Categoria: música


But I set fireeee, to the rainnn – ops, Adele!

Todo mundo já viu semana passada, mas isso não me impede de comentar que taí “Marry The Night”, o novo clipe e primeiro vôo videoclíptico solo de Lady Gaga. Sem coreógrafa, sem diretor contratado e sem roteiro novo – o roteiro é sua vida romanceada, como ela faz questão de explicar muito bem com a longa narração do início do vídeo.

Não viu ainda? Dá o play se tiver 15 minutos. Se não tiver, pula lá para o nono minuto que já tá bom:


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Lady Gaga consegue fazer tudo sozinha? Talvez, mas isso não significa que a qualidade das invencionices vá ser boa. Depois de dar uma aulinha de drama e explicar toda a metáfora que fará nos próximos minutos, é inegável que tudo perde um pouco a graça – para que subestimar tanto seus little monsters, afinal o público alvo desse clipe longo e biográfico, não?

Quando finalmente a história começa, as explosões e as dancinhas valem ser vistas, porém as semelhanças com Madonna deveriam ser mera coincidência, já que agora Gaga tomou todas as decisões e demitiu Laurieann Gibson por ela ter declarado à imprensa que moldou sua imagem à da rainha do pop.

Não tem problema se inspirar na Madonna, não. Aliás, vai ser difícil uma cantora pop fazer algo que passe longe de tudo que Madge já fez e não seja comparada a ela em nenhum momento; até hoje, nenhuma foi capaz desse feito. O problema é ignorar a rainha do pop em todas as entrevistas e cuspir mastigadas coisas que ela já fez. Dizer que foi fã seria mais bonito e inteligente.

De resto, esse dramalhão exagerado e as falas em francês muito me agradam, é rir da própria desgraça hoje que ela não está mais numa pior graças à Interscope e todo seu team. Fora que é bom ter alguém pra representar o kitsch e o exagero da vingança por nós, mesmo que isso seja atravessar carros em chamas a bordo de um salto 25. Que mulher nunca quis uma cena dessas para mandar para o ex, afinal?

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Postado por loverox

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all i want for christmas is… good music

Quando a dupla She & Him lançou um álbum natalino em outubro, eu não só achei que eles estavam adiantados quanto subestimei os ouvidos do público. Pensei: “quem quer ouvir CD de Natal?”, mas aí me vi completamente equivocada quando vários outros artistas lançaram singles e álbuns para narrar a noite feliz cheia de neve.

Como hoje começa o mês do Papai Noel, os shoppings já estão decorados e jájá funcionando até meia-noite, chegou a hora da trilha sonora natalina. Deve ser coisa que americano gosta e a gente não faz muita ideia disso por aqui, mas, se for assim, melhor que sejam artistas legais cantando!

Do She & Him, recomendo “It’s Cold Outside”. Dá o play nessa fofura:


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Depois deles, Lady Gaga lançou seu CD natalino, o “Very Gaga Christmas”. Apesar do EP ter apenas 4 músicas (e duas serem versões de suas músicas “profanas”, “You And I” e “”The Edge of Glory”), a versão da cantora para “White Christmas” também vale ser ouvida:


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Agora esta semana a banda The Killers lançou o single “The Cowboy’s Christmas Ball”, que eu achei meio caça-níquel, mas bonitinho:


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E se você estiver no clima, mas só se você estiver no clima MESMO, aproveita para dar o play no clipe natalino de Justin Bieber e Mariah Carey.

A dupla regravou a canção natalina superpop “All I Want For Christmas Is You” – e depois desse vídeo recheadinho de merchants, só consigo sentir saudade de Lindsay Lohan em “Meninas Malvadas”:

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Postado por loverox

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e o fio do microfone rosa?

Hoje à noite tem Victoria’s Secret Fashion Show e para divulgar o evento, a marca lançou um clipe com todas as angels superpoderosas dublando “Moves Like Jagger” do Maroon 5, banda que vai tocar durante o desfile.

No clipe, Alessandra Ambrosio, Adriana Lima, Candice Swanepoel, Miranda Kerr e companhia  fazem de conta que estão cantando, dançam e se divertem horrores com as dancinhas (umas mais que outras):

Com esse vídeo deu pra notar que Adriana Lima não vai poder transformar a carreira de modelo na de atriz, né? Ficou toda travada no carão! hehe

Quem estiver lendo isso dos EUA certamente já sabe do desfile, mas se você está aqui na terrinha mesmo, saiba que o desfile-show vai ser transmitido ao vivo pela CBS - e certamente por um Ustream pertinho de você.

Postado por loverox

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The XX: Oliver Sim, Romy Madley Croft e Jamie Smith

Formado em 2005 em Londres, o trio The XX era um quarteto até o finzinho de 2009, quando Baria Qureshi abandonou o barco. Oliver Sim, Romy Madley Croft e Jamie Smith continuaram na labuta e foram conquistando seu espaço – e fãs famosos.

O primeiro CD, que leva o nome da banda, saiu em agosto de 2009 e os singles “Crystalised” e “Islands” ganharam a cena e a noite indie, mesmo não sendo dançantes, já que os remixes estão aí pra isso. Em todo caso, se você não conhece ainda, já recomendo baixar o álbum para ficar ansioso por mais um lançamento, porque é muito bom.

A questão é que, por incrível que pareça, talvez você já tenha sido apresentado à banda por cantoras superpop como Shakira e Rihanna. Em junho de 2010,  Shakira subiu ao palco do Glastonbury e apresentou sua versão para “Islands”, e ainda acrescentou que essa era uma de suas bandas favoritas:


O sucesso da versão foi tanto, que a cantora resolveu incluí-la em seu CD, “Sale El Sol”. A base é exatamente a mesma, mas a voz de Shakira deu uma amenizada básica na melancolia dos inglesinhos e certamente deve ter contribuído com a carreira do trio.

O recém-lançado álbum de Rihanna, “Talk That Talk”, também bebe da fonte do XX lá de 2009: a cantora usou a instrumental “Intro” para cantar os versos de “Drunk on Love” em cima; ouça:


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O que vocês preferem? As músicas originais ou essas adaptações que tornam a música mais “fácil”? Eu que curto superpop e também indie não consigo decidir, mas acho que Shakira e Rihanna fizeram um trabalho legal, até por estarem divulgando uma banda que ainda tem muito para mostrar. 

Para não falar que só embedei as versões, deixo o primeiro hit do The XX que é simplesmente sensacional. Dá o play em “Crystalised”: 


Postado por loverox

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Para ver tudo o que já postei nesta tag, clique aqui.

Neide, sua trupe e mil e uma câmeras a postos

Nesta semana, Britney Spears quebrou o jejum de dez anos sem vir ao Brasil e se apresentou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ao contrário do que os fãs cariocas andaram dizendo por aí, nossa princesinha não se empolgou tanto com o show aqui na capital paulista nesta sexta e talvez este tenha sido o grande motivo da minha impressão final do show: um misto de alegria com decepção.

Sou fã de Britney Spears incondicionalmente e acompanhei muitas turnês dela pela internet, especialmente as da era de ouro, como “Dream Within a Dream” (2001) e “The Onyx Hotel Tour” (2004), por exemplo. É claro que muita coisa aconteceu e muita coisa mudou dessa época até agora, mas ao final do show por aqui não tive como não querer dar o play no meu DVD e imaginar tudo o que poderia ter sido e não foi.

A tão criticada forma física de Britney está em vias de melhora e as dancinhas da cantora não foram tão prejudicadas assim. Não houveram, é claro, os grandes momentos de coreografia a que fomos acostumados, mas não dá pra dizer que a cantora “não dança mais”. Deixo isso para os críticos. Brit está sim mais magra, está naquela fase de quem emagreceu e ainda não definiu, e está a caminho de ficar perfeita novamente. Está completamente aceitável, apesar de alguns fãs ainda criticarem a cantora, mamãe de dois filhos recém-recuperada de uma má fase emocional, cabe lembrar.

A questão é que o show para os 30 mil que estiveram na Arena Anhembi ontem à noite foi lindo, foi perfeito mesmo, produção impecável. Das pops todas que passaram pelo Brasil este ano, sem dúvida Britney teve a melhor estrutura; fora os bailarinos excelentes – e gatos! Mas, vamos chegar ao “mas”, o problema foi que a estrela maior do show esqueceu de brilhar para seus súditos.

Todos os fãs já estão acostumados com o fato da cantora não cantar ao vivo; nas eras “antigas”, aliás, isso era até disfarçado e a cantora chegava a soltar a voz em alguns momentos, mas hoje a coisa é assumida  e apenas dois DJs fizeram o papel de músicos no segundo andar do palco.

Mesmo sabendo de tudo isso, a apresentação teria sido perfeita se Britney tivesse se divertido mais, se jogado mais, conversado mais com o público. Ela parecia insegura para dominar o espaço que lhe foi dado e seus olhos pareciam procurar aprovação, ao invés de reinarem absolutos para a multidão que vibraria ainda mais a qualquer movimento que ela fizesse. Faltou espontaneidade.

Sabemos que o pai da cantora tem controlado com mãos de ferro sua carreira e talvez hoje seja este o problema para que ela recupere o brilho de artista de antes. Ou talvez não. Talvez ela precise ficar fora dos holofotes para voltar renovada daqui uns anos, criar os filhos e namorar mais um pouco seu Jason, sei lá.

Sei que eu, como fã, fiquei feliz de ver minha ídola ali na frente, mas ao mesmo tempo fiquei triste de encontrá-la com tanto desânimo. Ela dançou, ela rebolou, ela riu, ela falou “olá, São Paulo”, mas faltou emoção. Como comentei com as amigas no show ontem: foi ótimo pra mim, cantei, gritei e só não chorei porque faltou mais uma música lenta para o meu gosto. Só queria ter visto tudo isso em 2004.
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 Para fechar, algumas fotos que consegui fazer do show de ontem e o lindo encerramento ao som de “Till The World Ends”:

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o maiô preto e as asas de Britney no final do show com “Till The World Ends”

a entrada da cantora em “Gimme More”, minha performance favorita do show

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Postado por loverox

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Depois de causar altas polêmicas, a misteriosa & gata Lana Del Rey finalmente começou sua primeira mini-turnê e agora acaba de conquistar sua primeira capa de revista.

A publicação é a cool “Wonderland” que, de forma intrigante, convidou a moça para ser estrela de uma edição com chamada na capa para uma entrevista com David Lynch e seus “strange sounds” – lembrando, é claro, que os dois foram “conectados” pelas mil e uma análises postadas nos blogs mundo a fora.


Além das músicas “Blue Jeans” e “Video Games” que a gente já conhece e adora, surgiram vídeos com músicas novas que a cantora está apresentando pela Europa. O audio tá ruim, mas provavelmente vamos nos apaixonar por estas assim que ouvirmos com um som melhorzinho; essa “Off The Races” dá pra sentir que vai ser boa:

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ps: nunca viu essa aí mais gorda? Então clica num dos links espalhados pelo post, já contei a história da moçoila aqui!

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Postado por loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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