“Mad Max”: um filme de som e Furiosa

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Careca, mutilado, piloto de primeira, comandante da expedição. Esta poderia ser a descrição de qualquer bom soldado num filme de guerra, mas é a descrição de Furiosa, a personagem de Charlize Theron que rouba a cena em “Mad Max: Estrada da Fúria”. Não apenas uma mulher por pura coincidência, mas uma mulher com M maiúsculo. Feita, madura, em personalidade, erros e acertos. E sem cabelos: porque ela provavelmente decidiu que não precisava deles.

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Furiosa: para guardar na memória

Depois de dias intensos com a internet discutindo por que o marketing da Marvel não aprova produtos com a Viúva Negra ou por que atores entendem que é “ok” fazer uma brincadeirinha de mal gosto com uma personagem fictícia, todo esse entorno tosco de “Os Vingadores 2” soa pueril perto da força dessa mulher aí, de braço mecânico e capaz de deixar até herói com pipi no uniforme. O Max? Sim, ele também está lá e num Tom Hardy que vai muito bem, obrigado. Mas, se o filme fosse uma comédia, ele seria a escada para as melhores piadas.

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“Entre abelhas”: o surreal está mais perto do que parece

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O filme parece começar como um episódio do Porta dos Fundos na tela grande. Fábio Porchat, check. Luis Lobianco, check. Marcos Veras e Leticia Lima, check. Ah, sim, é um episódio das antigas? Não, passa longe disso, embora a plateia se esforce para rir em todas as oportunidades possíveis.

Fábio Porchat em "Entre Abelhas"

Fábio Porchat investiga quem não enxerga mais em “Entre Abelhas”

Somos apresentados a Bruno, este editor de vídeo que parece ter levado uma vida pacata até o momento. Ele não é particularmente alegre ou particularmente depressivo. Seria assim o famoso cara normal, mas como se separou recentemente, é claro que está mal, como sua mãe resume rapidamente para o espectador tão desatento quanto o personagem pode ser. Acontece que, após uma noitada daquelas, o rapaz começa a não ver mais as pessoas. Ele não vê, não ouve, não percebe. E passa boa parte do filme investigando o porquê.

Em filmes como “Todo Poderoso” ou “Show de Truman”, o sonho de uma outra geração é realizado. O personagem ganha super poderes e pode influenciar todas as pessoas, ou então entra em crise por se sentir observado e julgado o tempo todo. Passando longe de Jim Carrey, Porchat encarna o isolamento social moderno, em que cada um está sentado no topo de seu próprio iceberg e nada pode chegar até lá. O jejum de gente do protagonista só é quebrado com e-mails ou mensagens escritas. Alguma semelhança com a vida que a gente já leva?

Fábio Porchat em "Entre Abelhas"

Enfim, sós.

Embora seja curtinho (dá para sair do cinema querendo mais), o filme joga na mesa essa questão delicada do ficar sozinho na multidão antes de rodarem os créditos. Nenhum homem é uma ilha, mas quem disse que precisa passar pela experiência surreal de não ver as pessoas para ficar imune a tudo o que acontece ao seu redor? Ninguém jamais desejou chegar a este ponto, ao contrário dos sonhos com superpoderes, mas é para onde caminhamos estranhamente, num caminho (talvez) sem volta.

Para quem já sofre de ansiedade em ocasiões sociais e se pergunta se dá para viver total e completamente sozinho para não passar mais por isso, a resposta está no longa e não é das mais animadoras: aparentemente, só é bom estar sozinho quando você está no controle. É um filme que vai fazer você dar mais “bom dia!” para quem às vezes já é invisível: porteiro, cobrador, garçom, caixa do mercado…

ps: para quem procura comédia, vale por na agenda. O filme do “Porta” estreia no fim do ano, ainda sem data confirmada.

A magia do cinema tem nome: chroma key

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Pense no filme mais aguardado do mês: “Os Vingadores: A Era de Ultron”. Agora pense em quanto tempo os atores passaram dentro de um estúdio, cercado por telas verdes e cobertos por roupas esquisitas, cheias de sensores que serão lidos por computadores depois. Pois bem: deve ter sido muito tempo. O filme estreia no próximo dia 22 e é mais um integrante da safra que não é nada sem um bom chroma key.

É chocante ver como foram feitas algumas cenas emblemáticas do cinema contemporâneo e observar como é solitário o trabalho dos atores que ficam, muitas vezes, diante de uma tela colorida e nada mais. São artistas que provavelmente não fazem ideia de tudo que vai vir na pós-produção, e diretores ridiculamente bem treinados e cheios de imaginação, que conseguem saber exatamente aonde cada elemento vai pingar no quadro.  O engraçado é que, mesmo sendo estes os filmes que pagam as contas de Hollywood, as premiações continuam negando a eles suas estatuetas “sérias”.

 “os vingadores” (2012)

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“alice no país das maravilhas” (2010)

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“a vida de pi” (2012)

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“batman: o cavaleiro das trevas” (2008)

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“o hobbit” (2012)

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“gravidade” (2013)

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“game of thrones” (2011)

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“o senhor dos anéis” (2001)

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Antes de pegar a pipoca para ver a obra de arte digital do mês, também vale rever o making of do primeiro “Vingadores”: 

E se a história de “Frozen” fosse contada por emojis?

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“Frozen” chegou aos cinemas há mais de um ano e ainda assim continua uma febre entre jovens e crianças. “Let it go” virou um hino e as irmãs princesas que se amam são heroínas finalmente respeitadas pela mulherada que quer ver mais sororidade nas novas gerações.

Para continuar surfando o hype, a própria Disney lançou em seu canal oficial uma animação que mostra como seria a história do filme contada por emojis na telinha de um celular – com duração apenas de dois minutos, para alívio dos papais e mamães que precisam ficar vendo o mesmo longa 300 vezes seguidas junto com as crianças. hehe

É uma COISA de tão fofo! Dá o play:

E “Let it go” versão midi? <3 kkk Pra mim só faltou uma selfie de final feliz!

50 Tons de Cinza: 125 minutos para tentar consertar um livro que nasceu errado

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Espera, teasers, trailers, cenas vazadas, mas o que prevíamos aconteceu: “50 Tons de Cinza” não é um filme bom. Para as fãs do livro, também não chega a ser ruim, digamos. É tão sutil que não chega perto do estrondoso sucesso causado pelo livro. Livro este que, vamos lá, é bastante “esquecível”, não fossem as cenas de sexo que prendem o leitor na sacanagem e o motivam numa espécie de leitura dinâmica até o próximo encontro.

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– Voltei, mores

Mas vamos ao filme. A trilha sonora é excelente, a direção de arte impecável, há o dinheiro que a inspiração “Crepúsculo” não teve em seu primeiro lançamento e dois atores que souberam segurar a bronca de um roteiro raso e cheio de textos sacais. “Eu não faço amor, eu fodo”: no livro, uma delícia, no cinema, recebido por risadas num cinema lotado de mulheres na meia idade.

o casting

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Falaram que a gente não tem química. Cê acha?

Jamie Dornan faz um esforço hercúleo para dar vida a este homem doentio e perturbado. Ele tem bons cacoetes, olhares muito interessantes, um andar leve com mãos pesadas, mas nada que faça o texto soar mais verossímil, meus caros. E ele é lindo. Mesmo. Tão lindo que infelizmente uma boa parte do público compraria seu trabalho só pela beleza e pelo tanquinho exibido constantemente na tela. Ah, e também pela bundinha, que dá o ar de sua graça por uns 3 segundos e causou gritinhos (altos).

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Paródia com “The Sims” mostra como seria cena do absorvente em “50 Tons de Cinza”

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“50 Tons de Cinza” está cada vez mais perto e a cada dia ficamos sabendo mais sobre o filme, seja através dos clipes da trilha sonora, seja através de entrevistas reveladoras da produção. Desta vez, a novidade “chocante” foi que a direção sequer considerou colocar no longa a passagem do livro em que Mr. Grey remove o absorvente interno de Anastasia para continuar as brincadeirinhas noite a dentro, com o perdão do trocadilho.

The Sims 50 Shades

#chocada

Muitos fãs ficaram revoltados com a decisão da adaptação, mas confesso que: 1 – é irrelevante para o contexto geral do filme e 2 – não se trata de um filme pornô ou gore, logo não há nada de sensual para acrescentar num fiozinho de o.b. sendo puxado e arremessado até o lixo.

Quem ficou se sentindo “órfão”, no entanto, pode aproveitar para ver este vídeo feito por uma fã em 2012. Na paródia, a bendita cena está bizarramente presente, usando personagens de “The Sims” como Ana & Chirstian. Apenas dê o play e reflita: qual a necessidade disso? E passar bem.

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ps: e essas brinks com “Crepúsculo”? Como não amar? hehe