Categoria: homens


… Porque tem coisas e situações bizarras do mundo e da vida que só a autora desse blog pode viver. Ou não, ou talvez eu seja só uma exagerada. Mas, enfim, acompanhem o meu causo:

Saindo do trabalho, às 21h na Vila Olímpia. Apesar das ruazinhas ali terem alguns barzinhos, o episódio aconteceu ontem, terça-feira, que não é o dia favorito dos engravatados para happy hours. Logo, ruas vazias. E ruas vazias são sinônimo de Fernanda-andando-rápido. Então, estava eu andando rápido quando começo a ouvir passos atrás de mim. Naturalmente que fui olhar. Era um tiozão no melhor naipe “cinqüentão-malhado” do Abílio Diniz.

Não dou bola e continuo andando. De repente ele acelera o passo, me ultrapassa e fala rindo:

- Eu ando mais rápido que você!

Nisso, ele tropeça. Eu, simpática como mamãe mandou:

- Nossa, toma cuidado!

Ele começa a puxar papo, é óbvio.

- Você trabalha por aqui?
- Trabalho na rua de trás.
- Ah, eu tô vindo da academia, eu moro aqui perto e faço ali na Rebook Sports Club. Mas, nossa, lá tá sempre lotado, aí não dá pra ir de carro, melhor ir a pé mesmo.

E eu perguntei, fio?!  Ele continua…

- E você faz o que?
- Trabalho numa agência de publicidade.
- Eu tenho uma construtora aqui. Eu me chamo Roberto, posso saber seu nome?
- Ferr.. Nanda.
- Fernanda, prazer. Você gostaria de trabalhar no meu escritório? A gente tem o administrativo lá…

Pára tudo! Ele tá me chamando pra um teste do sofá no meio da rua?

- Se você tiver interesse, eu posso pegar seu telefone, a gente agenda. Ou você fica com o meu, tanto faz.
- Ah, é que eu trabalho com vídeo. Não tem muito a ver.

Duh! Se for pra ser ASPONE na Vila Olímpia, eu vou ser ASPONE na Móoca. Pelo menos é perto. hehe

- Bom, mas posso ficar com seu telefone assim mesmo?
- Ahn.. Na verdade.. Acho melhor.. Não.

Dei um sorrisinho. Ele aceitou bem e me deu  a mão, disse “prazer” e desejou boa noite. Adoro. Acho que tomei chá de sinceridade. Se fosse há um tempo atrás eu simplesmente daria meu telefone errado, só pra encurtar a conversa.

Depois disso, eu ainda enfrentei o metrô cheinho de casais. Não há nada pior que pegar o vagão cheio de gente fofa se beijando quando você passou por um dia pesado, estressante e quer um abraço, um beijo, um carinho, um… Vou parar. hehe

Postado por loverox

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Eu sou do tipo de pessoa que gosta de falar. Adora falar, na verdade. Eu sempre penso que posso resolver uma briga, um problema, na conversa e isso geralmente é bom. Mas é claro que, unido à minha ansiedade, pode causar problemas, já que eu quase nunca tenho aquela calma necessária pra deixar a “cabeça esfriar”. Quero resolver falando, aqui, agora, já, porque o tempo vai e não volta, porque cada segundo que se vai é perdido e, meu deus, a gente não pode ficar bem logo, por favooor? Diz que tá tudo bem, diz? É, eu sou assim.

Com o tempo aprendi que às vezes temos que nos calar, afinal, silence is gold e algumas discussões saem do nada, levam à lugar nenhum e só prestam para ferir os envolvidos. Apesar de saber que é bom ouvir (e eu sou uma ouvinte prestativa e muito atenta), ainda sou a favor de termos bom senso e escolhermos não nos calar diante de algumas situações. Porque, na real, eu acho que todo mundo deveria discutir a relação (que daqui pra frente eu chamarei, carinhosamente, de D.R.). De verdade. Namorados, ficantes, amigos, família: se não há nada mais chato que ficar fazendo joguinho com o seu amado, por que raios seria legal fazer isso com, sei lá, seus melhores amigos? É, essas pessoas incríveis que não vão te deixar mesmo se você engordar 283723kg ou ficar com outro no BBB?

Geralmente amigos não discutem relação. Já vi muita gente aí que, se tivesse conversado, teria resolvido na boa. No entanto, foi melhor brincar de vingancinha ou deixar o circo pegar fogo pra ver até onde ia. Alguém tem que ceder e, orgulho, meus caros, é uma virtude que tem limite. Pode te levar a alguns lugares, mas geralmente te impede de chegar a todos os outros. Por isso, melhor que orgulho, acho que o importante é ter confiança e iniciativa para certas conversas que se fazem necessárias de vez em quando. Afinal, toda relação madura que se preze evolui e muda com o tempo, o que exige reflexão de ambas as partes.

Agora de que forma você vai fazer isso é outro problema. Nos tempos do colégio, a gente facilitava tudo: escrevia cartas de 7 folhas de fichário e entregava num envelopinho cheio de adesivos para a pessoa e tudo bem. Isso se você fosse mulher, claro. Os meninos costumavam ver o circo queimar, ou então, tinham uma D.R.zinha de 5 minutos, no melhor naipe “bróder pra bróder”, terminando com aquele tradicional semi-abracinho da ala masculina.

O tempo passou e, infelizmente, a internet virou um jeito fácil para se dizer o que é difícil falar pessoalmente. E, por favor, não compare o msn às minhas cartinhas da adolescência. Era muito mais íntimo e pessoal. E, em todo caso, dava uma margem maior pra reflexão tanto do remetente quanto do destinatário. O problema do maldito msn é que ele é um telefone piorado, pois nunca se tem a noção do tom da pessoa e o tempo pra pensar é mínimo. Então, simplesmente fica fácil dizer qualquer absurdo que vier a mente.

Eu tive causos esse ano que poderiam ter se resolvido com uma simples D.R. via telefone, mas perdemos esse hábito. Quando você se acostuma a manter contato com uma pessoa pela web, você acaba restringindo a relação – ou vai me dizer que, se não for urgência, você liga correndo para o seu amigo, mesmo sabendo que ele vai ficar online já já? Se você ligar, ponto pra você. Como eu não sou do tipo que “corre atrás”, acabo tomando iniciativas mais impessoais: mandar sms, deixar scrap, etc.

As iniciativas impessoais podem facilitar o contato, é claro. Tudo tem seu lado bom, fora a economia na conta telefônica, por exemplo. Com o MSN ao alcance dos seus dedos, fica mais fácil iniciar uma D.R. quando necessária, coisa que você poderia demorar eras pra fazer se tivesse de ir até a casa da pessoa ou mesmo telefonar. Mas… Eu estou escrevendo isso para pedir que as pessoas conversem, mas mais que isso, sejam próximas e evitem os mal-entendidos dessa comunicação moderna.

Não demorou muito para eu descobrir que não podemos basear nenhum tipo de relacionamento em conversas na web, que parecia tão amigável em unir pessoas. Vejo até que alguns problemas teriam sido tão facilmente resolvidos se minha atitude de “falar tanto” tivesse sido mais direta, objetiva e pessoal e eu tivesse telefonado quando a situação ficou chata. Lição aprendida.

Conversem. Discussões são enriquecedoras para qualquer tipo de relacionamento e estranhem se nunca tiverem uma briguinha com as pessoas mais próximas. A gente discute quando gosta das pessoas, quando quer cuidar delas, quando acha que poderia aconselhá-las a seguir outro caminho. Ter medo de discutir é uma coisa que não tenho mais e, se for para felicidade geral da nação, melhor discutir agora do que perder tudo depois…

Sou a favor da DR. Falo muito. Falo bastante. E tenho dito. :)

PS: Que bom que vocês curtiram minhas camisetas! :D Me perguntaram sobre preços da Zara no twitter. Então, só pra esclarecer, essas camisetas aí algumas foram na faixa de prçeo normal da loja (entre uns R$35 e R$60) e outras eu peguei na liquidação por, PASMEM, 19 contos. Então, gente, só posso dizer que o melhor evento de junho é, de fato, a liquida da Zara. No fim do ano tem mais! Estarei lá.

Postado por loverox

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Existem dois tipos de homens. Sim, existem. Ou pelo menos eu gosto e tenho o hábito de separá-los assim, por simples questão de manter minha cabeça no lugar e não ser seduzida e desviada do caminho da luz durante uma ficada/saída/(insiraqualquercoisaaqui).

Existem os tipos “investimento” e “passatempo”. E, blah, não me julga não: quantas vezes já ouvimos os homens falarem “ahh, mas fulana não é pra namorar”. Então eu me fiz o favor de facilitar a minha vida e separar os homens entre quem eu realmente gostaria que virasse algo mais e homens que, bem, “enquanto o certo não vem, divirta-se com os errados”.

Até agora não errei em nenhuma categorização, embora alguns “investimentos” tenham feito questão de passar para outro lado. Tem homem que tem um medo absurdo de compromisso e acha que “ir levando” durante meses não significa enrolação, significa “se conhecer”. Bem, depois de tanto tempo eu vi que já conhecia o suficiente e, realmente, foi bom ver o tempo correr. Mulher não gosta de homem que não sabe o que quer. Aliás, eles até sabem: o bem-bom e… E só.

Aí ontem eu descobri essa comunidade: “Eu preciso de uma namorada”, com 1014 membros. Só homenzinhos chorando as pitangas dizendo que querem encontrar uma mulher, que não aguentam mais passar seus dias fazendo nada e relativizando a teoria da relatividade.  Achei bonitinho. Sério, me tocou. Achei fofo e inclusive não encontrei uma comunidade do mesmo gênero para mulheres.

A única “do estilo” tinha uma porraaada de integrantes, mas que deixavam bem claro como teria que ser o namorado delas: “Eu preciso de um namorado que: faça xixi sentado, cozinhe, pague as contas, blablabla”. Os itens não eram esses, claro! Mas aí, fia, tu não tá realmente pre-ci-san-do, você tá é querendo uma companhia “assim e assado”. Não que EU não tenha uma lista de pré-requisitos (tenho e é grande), mas não fico falando que preciso de namorado por aí (mentira, nos momentos de TPM eu falo, cof-cof), eu simplesmente quero. Quero quando tiver que ser, até porque em 9 meses de solteirice eu estou me virando muito bem. Até eu me surpreendi, já que sempre fui a_namoradeira.

Voltando às comunidades. Comparando as duas, eu até pensei “olha! homens fofinhos e mulheres do mal!”, mas não deu nem 2 minutos e eu já avistei o seguinte tópico: “Falta mulher ou falta namorada?”. Lá os “fofinhos” mostraram a fuça real e to-dos (sem exceções) reclamavam que mulher até tem, mas namorada não. Aí pronto, parei de gostar dos 1014 membros e vi que continuo certíssima em separar os homens. Talvez seja inclusive natural que todos separemos as pessoas, só acho que mais mulheres deveriam fazer o mesmo: iam se machucar muito menos e se divertir muito mais.

É claro que um dia eu posso errar e correr o risco de jogar minha alma gêmea (eu acredito nessa porra) pela janela ao classificá-la erroneamente, mas eu juro que realmente não estou preocupada. Ele simplesmente pode me considerar como “passatempo” e, well, aí não ia dar certo. Já quando os homens te consideram “investimento” dificilmente tal fato passa desapercebido, já que geralmente quem toma a iniciativa de dar um passo a frente na relação são eles. Aí é só parar e pensar a categoria do moço, se ele pode ser alguém pra ti ou não. Simples assim. E, bem, eu realmente não pediria um cara em namoro (só na pré-escola), mas se tiver alguma moça que já tenha feito isso depois de grande, tem o meu respeito.

Categorias sim, inflexibilidade nunca. Carpe diem.

PS: eu ainda penso que, se for para eu casar um dia, ele vai ajoelhar do meu lado na mesa do jantar, ao som de violinos, e vai abrir uma caixinha e… :)
PS2: leiam o post de baixo e CONTINUEM me ajudando no reality show! Vou preparar um bannerzinho pra deixar fixo aqui. Conto com vocês!

Postado por loverox

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Sei que quase não tem homem que me visita, mas não custa tentar. :P
Tô participando da promoção Click Axe, que vai dar uma viagem para Maresias para as três garotas mais clicadas do site e para os 3 caras mais bem quotados pelas garotas. Vou deixar meu linkzinho aqui, assim, quem sabeee, se tiver algum cara de plantão, está intimado a ir lá votar em mim.

 

Aliás, meninas. O post é pra vocês também: podem se cadastrar e concorrer, mas coloquem fotos bem feinhas porque eu que vou ganhar tá? Aproveito para lembrar a todas que essa promoção foi feita para as solteiras. hahahahaha xD – meu orkut tá bombando de caras (nada a ver). Mas tem os bonitos, também. :P Ju, essa tá boa pra você também! Vamos juntas?!
Depois volto pra postar direito. ;) É que me viciei nesse trocinho e quero mais cliques. :P

Postado por loverox

Por que eu me importo com o que não deveria mais fazer sentido pra mim?
Por que eu me desapego tão fácil a princípio, pra depois descobrir que eu não me desapeguei tanto quanto gostaria?
Por que eu fico bem mas insisto em me cutucar com o que machuca?
Por que apesar de eu estar escrevendo tudo isso, eu acho que isso não me afeta tanto quanto parece?

Essas perguntas ficam na minha cabeça e fazem martelar ainda mais o assunto que as trouxeram à tona. Quando quero chorar pra pôr pra fora eu não consigo: o olho enche, mas não o suficiente. Se quero escrever, dá nisso: falo milhares de coisas que não dizem nada, exatamente porque o que está acontecendo mesmo eu tenho tanta vergonha de dizer que fico ridiculamente quieta.

Eu odeio o Orkut. Eu odeio quem não tem mais o que fazer. Eu odeio quem faz por fazer. Eu odeio quem muda da água pro vinho. Eu odeio as coisas não serem como eu quero. Eu odeio quando penso que estou fazendo o melhor e descubro que, na verdade, eu não sei o que fazer. Eu odeio quando as coisas mudam e eu caio de cara no chão. Eu odeio achar ridículos os meus motivos. Eu odeio achar certas coisas frescuras. AGH. Odeio tanta coisa que às vezes sinto que o que eu amo fica ínfimo. Por que eu nunca sei aproveitar o que a vida me dá? E lidar com o que ela não dá? Por que? … Por que eu penso em tanto futuro e deixo meu presente ir escorrendo pelos dedos? =’/

Talvez eu tenha que voltar pro divã caso isso continue a me atormentar dessa forma.
Desabafei e não desabafei. Ótimo.

ps: esse é meu cabelo novo. ficou muito bom! =)

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Postado por loverox

Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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