Categoria: viagem na maionese


(Reconstituição de fatos reais. Vale a pena ler. Garanto risadas.)

Ontem, véspera do feriado, só eu saí mais tarde do trabalho. Enquanto todo bom ser humano se programa pra sair mais cedo nessas vésperas, a espertinha aqui chega mais tarde no serviço por conta da locução num trabalho da faculdade e tem que sair mais tarde para compensar. Ok. Aí, às 18:50h deixei a redação, passei na cafeteria da Ed. Abril, peguei um salgado quente e um del vale light de pêssego gelado para comer/tomar no busão. Demoro duas horas para chegar em casa e a minha fome era para esperar meia hora, no máximo. Dirijo-me ao ponto de ônibus. São 19:00h.

…. espera.
…. espera.

Olho no relógio: 19:17. Nada de ônibus.

… espera.

Surge um rapaz sorridente (“por que será?”) de camisa azul, bermuda, cabelo meio desgrenhado, sem bigode mas com muita barba. Ele se aproxima.

Rapaz: Oi. O “Parque D. Pedro” passa por aqui?
Eu: Sim. Não passou ainda, estou aqui há uns 20 minutos. Deve chegar logo.
R: Ah tá. ( Ele sorriu e eu pensei: “tá, agora é a hora que você volta para o seu lugar e espera o seu ônibus longe de mim) Você pega esse ônibus também?
Eu: (de saco cheio) Só de vez em quando. Hoje eu vou pegar outro.
R: Que outro?
Eu: O Metrô Armênia.
R: Ah. Esse ônibus é bom né? Porque ele sobe toda a teodoro sampaio e cai na dr. arnaldo, perto do metrô. (sinto um cheiro forte de vinho vindo dele)
Eu: É. (silêncio)
R: Onde você mora?
Eu: (achando que fosse ser assaltada) Por que você quer saber?
R: Ué, por nada.
Eu: (achando que ia por um fim na conversa) Na zona leste.
R: Na zona leste onde?
Eu: Perto da Móoca.
R: Hum legal. Quer ir comigo num concerto de música contemporânea? (ele se aproxima)
Eu: Ah não, tô muito cansada hoje. (eu dou um passo pro lado)
R: Vai ser lá no Ibirapuera, é de graça!
Eu: Legal. Eu era mais ligada em música quando fazia aula, agora não mais.
R: Pô, que massa. O que você faz? (ele se aproxima)
Eu: Trabalho aqui na abril e faço Rádio e TV na Cásper. (eu dou um passo pro lado e penso que já tô falando demais para um desconhecido meramente bêbado)
R: Pô, tem vários amigos meus que fazem lá. Eu faço Audiovisual no SENAC.
Eu: Ah, eu ia prestar lá também, mas desisti.
R: É, lá o curso é novo, somos meio cobaias. Você conhece o Guti, o Raul?
Eu: Sim, tão na minha sala.
R: Pô, que mundo pequeno! Imagina, conhecer no ponto de ônibus! (ele se aproxima)
Eu: É… (dou um passo pra trás, esbarro numa mulher, me dou conta do quanto já andamos nesse “pega-a-pega” lerdo na calçada e penso “TÁ, é agora que seu ônibus chega!”)
R: Você foi na festa do Guti ano passado, a Gutorgia?
Eu: Não. Eu ia ir, mas não fui.
R: Foi muito foda! A Gutorgia! (ri desesperadamente)
Eu: Deve ter sido mesmo. (ele tenta chegar perto de novo e eu interrompo com um outro assunto) Você também é aqui da Editora Abril?
R: Não.
Eu: Você mora aqui perto?
R: Não. (eu pensei: “porra, que diabos então ele tá fazendo nesse fim de mundo, me enchendo o saco?”) Eu trabalho ali na Av. Sto Amaro, mas aí peguei o trem, desci aqui. Aí passei ali no bar, tava rolando um samba e eu parei (eu entendi o bafo nesse momento). Mas aí começou a tocar um sertanejo e eu vim embora. (Eu dou uma risadinha amarela)

O ônibus dele vem vindo e o meu, NADA.

Eu: Olha seu ônibus.
Ele: É. (ele dá um beijo e fala um “tchau” alto demais no meu ouvido, que me deixou surda por uns 5 segundos.)

Ele entra no ônibus e eu fico aliviada. Aleluia. Espero mais uns 5 minutos e nada do MEU ônibus. Muito estranha essa demora. Aí passa outro “Parque D. Pedro” e eu acabo entrando. Afinal, vai que aparece outro louco?!

Moral da história? Demorei pra chegar em casa, andei uns 10 m na calçada fugindo discretamente, comi meu salgado gelado e tomei meu suco quente, fui obrigada a tomar o ônibus errado e neste exato momento estou rezando para este cara não querer saber mais sobre mim através dos nossos amigos em comum.

Ah sim: eu sei como ele chama e ele sabe como eu chamo, mas resolvi não incluir esta parte da conversa neste trecho aí por motivos de segurança – leia-se: ele pode descobrir meu orkut e entrar aqui.

——-

Obrigada a todos que assistiram meu vídeo da Ilhabela. Não foi dessa vez, mas tudo bem. Sempre acredito que existem outras oportunidades bem melhores reservadas pra mim. Não vou entrar no mérito da “eterna procura da mídia por um rosto+corpo bonito apenas” (ainda mais por publicitários), mas fica registrado. hehehe

Eu, agora
Humor com muita, MUITA preguiça
Pensando repassando os acontecidos de ontem, inconformada.
Comendo em breve, um espaguete a bolonhesa que está cheirando lá na cozinha
Ouvindo/Assistindo algum clipe da MTV.
MSN
Navegandonada.

Postado por loverox

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Sou uma pessoa altamente influenciável. Não pelos maus hábitos dos outros, mas por seus estados de espírito. Sabendo disso, escolho muito bem com quem pretendo me relacionar. Também sou influenciada pela energia/clima do lugar. Se sinto a famosa “energia pesada”, pode crer, não fico no local nem mais um minuto. Não me chame para um velório. E nem sei o que eu farei quando morrer: acho que devemos curtir alguém enquanto a pessoa tá viva, afinal.

Mas o assunto não é esse. Bom, também me influencio pela trilha sonora. Eu, que não sou chegada a axé/pagode e cia. limitada, cheguei até a dançar MÓITO em Porto Seguro. O clima faz a ocasião, junto com as pessoas, muito bem escolhidas, claro. Mas e quando está só você, com seu MP3? É você e a música que escolheu.

Baseadas em algumas MP3 atualmente no meu aparelhinho bosta:
- quando estou feliz, quero pop meloso e animado: Public Affair da Jessica Simpson, Like a Virgin da Madonna e etc (tenho muitos pops melosos, acredite);
- quando estou triste, música melancólica: qualquer coisa do Depeche Mode, Good Morning Joan dos Cardigans, All Good Things da Nelly Furtado, ou Blower’s Daughter do Damien Rice (provavelmente uma das músicas mais melancólicas do mundo);
- se estou energética: Smile da Lily Allen, The World is Mine do David Guetta, Wind it Up da Gwen e Say it Right, da Nelly Furtado;
- se quero ser uma sex machine (é, acontece): Sexyback do Justin (amo profundamente), Toxic da Britney, Love Hurts da Joan Jett, Sweet Dreams do Eurythmics, I touch myself do The Divinyls ou Like a Boy da Ciara (melhor música dela até agora, na letra e no ritmo, ao meu ver);
- pra pensar na vida, atualmente a preferida é Rebellion do Arcade Fire.

Recomendo todas as músicas que eu citei, não preciso nem dizer. Mas a questão é quando você não está “in the mood” para aquela música e seu mp3 insiste em jogar músicas tristes com você feliz, ou pops melosos quando você está sexy, ou músicas-sem-classificação quando você está a fim de pensar. Afinal, não tem como não andar em clima de passarela na rua quando está tocando Sexyback no seu ouvido e você está com vontade de dominar o mundo (acontece às vezes também).

Acho que os mp3s deviam ter um botão seletivo de músicas por emoção, facilitaria muito os meus problemas (de ser influenciada pelo “clima energético” das situações). Detesto ouvir música triste quando estou feliz e detesto ter que ficar apertando botõezinhos do MP3, dentro da bolsa, enquanto estou de pé no busão lotado. Acho que vou patentear essa idéia e enviar pra Apple. E ficar milionária, claro.

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Postado por loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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