo do sadomasoquismo e tá aí o motivo do best-seller: para quem gosta de ler amor, tem amor, para quem gosta de ler sexo, vai ter muito sexo. E digo tempero velho-novo porque BDSM é coisa das antigas e a esperteza foi tratar o tema de uma forma leve, com a inexperiência de uma virgem, resultando num fenômeno de cultura pop. Aliás, quem acessar a Wikipedia sobre o assunto vai logo ver que os reais praticantes da coisa devem estar revoltados, se sentindo como indies que vêem sua banda do coração assinar com uma gravadora.

Após a leitura, continuo sem entender porque precisamos de uma virgem de classe média e de um príncipe encantado safado e milionário para falar de sexo, e continuo sem entender também como essa menina goza tanto desde o primeiro dia – magia? Tecnologia? -, só que, vamos perdoar, estamos falando de sexo e isso é ótimo. Estamos falando, pensando e discutindo tabus. Sendo o livro pobre ou não, não dá pra negar que podemos lucrar mais com esse tema do que com o sobrenatural que ninguém nunca viu brilhando à luz do sol. Num viés mais prático, digo que podem chamar de “pornô para mamães” à vontade: pelo menos é algum pornô feito para mulheres.

A trilogia vai ser condensada em apenas um filme e provavelmente teremos aí um dos raros casos de filme melhor que livro, já que a enrolação da autora é irritante – aparentemente ela deu uma corridinha apenas no final da primeira parte, o que já foi uma evolução imensa. Pergunto-me porque o livro todo não foi assim, de uma vez, mas aí seriam menos páginas e menos dinheiro no bolso, talvez.

.

“50 TONS”, o meme, o filme

Agora a melhor coisa mesmo tá sendo ver as loucurinhas dos fãs em torno do livro. Christian Grey e Anastasia ganham mil fan arts por segundo e as apostas de quais atores viverão o casal na telona estão altas. Aparentemente, Ian Somerhalder ou Ryan Gosling devem levar o papel do bonitão – eu prefiro o Ryan pela cara de perigoso, mas ver o Ian desfilando em trajes mínimos não seria o menor problema. Quanto à protagonista, Lucy Hale é cotada e até já falou a respeito, mas nada definido.

Enquanto isso, as mina pira:

.

AI INTERNET, eu te adoro. Agora vamos esperar os próximos, né? Tudo pra entender o santo Grey no final – tomara que não vire um “segredo de Gerson”.

*todos os memes estão na fanpage “50 Tons de Cinza Brasil”, cheia de fanáticos pirando nas apostas pro filme! hahaha

10 questionamentos de quem está lendo “50 Tons de Cinza”

qua

Ah tá!

O best-seller “50 Tons de Cinza está dominando muita conversa de bar e café por aí e, enfim, eu mesma não me contive em ir soltando comentários de amor e ódio sobre o livro nas redes sociais. Já recebi mil e uma perguntas do tipo “cê tá amando ou odiando?” e eu sinceramente não sei, só sei que estou presa à leitura e resolvi escrever esse post.

Numa noite só, li 130 páginas do livro só para descobrir, afinal de contas, como seria a primeira vez de Anastasia Steele, uma recém-formada virgem de 22 anos desastrada e inocente, e Christian Grey, um jovem magnata, gostoso, gato, misterioso e pervertido. É aquela coisa: o livro não é uma obra prima da literatura e a autora parece saber muito bem disso. É um guilty pleasure. Um guilty pleasure só que com cenas de “foda” (o protagonista diz que não faz amor nem transa. Ele fode, tá?).

Considerando que não vamos ler a reinvenção do amor, a coisa fica muito mais tranqüila. Mas algumas incoerências da obra e as reações que ela provoca fazem a gente querer gritar what the fuck!!!!  Por isso mesmo, dedico estas próximas 10 perguntas para quem também está lendo (ou leu). Quem sabe discutimos todos juntos – não tem spoilers, só pequenos detalhes! hehe

Taí: 10 questionamentos de quem está lendo “50 Tons de Cinza”

10. As semelhanças com os personagens de “Crepúsculo” são mera coincidência ou as fanfics eróticas que E. L. James escreveu a partir da série de vampiros realmente influenciaram o livro?

9. Que virgem, quando e onde sai gozando por todos os poros desde a primeira vez?

8. Que virgem, quando e onde topa entrar num relacionamento com um pervertido esclarecido que só topa do jeitinho x e y, com direito a contrato por escrito?

7. Mais uma última pergunta sobre isso, prometo: não seria melhor uma personagem experiente ou será que uma mulher experiente teria preconceito demais para topar a proposta do Sr. Gostoso Grey?

6. Foi preguiça ou desconhecimento da autora largar para a Wikipedia explicar o que é ser uma submissa? Certeza que as buscas pelo termo aumentaram.

5. Quantas vezes a autora usa o verbo enrubescer na primeira pessoa, resultando na horrível palavra “enrubesço”? A tradutora não tinha outra carta na manga, não?

4. Homens também se interessam pela leitura de romances eróticos ou isso é coisa “de menina”? Será que eles se interessam por outras obras e o problema (neste caso e em outros) é a protagonista ser uma mulherzinha frágil?

3. Por que o livro está dominando todos os papos em cafézinhos, redações e ambientes descontraídos? Somos tão hipócritas que precisamos de um best-seller para nos ajudar a tocar no assunto “sexo”?

2. Afinal, só quem teve uma infância problemática tem fantasias com dominação, S&M e companhia?

1. QUE MULHER DE 22 ANOS RECÉM-FORMADA NÃO SABE ENVIAR UM E-MAIL?

.

ps: volto daqui uns dias para “resenhar” o livro. Mas não podia perder essa oportunidade, já que tanta gente está lendo também!

Os livros “The Carrie Diaries” e o seriado na CW

seg

UPDATE:Escolheram a atriz que vai viver Carrie Bradshaw, é AnnaSophia Robb de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”; mais detalhes aqui. O que você achou da escolhida atriz? Comenta aí!

pra ler numa tacada só!

Depois de ler “Os Diários de Carrie” no final de 2010 rapidamente e apaixonadamente, devorei o segundo livro da série “The Carrie Diaries” na semana passada. A nova série volta ao passado da protagonista de “Sex And The City” dos livros e da TV e revela como foi nossa destemida conselheira fashionista na adolescência.

O spin-off escrito também por Candace Bushnell nos leva até a Carrie no último ano do colegial que nos narra daquele jeitinho íntimo e delicioso seus últimos momentos de vida interiorana antes de ir para a Big Apple. Entendemos a paixão dela pela moda, vemos a forma como lidava com as amigas, com os garotos e, obviamente, com o sexo.

Apesar de “O Verão e a Cidade” ser uma continuação imediata da série, sentimos que ao por os pézinhos em Nova York nossa Carrie amadurece anos de idade em apenas alguns meses. É interessante ver como tudo aquilo é possível e ao mesmo tempo maluco, coisas que realmente parecem só ser possíveis em Nova York. E nos anos 80. Isso, claro, sem contar os diálogos ótimos característicos do universo criado por Candace!

O segundo livro mostra o primeiro sucesso e o primeiro fracasso da garota na cidade grande e, mais importante, conta como as quatro amigas se conheceram – e é hilário ficar imaginando todas elas jovenzinhas. O mais engraçado é que a primeira a conhecer Carrie é Samantha, que acaba cedendo um quarto para a novata na Big Apple. Você acaba de ler o livro e fica querendo mais, especialmente com o suspense que fica no ar – quando sai o terceiro? hehe

Se você não estiver afim de ouvir histórias de Carrie na escola, digo que até dá pra pular para o segundo livro de cara, mas você vai perder alguns detalhes importantes da construção da personagem e eu não perderia a oportunidade de fazer o tour completo pela adolescência de Miss Bradshaw.

É muito interessante ver como essa personagem superpop é extremamente rica. Com tantas informações que já acumulamos nos livros e nos episódios de TV, dá pra se sentir que ela existe mesmo e que ainda por cima é sua amiga. Eu sempre me identifiquei mais com Carrie Bradshaw do que com as outras do quarteto, então taí um motivo a mais para amar tanto esse flashback! ;)

O SERIADO

Embora os criadores da série de TV terem achado o recomeço sem nexo (um dos produtores disse que não imagina porque deveria retratar a Carrie “menos evoluída antes dos 30”), a CW comprou  os direitos dos novos livros e os mesmos criadores de “Gossip Girl” devem levar a Carriezinha para TVs e computadores do mundo todo.

Um piloto já está em produção e, apesar das poucas informações confiáveis disponíveis, já dá pra ter uma certeza no elenco: a atriz Stefania Owen irá viver uma das irmãs mais novas de Carrie. 

Há boatos também de que Blake Lively estará no elenco, mas não creio que ela deva ser a Carrie, está mais para Samantha, já que nos livros fica bem claro o quanto ela é mais velha que as outras.

Só sei que vai ser tarefa difícil produzir esse elenco, especialmente porque o rosto de Sarah Jessica Parker é muito marcante! Na minha opinião, a atriz vai ter sim que lembrar a Sarah pelo menos vagamente, não vai colar se uma morena de cabelos lisos pegar o papel, por exemplo. Sem pensar muito, eu diria que Kaya Scudelario, Elizabeth Olsen e Emma Roberts dariam boas Carries, se o visual fosse adaptado pra valer.

Em quem vocês apostam para viver a personagem? Vocês acham que ela deve ou não se parecer com a Sarah?

.

Seu twitt vale um livro

ter

troquei meu twit pelo livro “Now Playing”, de Shellie Zacharia, recomendado na revista “Nylon”

A editora independente Keyhole teve uma ideia genial: em tempos de twitts pagos, por que não vender e-books em troca de publicidade no Twitter?

Diretamente de Nashville, a editora norte-americana envia um arquivo em .PDF dos livros para todos aqueles que resolverem comprá-los com uma twitadinha. Na página deles você encontra todos os livros do catálogo podem ser adquiridos assim; eu baixei este à direita:


.

As obras fazem parte do catálogo super selecionado da editora e não são, digamos, best-sellers. Mas a iniciativa é excelente e, por um twitt, você pode acabar descobrindo a próxima J.K.Rowling antes de todo mundo! E claro: se a leitura não embarcar, você ainda pode comprar outro livro com 140 caracteres! ;)

.

“Feios”: quanto vale ser igual a todo mundo?

qua

futurologia e crítica à sociedade com ar moderninho

Imagine que nossa sociedade chegue ao tal colapso tantas vezes já previsto por obras de ficção. Nosso modo de consumo e de produção se esgota, nossas fontes de energia e sua escassez limam as condições básicas de existência e uma nova geração surge, extremamente regrada, com modelos e objetivos de vida bastante rígidos e restritos.  Tudo  isso, é claro, regido por uma instituição invisível.

Isso te lembra alguma coisa? Pois é. A trama básica de “Feios”, de Scott Westerfeld, não é o que se pode chamar de original, mas vem fazendo sucesso justamente por isso. O autor retoma uma concepção de futuro que  já entrou para o inconsciente coletivo com obras como “Admirável Mundo Novo” e “1984”, clássicos lançados respectivamente em 1932 e 1948 que se tornaram essenciais para quem gosta de futurologia.

A obra de Westerfeld traz novamente a ideia de coletividade que remete ao socialismo, mas a apresenta de uma terceira forma, mais contemporânea e embalada com o formato comercial que ajuda a evaporar os livros das prateleiras. Best-seller do “New York Times”, “Feios” é o primeiro de uma trilogia – que tem tudo para virar filme.

Em Vila Feia, cidade em que a história começa, todos os adolescentes passam por uma operação plástica completa ao fazerem 16 anos, de forma que passam de feios a perfeitos em poucos dias. Depois de mudar de vida, os jovens entram na fase adulta e passam a viver em outra cidade, Nova Perfeição, lugar de festa 24 horas por dia.

Cerca de dois meses antes de seu fatídico aniversário, Tally Youngblood conhece Shay, uma garota que parece saber um pouco mais que a maioria e que, curiosamente, não planeja ser transformada pelos médicos. A partir daí, a jovem mergulha num novo universo e passa a questionar a desejada operação que a deixaria bonita e desejável, mas igual a todos os outros.

Quando a personagem é obrigada por oficias da Circunstâncias Especiais a fugir de tudo que conhece para se tornar perfeita,  a história realmente começa e entramos numa jornada difícil e dolorosa de amadurecimento. A fuga de Tally mostra que nem tudo lhe foi ensinado na escola e abre seus olhos para a organização política de sua sociedade. Afinal, se existe uma polícia política e se todos os seus membros são cirurgicamente alterados para serem mais habilidosos  que um cidadão comum, algo não deve ser tão perfeito assim.

A trama engrena rapidamente na segunda parte, mas antes disso demora a capturar o leitor. Apesar do narrador da história ser onisciente, é como se ele também fosse deste outro tempo, de forma que ele não se apressa para explicar como tudo funciona com energia magnética e não se demora muito descrevendo carros voadores – como voam? porque voam? como são as pistas de rodagem no céu? Ainda quero descobrir.

Além da futurologia interessante para quem nunca leu algo do gênero, o livro traz a tese de que a aparência é uma das grandes razões para a desigualdade social.

No universo de “Feios”, o governo garante as necessidades básicas a todos os habitantes. Todos recebem as mesmas casas,  vão às mesmas escolas,  dormem nos mesmos alojamentos durante a preparação para a operação e, finalmente, recebem a mesma boa aparência.

Depois de sofrer uma bela lavagem cerebral por toda a vida, a população acredita que esta é a sociedade perfeita e que, obviamente, não se pode viver sem uma cirurgia que mude desde a estatura até o tamanho dos olhos, pois no passado a estética era determinante para que alguns conseguissem cargos melhores que outros.

Com uma protagonista absolutamente mais enérgica e ativa que Bella de “Crepúsculo” e contornos modernosos para falar de política e de auto-estima, a série “Feios” tem tudo para ser grande e alcançar um público variado.  A trilogia se completa com os livros “Perfeitos” e “Especiais”, sendo que o segundo já está a venda e o terceiro chega às lojas em março.

Por fim, digo que recomendo. Acabo de começar “Perfeitos” e e estou bem curiosa para saber como será a evolução da protagonista, já que o primeiro livro termina em clima de suspense, com a jovem propondo um desafio a si mesma.

.

ps: quem mais leu? Contem suas impressões – só cuidado com spoilers! ;)