Categoria: Comportamento


Sentiram saudade? Primeira filosofada do ano. 8)

Eu sempre fui do tipo que cuida dos rapazes. É claro que, nesta posição, também sempre reclamei da falta de ação deles, da falta de atitude e etc. e tal. Manipuladora, controladora, mas também carinhosa e preocupada. Obviamente, quem faz muito, costuma receber bem pouco. O que não significa receber nada, mas sim que, se compararmos, de fato recebe-se menos.

Com o tempo de solteira e sem cuidar de ninguém, fui cuidando de mim mesma (o que é bom!) e desapegando-me da obrigação de cuidar. Desavisada, eu também passei pela ridícula experiência de me enganar e me entregar para o deleite e divertimento de um Don Juan que “não precisava receber”. Um daqueles que oferece, envolve e seduz (pacote completo) e que quando percebe que você é alguém okay, enfia o rabo entre as pernas e se esconde na toca (estereótipo completo). Mas, águas passadas, leite derramado.

O fato é que hoje eu não sei mais “me” oferecer tanto quanto antes. Cá pra nós? Isso é um avanço. Agora posso encontrar pessoas que sejam capazes de oferecer para mim, uma vez que, consequentemente, a minha capacidade de receber aumentou. Quando você oferece demais, acaba exigindo algo em troca, o que geralmente não acontece, já que algumas pessoas realmente dão muito, muito menos. Daí, tcharam! O príncipe vira sapo, desligado e descompromissado demais pra você e é melhor terminar: “ele não muda, mesmo!”.

Depois de avançar da fase “vou ser mãe do meu namorado”, vem o problema. O problema é quando você encontra alguém que não precisa de uma mãe. Você se agita toda por dentro, porque ele realmente parece ter muito a te oferecer. Muito mesmo, de verdade. Daí você olha pra você mesma, de cima abaixo, e treme, de cima abaixo, porque vê que, comparativamente, irá fazê-lo receber pouco. E, sei lá, pensando bem: será que eu sei receber?

Seja pela experiência de vida, seja por N outras coisas, você senta ali na mesa daquele restaurante e simplesmente não acredita na enorme quantidade de bulshit que tá falando para aquele cara que já ouviu tudo isso antes: “Ouviu, não ouviu? Tá, deixa eu ficar quieta. Afinal de contas, né? Quem sou eu pra falar? Hahahahah… É, fala você, conta. Não conheço isso, não. Me explica?”

Dizem por aí que este é o famoso “medo” da maturidade alheia. Aquele medo de receber. Porque é fácil dar, né? Você pode dar de braços cruzados. Agora, pra receber, tem que abrir os braços e agarrar o que vem do outro. Aí você enfia a insegurança na bolsa e carrega pra todos os encontros, de forma que a sua proporção de entrega não é a mesma e costumeira: “tipo, não estou sendo eu. Quer dizer, estou ridiculamente racional. Oi? Eu não sou assim!”

Dizem por aí também que isso recebe o nome de auto-proteção. Depois de cair diversas vezes de uma bicicleta, você coloca um capacete para não quebrar a cara. No caso, você vai lá e constrói um muro invisível em torno de si. É uma alternativa pessimista? Sim, claro. Mas é okay, explicável. Até faz sentido. Só que a coisa muda de figura quando você apresenta uma taxa inferiorizada de inteligência e uma teimosia de porta, de forma que todas as suas experiências passadas transformam-se em “leite derramado” e você segue. Continua enfrentando as curvas sem joelheira nem cotoveleira.

Então, sim. Se você abriu mão do equipamento de segurança, por que raios calcula cada virada de forma tão meticulosa? Por que tanta racionalidade? Me diz, por Deus, por que esse temor de tirar as rodinhas??? Cadê os sinos tocando, aliás? Não era nesse tipo de curva que eu procurava me perder há tanto tempo?

Conscientemente, não há medo. Claro que não! Senão eu teria meu capacete embaixo do braço ao invés da Sra. Insegurança: “Bah, ele não quer nada. Quer dizer, não sei. Ele já tá aqui há um tempo, não tá? É mesmo.”

Aí tu fica na corda bamba. Não sente os calafrios, mas sente saudade e calcula toda e qualquer palavra que for sair da sua boca: “Será que eu sou eu com você? E se eu não sou, se algum dia eu conseguir ser, você vai gostar ainda assim? … Será que só eu que não tô sentindo os calafrios? Ou será que esse é aquele lance que todo mundo fala, de não ter chilique e paixonite, mas sentir um troço mais profundo?” Aliás, essa porra existe?! Eu sou uma romântica.

Bah! As coisas carnais são tão mais fáceis de entender que isso!
O fato é que quando você percebe, já é tarde demais. Gasta-se muito mais tempo tentando entender o que aconte com você mesmo ao lado do outro do que, de fato, tentando entender o outro; dada a esquisitice da coisa toda.

Entendam: não é egoísmo, é só estranheza. É só um quê de “não faz sentido” que fica no ar, apurrinhando a cabeça e tornando a mais inocente das comédias românticas uma verdadeira equação diferencial sobre rodas. E olha que a saudade está aí. Tudo ao mesmo tempo.

Depois de tudo, continuo achando que não faz sentido.
É por isso que eu gosto de tudo explicadinho: porque “fazer sentido” não é exatamente obrigatório, mas ajuda. E muito!

.

Postado por loverox

Tags: , ,

Este provavelmente vai ser meu último post sobre relacionamentos (ou a ausência deles) do ano, então prestem bastante atenção, pois agora é exposição mode [on].

imagem via We <3 it.

Nesse tempo sozinha eu criei uma meia dúzia de convicções amargas sobre homens e relacionamentos. Já até me acusaram de estar sendo matemática e cartesiana neste sentido, mas o que eu quero dizer é que, bem, às vezes criando uma meia dúzia de teorias você se protege de acasos ruins. Claro, é o acaso e ele pode ser bom. Mas e se for ruim? Já falei aqui que não concordo em sofrer pelo incerto, pelo que não é, pela esperança do que nunca vai ser.

É claro que eu me toquei de que realmente poderiam ser apenas meia dúzia de teorias que eu criei para mim mesma me tranqüilizar. Auto-proteção e amor-próprio são bons motivos para isso, principalmente quando os seus próprios “10 mandamentos” fazem muito sentido e quando você sabe que toda mulher, em sua via sacra, passa pelos momentos (dias/meses/anos) de “homens são malucos / isso aqui é uma competição / não acredite neles até que te provem o contrário”.

CONTINUE LENDO »

Postado por loverox

Tags: , , , , ,

Por mais esdrúxulo que pareça, essa data merece comemoração. Nem que seja para eu me lembrar de que está sendo melhor assim, ok? Durante a TPM isso se faz necessário.

Essa vida de namorar começou cedo. Demais, até. E eu me espantava com a velocidade em que rapazes dispostos a um compromisso apareciam, tanto que fiquei mal acostumada. Esperar mais de um mês por um pedido oficial foi, durante muito tempo, sinônimo de enrolação pra mim. Isso até eu cair na real.

Eu despenquei na real quanto comecei a por na balança que… hum! Eu mereço muito mais do que caras dispostos. Percebi que eu fui escolhida e não escolhi. Taí. Ao menos o que eu NÃO quero (e um pouco do que eu quero) eu já sei. Logo, por que não abandonar essa postura passiva (hum!), esticar o dedinho e adotar uma tática mais uni-duni-tê (o sorvete colorê, o escolhido foi você!) ?

Eu fui em frente. Escolhi bem e posso dizer que topei com fiéis preenchedores daquela lista mental besta do “Homem Ideal” mais de uma vez. Ou seja? Ele existe, for God’s sake! Não é impossível, não estou pedindo demais, como muitos me disseram. O que basta agora é ser escolhida ao mesmo tempo, é lógico. Afinal, o que um não quer, dois não fazem - uma pitada de sabedoria.

Porque, veja bem. A fêmea escolhe o macho mais apto, mas ele jamais estaria ali à disposição se não a tivesse escolhido. Pelo cheiro, pelo cio, pelo interesse instintivo infalível. Ela o escolhe + ele quer = filhotinhos. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que não quero ter filhotinhos e que o “Homem Perfeito” não é impossível, só falta aquela ajudinha da natureza.  O ferormônio da irresistibilidade, da inevitabilidade, do “quero-você-agora-pra-sempre”, o cheiro que preencha os receptores certos para acelerar ambos os corações. Em todos os encontros.

Bem, se eu tivesse topado ser cozinhada em banho-maria (como diz o Isaías), eu até teria continuado empacada em escolhas antigas, em meses de saídas que poderiam ter rendido – ou não. O fato é que timing é tudo e até a escolha do melhor sorvete pode dar uma desanimada quando você espera para comê-lo e ele derrete. Afinal, derreter na boca de alguém é um tanto diferente de derreter na mão de algum engraçadinho (ou lerdinho) que se toque tarde demais. E, acredite: eles podem até não estar apaixonados, mas a vida sempre cuida de mostrar o que perderam. Assista Alfie, o sedutor (2004), com o Jude-Law-delicious.

Então, é isso: um ano de solteira e um ano de escolhas livres, em que o sorvete derrete se eu quiser. A busca continua? Sim, eu vivo melhor apaixonada. Qualquer um vive e, de minha parte, já descobri isso. Agora as buscas continuam com calma, às vezes com pressa feminina, mas sempre com um belo óculos escuros retrô para suportar esse sol “derretedor” e enxergar bem que sorvete vem pela frente. Isso porque eu prefiro muito mais um Häagen Dazs na sorveteria do que um genérico-Praia-Grande escorrendo na minha mão.

Com os genérico-Praia-Grande’s eu aprendi muito. Aprendi, agradeço e não cuspo no palito que eu chupei (ui!),  porque agora eu tenho a total certeza que meu negócio é Häagen Dazs na taça (de macadâmia, por favor. I crave about it!).

Postado por loverox

Tags: , , , , ,

“Se você ama alguma coisa, deixe-a livre. Se voltar, é sua. Se não voltar, nunca foi.”

Durante muito tempo eu achei que essa frase era mais um ditadinho popular bonito que caiu no gosto da galera. Hoje resolvi dar um google e acabei descobrindo o nome da autora: Sarah Mengel. Descobri o nome e só. Encontrei outros textos dela, mas nada sobre ela. Nada que diga como ela conseguiu formular essas três frases de forma tão pura e simples, sem objeção nem sofrimento.

Provavelmente mais alguém aqui concorda com as aspas da moça e eu digo que concordo também. Concordo, mas… pôr em prática? Praticamente impossível. Como alguém que ama, com todas as forças e em sã consciência, tem a capacidade de abrir os braços, abrir mão de tudo? Assim, sem desejar nada em troca, mas no fundo esperando que o outro volte?

Minha angústia não permite isso. Acho bonito quem tem essa capacidade de deixar as coisas acontecerem, deixar tudo no ar, leve e solto. Acho belo, de verdade. Acho belo e admiro, principalmente porque sou incapaz de fazer algo do gênero. Qualquer coisa do gênero.

Não sei em que momento isso aconteceu, mas finalmente me dei conta de que não sei amar de longe o que não tenho. É praticamente impossível manter laços estreitos com o que não é próximo, com o que não dá retorno.

O que acontece? Bem, começa sempre de uma forma bonita: é a época do “vamos manter contato” e do “acho que estou apaixonada”. A vida segue com os passarinhos cantando até que eu me dê conta de toda a angústia caminhando par a par com a felicidade, que tinha tudo pra ser ótima. Alguém me disse que tinha tudo para ser ótima, eu me lembro disso. Eu me lembro, mas infelizmente não consigo acreditar. De feliz à angustiada eu passo em dois segundos e não encontro mais o caminho de volta.

É como dirigir num dia ensolarado e mergulhar num túnel sem fim. O caminho de volta não surge enquanto eu não tiver certezas, não tiver confirmações, fatos. Não me importa se são permanentes: às vezes a gente acaba se enganando para manter o sorriso. O caminho só volta, enfim, quando eu tiver. Tiver, do verbo “ter”. Mas.. Não amar enquanto não ter? O certo não seria amar para depois ter? Se é que se pode ter, é claro.

É linda a habilidade de amar e deixar livre, mas eu não tenho nervos para esperar a “coisa” voltar. De uma certa forma, acho isso tudo um pouco blasé e não entendo como é possível não sofrer. Simplesmente não faz o menor sentido pra mim. Eu amo como num livro de romance, como numa tragédia Shakespeariana (quite dramatic!) e não sei esperar. A vida está passando pelos nossos olhos, porque, ó ceus, eu tenho de esperar?

Mesmo quando eu brinquei de me enganar, quando eu brinquei de ser blasé e não me entregar, eu sofri no final. Só entrei no jogo para não sofrer e, é óbvio!, sofri porque eu não nasci pra isso. Eu não sou assim. Não fui feita pra viver pela metade, nasci pra ser inteira. Esperar, definitivamente, não está nos meus planos. Por que segurar o copo meio vazio se eu posso entornar o copo transbordando?

Acho lindas suas frases, Sarah Mengel. Acho contemporâneas. Acho até que talvez existam pessoas que sigam isso a risca com o sorriso no rosto e sem lágrimas na cabeça. Só que eu não as compreendo. Se fosse possível evitar o tombo, jamais saltaríamos. Sem saltar… Por que estar aqui, mesmo?

Vocês podem até pensar que eu me contradigo, pois dias atrás eu disse que ninguém topava sofrer. Eu continuo não topando sofrer e realmente me sinto bastante boba quando isso acontece. O fato é que o sofrimento é inevitável quando você simplesmente não nasceu pra jogar. Eu nasci pra olhar nos olhos.

Para quem quiser trilha sonora: To Have and not to hold – Madonna.
“…To have and not to hold/ So hot, yet so cold/ My heart is in your hand/ And yet you never stand/ Close enough for me to have my way/ To love but not to keep/ To laugh, not to weep/ Your eyes, they go right through/ And yet you never do/ Anything to make me want to stay…”

Postado por loverox

Tags: , , , , , , , , , ,

Desde que entrei na faculdade, já sabia muito bem que estava ingressando numa área difícil. Eu simplesmente sabia. Ou, por um acaso, você já viu muitos diretores jovens arrasando na Globo ou em qualquer outro canal? O fato é que eu resolvi confiar no meu taco e deixar pra lá as intrigas da oposição, pois sempre acreditei que o mais importante é fazer o que se gosta. Aliás, Rádio e TV  foi o menor dos males. Minhas segundas opções de faculdade eram artes cênicas ou música e, people, vamos combinar: geralmente só rendem o suficiente para pagar as contas (e quando rendem). Sem contar que são áreas em que você pode se profissionalizar de outras formas, que foi o que fiz para me formar atriz.

Voltando ao assunto, entrei na faculdade feliz e contente. Tudo o que eu queria era estagiar. Era toda uma sede de trabalhar logo pra fazer contatos, pra finalmente experimentar tudo na prática, pra todo o resto e mais um pouco. Antes de começarem as aulas do meu 3º semestre, já estava eu trabalhando na Capricho, o emprego dos sonhos de muitas meninas e, realmente, foi incrível trabalhar lá. Tive uma experiência com produção absurda e aprendi sobre moda de um jeito que nem uma pilha de Vogues de todos os continentes poderia me ensinar. Aí eu saí. Saí porque eu sempre quis televisão, saí porque foi a hora de ver a vida por trás das câmeras.

Playtv. Não era o sonho, né? Meu “estágio dos sonhos” quando entrei na faculdade era a boa e velha MTV, mas era uma experiência totalmente nova: roteirista. Escrevia um programa diário sobre cinema, falava sobre quadrinhos e games (é, podem pasmar, meus caros) e mandava a família ver meu nome nos créditos no final dos programas.

Eu adorava escrever sobre cinema (acho que vocês percebem, né?) e escreveria muito mais, uma pena que os roteiros eram curtos. Aliás, eu tinha o maior orgulho besta do meu trabalho, porque eu sempre sabia todas  as sinopses de filmes e datas de estréia de cabeça, além de poder pegar dvd’s de graça no acervo da TV.  Mas, tinha a parte dos games. A parte dos games dava no saco. Sério. Principalmente porque de games novos eu só manjo Guitar Hero (manjo e manjo bem, tá? Sou melhor que meu primo aborrescente que passa o dia na guitarrinha). Resumo da ópera: eu já estava considerando ir pra outro lugar. Voltar para a boa e velha produção enlouquecida, ou quem sabe produção de arte, apresentar, locutar ou mesmo continuar escrevendo,  mas em outros ares. Bem, eis que numa bela segunda-feira monótoma, quando eu matutava sobre as estréias da semana, tcharam! A emissora encerra as transmissões em São Paulo.

Apesar das relações entre empresas de telecomunicações no Brasil não serem absolutamente nada transparentes e muito menos éticas, fazer o que?, let’s keep on (não, não vou dar detalhes), o fim das transmissões foi totalmente inesperado. Em segundos começou o clima de “que cabeça vai rolar hoje?” e fomos seguindo assim até o final da semana. A minha cabeça rolou na sexta-feira. Saí de lá meio sem saber se ria (porque já queria sair do emprego) ou se chorava. Meu mundo virou de cabeça pra baixo. Afinal, tá bom… Eu queria sair, mas queria ter outra coisa na manga, é lógico! Entrei no ônibus pra casa me sentindo uma inútil. Lembrei-me dos comentários ridiculamente infelizes dos meus “colegas” do ensino médio: “vai fazer Rádio e tv? Vai passar fome!” ou “Putz, isso não ajuda ninguém” ou “Que coisa mais INÚTIL!”.

Bem, o inútil realmente não me afetava, porque mal sabem eles o quanto o maldito “Corujão” ajuda quem passa as noites sozinho, ou quanto a porcaria do “Zorra Total” alegra o sábado à noite de quem está numa cama de hospital. Quanto à importância, eu não quero nem entrar em detalhes: sempre me pareceu muito óbvio e ululante que eles estavam absurdamente errados. O fato é que eu pensava “tá, se eu fizesse qualquer outro cursinho meia-boca tradicional, eu já teria outro estágio na porta amanhã”. Dissipadas as nuvens negras, pensei que seria bom, já que fazia mais de um ano e meio que eu trabalhava direto junto com a faculdade, sem férias nem intervalos.

Chego em casa naquele misto de “não chora” com “pense pelo lado positivo” e com o tédio à espreita, faço o de sempre: ligo o computador. Ligo o computador e de lá começam a brotar oportunidades. Brotar, assim… No mesmo dia. Em uma semana, fiz uma entrevista e recebi mais duas propostas extras. Seguiu-se um freelancer de dois meses, com responsabilidade alta, muito stress e mais uma área nova para eu experimentar: edição. Aprendi horrores, fiz a grana, botei no portfolio e voltei pra casa orgulhosa, sem me preocupar com o que faria profissionalmente amanhã. Em menos de uma semana, outra proposta e mais trabalho (que eu contarei aqui em breve). E tudo lindo. Tudo tão lindo a ponto de eu ter que recusar trabalho, pois já estou com o tempo devidamente ocupado.

Nessas horas eu lembro que meu horóscopo previu um ano para ganhar dinheiro e evoluir profissionalmente. E não é que a previsão bateu? Sorte ou não, o que eu quero dizer é que nem sempre as coisas são tão ruins como parecem. Tudo é tão imprevisível que o ruim de hoje torna-se excelente amanhã e só nos resta ousar e tentar ficar de peito aberto para todas as possibilidades. Não importa se é no campo profissional ou na vida amorosa, o jeito é se soltar e virar de ponta cabeça junto com a vida. Uma hora o looping acaba, você solta os cintos e curte a sensação boa das pernas bambas. :)

—-
Apesar do post ser um desabafo (que na época da demissão eu preferi omitir), eu escrevi tudo isso para convidá-los a conhecer a última novidade da Rexona: o novo Rexona roll-on, de cabeça para baixo! Sim, sim.

Pequeno, cheiroso, bom de carregar na bolsa e, melhor ainda, sem desperdício de líquido preso no fundinho da embalagem (isso é realmente chato!). Entrando no site, você ainda concorre a um kit da rexona se responder criativamente “Quando sua vida ficou melhor de cabeça pra baixo?”. Moleza, não? Eu já ganhei um kit da rexona e recomendo! Só para dar mais inspiração, vejam aqui o comercial da campanha:

…Porque tem coisas que ficam melhor de cabeça para baixo. Inclusive os nossos peitos. Adorei a piada, srs. publicitários! 8)

PS: Este post é um publieditorial. Mas não é que ficou bom? :)

Postado por loverox

Tags: , , , , , , , , ,


Em 5 pontos, muito simples de entender.

1. Não é porque eu trabalho e ganho a mesma coisa que você que necessariamente vamos dividir contas. E não, não estou sendo folgada e explico, meu amor. Eu vou no cabeleireiro, gasto os tufos com lingerie, maquiagem, depilação, pílula, etc, etc, ad infinitum…. Por que raios eu deveria ainda dividir a conta do restaurante? Eu não valho a gentileza?

2. Cansa ver na mídia comentários como “fulana engordou 1278912 fucking kilos na gravidez”. E queriam o que? Que ela emagrecesse? Ela deu foi sorte de emagrecer todos os fucking kilos rapidinho, porque se não emagrecesse seria taxada até a morte. Não pensem vocês que esses comentariozinhos são só para atriz da Globo, eles sempre estão rodando por aí. Eu acho pura maldade, principalmente porque geralmente vem da boca de outras mulheres. Porém, pode ser ainda pior. Já viram como é a repercussão geral quando uma mulher diz decididamente que não quer ter filhos e ponto final?

3. Sexo não é mais coisa de homem há décadas. Foi-se o tempo que mulher não tem desejo e a revista Nova tá aí pra provar a cada mês. Não que a realidade da revista seja plausível, já que ali as mulheres gozam só com um leve cheiro de testosterona. Porém, acho válida essa postura de jogar na capa “Sexo Lacrado”, afinal, já está bem bem bem ultrapassada essa idéia de que quem quer mais são sempre eles. Aliás, pensando bem… O especial de sexo não devia nem ser lacrado, ou vocês já viram Playboy lacrada? (aliás, leiam, por favor, a chamada para a matéria do “Sexo Lacrado” na foto aí do lado.)

4. Se é bonita, é burra. Se é burra e é feia, chuta que é macumba. Olha só, ambos os pré-conceitos são muito feios, lindinhos de plantão. Existe sim mulher fútil, que só liga para a aparência e realmente deixa o intelecutal a desejar, sejamos realistas! Mas isso, meus senhores, também existe na ala masculina. Não há nada mais chato e previsível do que um bombadão de regata na balada, com os olhos brilhando com qualquer frase bem construída que você soltar. É praticamente tão ou mais previsível que a loira siliconada da academia, com a diferença que geralmente mulher não tolera ficar com alguém intelectualmente menos favorecido.

Então, sejam legais. Se vão pegar a garota porque é gostosa e bobinha, assumam isso e nada de meter o pau na mulherada por trás (ou metam, enfim. É uma escolha do casal, nada tenho a ver com isso). hehe

Só pra ilustrar: nunca me esqueço de dois episódios que eu vou resumir, assim, rapidamente.

- Aula teórica do CFC, há um ano, quando Fernanda tirou carta.

Respondi uma pergunta sobre radiador, motor, injeção eletrônica ou qualquer coisinha do gênero errado. Acertei todas as outras, mas foi o suficiente. O grupinho masculino ao fundo e à esquerda simplesmente ergueu a voz e soltou a pérola: “AHH! Mas ela pode, deixa ela! Lindinha!”. Não dei mais bom dia até o final do curso. Não perdi nada, mas aposto que eles perderam.

- Um ex-affair meu, bonito e “bom partido”. Futuro publicitário. Conversávamos sobre cinema.

Eu: Eu adoro cinema! Sou viciada, vou quase toda semana.
Ele: Sério? Você vai aonde?
Eu: Ah, vou no Cinemark pela pipoca (*vício*), mas acabo indo mais no HSBC ou no Espaço Unibanco, onde passam uns filmes mais cult.
Ele: Filme Cult? Que filme é esse?

Tsc, tsc. Nunca fui ao cinema com ele. Teatro então, seria impossível. Logo, sair fora enquanto é tempo e aplicar a velha máxima “cada um, cada um”.

5. Já que eu só falei com os homens, vou mudar o target. Lindas, jamais chegaremos a lugar algum se permitirmos certos preconceitos e certos comportamentos que podiam ser um tanto mais gentis. E, pior ainda, se educarmos os nossos filhos de forma errada. Não tô nem pensando em filho, mas vai saber se alguém fica grávida por acidente e vai levar adiante? Enfim, just in cases! 8)

Machismo é coisa de homem e uma mulher machista, eu arrisco dizer, é pior do que homem galinha e mulher feminista. Somados.

ps: Se eu chovi no molhado, mil perdões, mas cadê a mudança, né Brasil?
ps2: Eu leio a Nova, sim. Mas com a devida licença poética.
ps3: último! A promo da Puket no post passado vai até o dia 10 de outubro! Então, continuem pensando nos chatos das vidas de vocês e concorram ao kit! :D

Related Posts with Thumbnails

Postado por loverox

Tags: , , , , ,

Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
dTwitterYoutubeFacebook

Twitter

Flickr

Visitantes



bloglovin

Página Inicial | Domínio | Perfil | Arquivos | Links | Contato

Assine o Feed | 13 Users Online

Copyright © 2010 Fake-Doll. All rights reserved.