08
Nov
2008
“Antes que seja tarde”

Algumas imagens falam mais do que mil palavras, mas como eu sei que sempre tem uma meia dúzia de míopes, vou traduzir!

Antes que seja tarde é minha peça de estréia no circuito profissional de teatro de São Paulo. Todos os domingos, 13 atores e eu estamos apresentando diversas sketches teatrais baseadas na corrente psicológica da Gestalt. Se você não sabe o que é, dá um google. O importante mesmo é que as cenas são ótimas, indo da comédia ao drama, com direito a chá e biscoitos em todas as sessões. (Deliciosos, recomendo. Nossos patrocinadores arrasaram!) E, claro: quem for, tem direito a me conhecer, tirar fotos, pedir autógrafo, tomar uma cervejinha comigo.

Serviço:
Direção: Dan Rosseto
Elenco: Alessandra Parucci, Andrea Carvalho, Fernanda Pineda, Gilcimar Santos, Ítalo Sena, Lauanda Varone, Lô Carvalho, Malu Vanzelli, Rafael Sola, Raphael Macedo, Rodrigo Marcos, Sônia Pineda, Vagner Valério e Weider Resgate.
Data: todos os domingos, até 30/11/08.
Horário: 15hs
Entrada: R$ 10,00 (preço único)
Recomendação: 16 anos
Duração: 70 minutos
Local: Espaço Magma - Rua Aspicuelta, 227 (Vila Madalena)
Capacidade do Espaço: 32 Lugares
Informações e reservas: Espaço Magma - (11) 3816-5816

Para quem for mão de vaca e não quiser gastar R$20,00 indo e levando um comparsa, acesse o Ondequando.com: tá rolando promoção toda semana por lá até o final da temporada! Quem for, aguarde até o final da apresentação, que nós todos saímos para dar um olá e papear (e ir pro bar).

ps: A peça saiu também na Veja São Paulo e em outros sites, mas quis manter o padrão só de jornais. 8)

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28
Oct
2008
Um ano solteira.

Por mais esdrúxulo que pareça, essa data merece comemoração. Nem que seja para eu me lembrar de que está sendo melhor assim, ok? Durante a TPM isso se faz necessário.

Essa vida de namorar começou cedo. Demais, até. E eu me espantava com a velocidade em que rapazes dispostos a um compromisso apareciam, tanto que fiquei mal acostumada. Esperar mais de um mês por um pedido oficial foi, durante muito tempo, sinônimo de enrolação pra mim. Isso até eu cair na real.

Eu despenquei na real quanto comecei a por na balança que… hum! Eu mereço muito mais do que caras dispostos. Percebi que eu fui escolhida e não escolhi. Taí. Ao menos o que eu NÃO quero (e um pouco do que eu quero) eu já sei. Logo, por que não abandonar essa postura passiva (hum!), esticar o dedinho e adotar uma tática mais uni-duni-tê (o sorvete colorê, o escolhido foi você!) ?

Eu fui em frente. Escolhi bem e posso dizer que topei com fiéis preenchedores daquela lista mental besta do “Homem Ideal” mais de uma vez. Ou seja? Ele existe, for God’s sake! Não é impossível, não estou pedindo demais, como muitos me disseram. O que basta agora é ser escolhida ao mesmo tempo, é lógico. Afinal, o que um não quer, dois não fazem - uma pitada de sabedoria.

Porque, veja bem. A fêmea escolhe o macho mais apto, mas ele jamais estaria ali à disposição se não a tivesse escolhido. Pelo cheiro, pelo cio, pelo interesse instintivo infalível. Ela o escolhe + ele quer = filhotinhos. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que não quero ter filhotinhos e que o “Homem Perfeito” não é impossível, só falta aquela ajudinha da natureza.  O ferormônio da irresistibilidade, da inevitabilidade, do “quero-você-agora-pra-sempre”, o cheiro que preencha os receptores certos para acelerar ambos os corações. Em todos os encontros.

Bem, se eu tivesse topado ser cozinhada em banho-maria (como diz o Isaías), eu até teria continuado empacada em escolhas antigas, em meses de saídas que poderiam ter rendido - ou não. O fato é que timing é tudo e até a escolha do melhor sorvete pode dar uma desanimada quando você espera para comê-lo e ele derrete. Afinal, derreter na boca de alguém é um tanto diferente de derreter na mão de algum engraçadinho (ou lerdinho) que se toque tarde demais. E, acredite: eles podem até não estar apaixonados, mas a vida sempre cuida de mostrar o que perderam. Assista Alfie, o sedutor (2004), com o Jude-Law-delicious.

Então, é isso: um ano de solteira e um ano de escolhas livres, em que o sorvete derrete se eu quiser. A busca continua? Sim, eu vivo melhor apaixonada. Qualquer um vive e, de minha parte, já descobri isso. Agora as buscas continuam com calma, às vezes com pressa feminina, mas sempre com um belo óculos escuros retrô para suportar esse sol “derretedor” e enxergar bem que sorvete vem pela frente. Isso porque eu prefiro muito mais um Häagen Dazs na sorveteria do que um genérico-Praia-Grande escorrendo na minha mão.

Com os genérico-Praia-Grande’s eu aprendi muito. Aprendi, agradeço e não cuspo no palito que eu chupei (ui!),  porque agora eu tenho a total certeza que meu negócio é Häagen Dazs na taça (de macadâmia, por favor. I crave about it!).

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27
Oct
2008
Um dia especial…

… Porque eu peguei a Radial Leste dirigindo pela primeira vez (e dirigi mais do que em toda minha vida);

… Porque eu me bronzeei;

… Porque eu começo aqui uma etapa muito especial;

… Porque comprovei que eu realmente sei muita coisa;

… Porque foi um domingo incrível de 12 horas de gravação do meu primeiro grande curta-metragem  totalmente elaborado, de fio a pavio.  Pouco me importa se isso é interessante para vocês, o fato é que hoje foi a minha primeira grande gravação e eu quero guardar isso pra sempre. E, bem, queridos: as primeiras 12 horas de claquete, gritaria e correria você nunca esquece. Principalmente se você acumular as funções de produtora executiva, diretora de elenco, contra-regra, diretora de cena e acabar dando pitacos na continuidade. Tudo-ao-mesmo-tempo.

Cena 12, take 5.

Cena 12, take 5. Ainda.

Vendo a continuidade e explicando a ação para os atores (e para nosso extra especial, Gravata).

Preocupada. Olha essa cara!

Alías, só suportei essa data ridícula nas fotos porque quero realmente guardar este dia. Além disso, mamãe quem pôs (típico, não?). Mamãe fotografou, ajudou e ainda deu pinta de figurante. Para quem não sabe, ela também é atriz, só que neste curta eu só tinha papéis masculinos, então ela apareceu apenas pra dar uma mãozinha no segundo plano… Muito obrigada, mãe!

O nome do curta? “Destino: sub.; masc.”, em breve no youtube: em teasers e em trailer, com participação especial do meu querido Gravataí Merengue . Aguarde.

ps: Exatamente semana que vem terei mais um dia especialíssimo na minha vida: estréio no teatro profissional, com direito à Guia da Folha e tudomais. Já falei que se sair naquela revista reaça semanal na Veja, eu vou me achar, vou recortar, escanear e mostrar por aí. Dá licença que eu to passando, tsá?! E divulgo tudo aqui, é lógico.

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18
Oct
2008
Sobre amor e copos meio vazios

“Se você ama alguma coisa, deixe-a livre. Se voltar, é sua. Se não voltar, nunca foi.”

Durante muito tempo eu achei que essa frase era mais um ditadinho popular bonito que caiu no gosto da galera. Hoje resolvi dar um google e acabei descobrindo o nome da autora: Sarah Mengel. Descobri o nome e só. Encontrei outros textos dela, mas nada sobre ela. Nada que diga como ela conseguiu formular essas três frases de forma tão pura e simples, sem objeção nem sofrimento.

Provavelmente mais alguém aqui concorda com as aspas da moça e eu digo que concordo também. Concordo, mas… pôr em prática? Praticamente impossível. Como alguém que ama, com todas as forças e em sã consciência, tem a capacidade de abrir os braços, abrir mão de tudo? Assim, sem desejar nada em troca, mas no fundo esperando que o outro volte?

Minha angústia não permite isso. Acho bonito quem tem essa capacidade de deixar as coisas acontecerem, deixar tudo no ar, leve e solto. Acho belo, de verdade. Acho belo e admiro, principalmente porque sou incapaz de fazer algo do gênero. Qualquer coisa do gênero.

Não sei em que momento isso aconteceu, mas finalmente me dei conta de que não sei amar de longe o que não tenho. É praticamente impossível manter laços estreitos com o que não é próximo, com o que não dá retorno.

O que acontece? Bem, começa sempre de uma forma bonita: é a época do “vamos manter contato” e do “acho que estou apaixonada”. A vida segue com os passarinhos cantando até que eu me dê conta de toda a angústia caminhando par a par com a felicidade, que tinha tudo pra ser ótima. Alguém me disse que tinha tudo para ser ótima, eu me lembro disso. Eu me lembro, mas infelizmente não consigo acreditar. De feliz à angustiada eu passo em dois segundos e não encontro mais o caminho de volta.

É como dirigir num dia ensolarado e mergulhar num túnel sem fim. O caminho de volta não surge enquanto eu não tiver certezas, não tiver confirmações, fatos. Não me importa se são permanentes: às vezes a gente acaba se enganando para manter o sorriso. O caminho só volta, enfim, quando eu tiver. Tiver, do verbo “ter”. Mas.. Não amar enquanto não ter? O certo não seria amar para depois ter? Se é que se pode ter, é claro.

É linda a habilidade de amar e deixar livre, mas eu não tenho nervos para esperar a “coisa” voltar. De uma certa forma, acho isso tudo um pouco blasé e não entendo como é possível não sofrer. Simplesmente não faz o menor sentido pra mim. Eu amo como num livro de romance, como numa tragédia Shakespeariana (quite dramatic!) e não sei esperar. A vida está passando pelos nossos olhos, porque, ó ceus, eu tenho de esperar?

Mesmo quando eu brinquei de me enganar, quando eu brinquei de ser blasé e não me entregar, eu sofri no final. Só entrei no jogo para não sofrer e, é óbvio!, sofri porque eu não nasci pra isso. Eu não sou assim. Não fui feita pra viver pela metade, nasci pra ser inteira. Esperar, definitivamente, não está nos meus planos. Por que segurar o copo meio vazio se eu posso entornar o copo transbordando?

Acho lindas suas frases, Sarah Mengel. Acho contemporâneas. Acho até que talvez existam pessoas que sigam isso a risca com o sorriso no rosto e sem lágrimas na cabeça. Só que eu não as compreendo. Se fosse possível evitar o tombo, jamais saltaríamos. Sem saltar… Por que estar aqui, mesmo?

Vocês podem até pensar que eu me contradigo, pois dias atrás eu disse que ninguém topava sofrer. Eu continuo não topando sofrer e realmente me sinto bastante boba quando isso acontece. O fato é que o sofrimento é inevitável quando você simplesmente não nasceu pra jogar. Eu nasci pra olhar nos olhos.

Para quem quiser trilha sonora: To Have and not to hold – Madonna.
“…To have and not to hold/ So hot, yet so cold/ My heart is in your hand/ And yet you never stand/ Close enough for me to have my way/ To love but not to keep/ To laugh, not to weep/ Your eyes, they go right through/ And yet you never do/ Anything to make me want to stay…”

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22
Sep
2008
Tá sumida, hein?

Esse é o tipo de comentário que mais odeio. Sério. Principalmente quando vem de alguém da internet e, hello, eu passo boa parte do meu dia online. E, ok, depois do orkut, você só tem o luxo de sumir quando morrer e algum familiar seu conseguir tirar o perfil do ar. Enquanto isso, estaremos bem aqui, ninguém some, não.

O que irrita mais, na verdade, é a hipocrisia do comentário. Se eu fiz tanta falta assim, por que não procurou? Se eu não fiz falta, então também não reclame. Já pensou que eu posso ter dado um perdido proposital? E veja só: meu perdido nem é tão eficiente, já que, ainda assim, continuo no orkut, no msn, só não estou puxando papo com você, lindinho.

Eu não sei explicar bem o porquê, mas esse é o comentário que me deixa mais puta da vida no mundo. Diga que eu engordei, é melhor. Juro. Ou que eu emagreci, se quiser puxar meu saco. Comente do meu novo corte de cabelo e como faz tempo que não nos vemos, sei lá, mas, pelamordedeus, não diga que eu sumi. Não, eu não sumi.

Quer acabar com o meu humor, solte a maldita frase. Não estou dizendo que estou sempre presente, até porque, sim, eu sou uma pessoa de agenda cheia. Isso não significa que eu tenha baladas e festas 24h por dia, mas que, por exemplo, eu não costumo sair durante a semana sempre e tenho ensaios de final de semana. Logo, sempre me programo pra dar conta de tudo. Então, sinto-lhe dizer, mas eu talvez não vá e vou te avisar “olha não vou”. Mas sumir? Nunca. Não dou cano. Sou sincera: se não vou, não vou. Se ainda não tenho certeza, digo “não sei”. Porém, se digo “vou”, prepare a caipirinha de sakê de morango e conte com minha risada inconfundível no seu evento.

Agora, se você tem meu e-mail, meu telefone, meu msn, meu gtalk, meu whatever e usá-los para dizer “você tá sumida, hein?”, vai ganhar um “perdido” do Papai Noel. Entendidos?

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08
Sep
2008
Horóscopo: Melhores momentos

Oi, meu nome é Fernanda, eu não atualizo meu blog há  uma porrada de alguns dias, acredito em horóscopos, signo, zodíaco, tarot e búzios. Tá, búzios nem tanto, apesar de eu já ter sentado com uma baiana porreta que disse que eu ia ser uma cantora de sucesso. Tô esperando viu, tia? Mas, enfim, continuo tendo uma tara louca pra ir numa cartomante que vai ler as cartas, adivinhar toda a minha vida olhando nos meus olhos e eu vou dizer “sim senhora” e sair agradecendo às estrelas, vestindo azul e colocando patuás pelo corpo. Cof-cof.

Como muita gente já sabe, os melhores horóscopos brasileiros e gratuitos online são o Quiroga e o Personare, que além de tudo olha seu signo ascendente e ainda envia tudo bonitinho pro seu e-mail. No começo eu achava fantástico, porque esta libriana com ascendente em touro lia mil e uma previsões que batiam certinho. Dava até medo, juro. Mas, de repente, as mensagens começaram a se repetir e eu achei bizarro. Claro que os planetas se movimentam e eventualmente passamos por ciclos semelhantes, mas… Sei lá, quanto tempo isso demoraria pra acontecer novamente?

Bem, pensando nisso e ignorando o fato de que sim, eu continuo acreditando em Horóscopo independentemente deles se repetirem ou não (só não acredito no horóscopo do Metrônews e de jornaizões, tipo, Folha, Estadão, etc. Esses são mentirosos. Mesmo!), vou postar algumas mensagens rápidas que eu creio que sirvam para qualquer um. E, sei lá, talvez horóscopos devam ser encarados como um “Minutos de Sabedoria” em versão drops, pop e sem fim - porque é bem irritante abrir o livrinho preto do “Minutos de Sabedoria” e ler uma mensagem repetida. Enfim, vamos lá para nossos pequenos conselhos universais:

1. “Que tal se observar um pouco mais e aprender a relaxar? Se você souber relaxar mais, evitará conflitos desnecessários com pessoas que trabalham com você e seu senso de cooperação não será perdido.”

2. “Cuidado apenas para não dar respostas prontas demais, lembre-se que cada ser humano precisa chegar sozinho às próprias conclusões.” (tá bom, cala-te boca!)

3. “Caso não lhe seja possível viajar, procure aproveitar a qualidade de movimento deste pequeno ciclo para fazer coisas diferentes: para que ir sempre aos mesmos lugares, quando existem tantos outros locais para você conhecer?”

4. “… convém lembrar que o descanso também é uma condição essencial para uma boa produtividade!” (as minhas noites no twitter que o digam! hahaha )

5. “Outro conselho para o momento é que você deve esperar o outro perguntar e solicitar sua opinião, antes de dá-la. O desejo de querer ajudar pode lhe levar a se intrometer onde não é conveniente.”

6. “Todavia, preste atenção: vale aqui cultivar o máximo de bom senso, para saber quais discussões realmente valem a pena. Tomar mais cuidado com o que você diz evitará também problemas no que diz respeito a fofocas - nesta fase, há o risco de você dizer uma coisa e tal coisa ser propagada (e distorcida) de uma forma inimaginável, como se você tivesse dito uma maldade, o que não é necessariamente verdade. ” (mas às vezes eu digo maldades mesmo. hehehe)

7. ” O Sol em trânsito pela Casa 5 entra em conflito com a Lua, sugerindo que você até deseja levar as coisas numa boa, com mais relaxamento e tranqüilidade, mas há problemas e pendências a resolver que não podem ser evitadas!”

8. “Sobretudo, Fernanda, procure tomar cuidado com pressa e atos imprudentes que podem prejudicar sua saúde. Cuidado com material cortante, preste bem atenção ao que você faz para não ter pequenos acidentes.” (pode deixar, minha mãe me ensinou a me cuidar, viu?!)

9. “Emoções de impaciência e stress podem desencadear inflamações, infecções e febres.” (eu sei e eu somatizo fácil. Fazer o que?!)

10. “Reflexão para o período: o que há de novo para descobrir?”

Fonte: Horóscopo Personare desta libriana de 12/10 com ascendente em touro.
PS: Continuo querendo fazer um mapa-astral. E talvez eu faça um mapa astral no Personare mesmo. Sei lá porque cargas d’água, mas acredito que previsões a longo prazo tem uma credibilidade maior.

PS2: Se você também é maníaca por horóscopo, veja a Nova de agosto no consultório do seu dentista. A astróloga da Angelina Jolie fez previsões para o amor para todos os signos. E as previsões para o meu foram surpreendentes, aí quando li a do meu ascendente, quase caí pra trás, de tanto que bateu. Juro. Leiam. Chega de ser fútil por hoje :D

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21
Aug
2008
Cantada nova: “oi, quer fazer o teste do sofá?”

… Porque tem coisas e situações bizarras do mundo e da vida que só a autora desse blog pode viver. Ou não, ou talvez eu seja só uma exagerada. Mas, enfim, acompanhem o meu causo:

Saindo do trabalho, às 21h na Vila Olímpia. Apesar das ruazinhas ali terem alguns barzinhos, o episódio aconteceu ontem, terça-feira, que não é o dia favorito dos engravatados para happy hours. Logo, ruas vazias. E ruas vazias são sinônimo de Fernanda-andando-rápido. Então, estava eu andando rápido quando começo a ouvir passos atrás de mim. Naturalmente que fui olhar. Era um tiozão no melhor naipe “cinqüentão-malhado” do Abílio Diniz.

Não dou bola e continuo andando. De repente ele acelera o passo, me ultrapassa e fala rindo:

- Eu ando mais rápido que você!

Nisso, ele tropeça. Eu, simpática como mamãe mandou:

- Nossa, toma cuidado!

Ele começa a puxar papo, é óbvio.

- Você trabalha por aqui?
- Trabalho na rua de trás.
- Ah, eu tô vindo da academia, eu moro aqui perto e faço ali na Rebook Sports Club. Mas, nossa, lá tá sempre lotado, aí não dá pra ir de carro, melhor ir a pé mesmo.

E eu perguntei, fio?!  Ele continua…

- E você faz o que?
- Trabalho numa agência de publicidade.
- Eu tenho uma construtora aqui. Eu me chamo Roberto, posso saber seu nome?
- Ferr.. Nanda.
- Fernanda, prazer. Você gostaria de trabalhar no meu escritório? A gente tem o administrativo lá…

Pára tudo! Ele tá me chamando pra um teste do sofá no meio da rua?

- Se você tiver interesse, eu posso pegar seu telefone, a gente agenda. Ou você fica com o meu, tanto faz.
- Ah, é que eu trabalho com vídeo. Não tem muito a ver.

Duh! Se for pra ser ASPONE na Vila Olímpia, eu vou ser ASPONE na Móoca. Pelo menos é perto. hehe

- Bom, mas posso ficar com seu telefone assim mesmo?
- Ahn.. Na verdade.. Acho melhor.. Não.

Dei um sorrisinho. Ele aceitou bem e me deu  a mão, disse “prazer” e desejou boa noite. Adoro. Acho que tomei chá de sinceridade. Se fosse há um tempo atrás eu simplesmente daria meu telefone errado, só pra encurtar a conversa.

Depois disso, eu ainda enfrentei o metrô cheinho de casais. Não há nada pior que pegar o vagão cheio de gente fofa se beijando quando você passou por um dia pesado, estressante e quer um abraço, um beijo, um carinho, um… Vou parar. hehe

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