Categoria: É a vida…


Ontem foi dia de “imagens…”, hoje dia das minhas divagações compridas, mas como ontem fiz uma desagradável visita ao hospital, resolvi fazer um híbrido, já que não quero manter o “antes tarde do que nunca” como lema por aqui. hehe

vip no hospital

Médico 1, check-up trabalhista, há quatro meses:

- Pratica exercícios físicos?
- Sim, natação e pilates – respondo, totalmente orgulhosa.
- Ótimo, fez excelentes escolhas. Natação trabalha todo o corpo e pilates fortifica os músculos, especialmente você, que tem pulsos finos e digita tanto. Não deixe de fazer, esse pulso é um perigo para tendinite.
- Pódexá..

Médico 2, ontem à noite:

- E desde quando essa dor nas costas?
- Uma semana, aí hoje começou o torcicolo e eu resolvi vir logo, na última crise não conseguia nem encostar a mão na minha cabeça de tanta dor.
- Sei. Está só inflamado, vai tomar isso aqui por 5 dias. Tome banho bem quente e vê se pratica exercícios, viu?
- Tá, engraçado, eu dei uma pausa na natação há duas semanas…

[...]

Pois sim, meus caros. Sou tão preguiçosa que até o que eu estava gostando (natação) não consegui manter e ainda ganhei uma bela dor por toda lombar, cervical e pescoço para me lembrar que não posso deixar de mexer o esqueleto.  O pilates, coitado, já tinha ido para o espaço faz tempo. E agora eu,  que tinha resolvido me exercitar por estética, descubro aos míseros 21 anos que chegou a uma questão de saúde.

Pobre corpinho nerd! Má postura sux.
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Postado por Fê Loverox

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foto via tumblr

Uma vez me deram um livro sobre sodomia e libertação sexual. Era um best seller autobiográfico e todo poético, mas que poderia ser resumido mal e porcamente com algum verso de funk, no estilo “essa merda é minha, dou pra quem quiser”. É claro que era algo que teoricamente mudaria o meu jeito de ver o sexo e todas as questões que lhe envolvem antes, durante, depois e ao lado de quem, mas não mudou nada.

Não sei se sou super feliz assim, não sei se não tenho curiosidade alguma nas santinhas ou nas putonas, mas o livro me passou batido. Foi como se eu tivesse lido centenas de páginas de relatos pra dizer “que bom pra você, escritora”. É claro que a bela obra chegou a mim através de um homem, este que provavelmente tinha algo a dizer com isso, e bem, não conseguiu.

O fato foi que li o tal do livro unicamente porque tinha ganhado, e porque faz parte comentar o que achou do livro com quem te deu, especialmente quando o outro ser humano em questão também já o havia lido. Em meio a meia dúzia de momentos excitantes relatados, só  guardei bem um ensinamento, e não posso nem dizer que foi uma frase, foi uma lição mesmo, já que perdi a citação correta e perdi também o livro – perdi, joguei fora ou esqueci de guardar bem guardado só de raiva, sabe como é?

Em meio a milhares de linhas autobiográficas sobre como ela passou de certinha ao extremo oposto, altamente sexual, a única coisa que me prendeu foi quando ela disse: “a vagina é a parte do corpo mais triste de uma mulher”, ou algo do gênero. A autora fez tal afirmação para explicar porque se depilava sempre de última hora. A razão era não correr o risco de ficar esperando um amante à toa e o “embelezamento” não ser utilizado.

Isso para mim valeu o livro. Não pela depilação de última hora, até porque de libertário isso não tem nada, mas por resumir o quanto de expectativa criamos, nós mulheres, em cima da hora H. Inclusive você aí, libertária.

Ficamos esperando, nos preparamos, programamos aàs vezes,  compramos a lingerie certa para a data certa, passamos perfumes, arranjamos velas modernas que prometem ter cheiro disso e cor daquilo e morremos um pouco (muito) por dentro quando largamos tudo isso em casa. E aí você olha para você mesma e diz: relaxa (!!).

Revistas, programas de tv e meia dúzia de livros nos doutrinam sobre quantas vezes temos de gozar e como fazer o strip tease perfeito, mas inteligentes que somos, não damos ouvidos e não nos deixamos mais levar. Na tentativa de equilibrar a balança, colocamos um pouco de ousadia em pequenas coisas. A revista é só um guia – e se 10% forem alcançados, well done, girl.

O interessante é que nenhum destes meios, nem sua amiga comedora, se ocupa de dar uma dica resumida do que fazer quando tudo der errado. Levar com bom humor? Nem sempre é possível. Quando for, pode crer que o faremos, especialmente quando a culpa é do outro, quando o probleminha é do outro. Acontece, e se nunca aconteceu, vai acontecer.

Agora como lidar feliz com aquela lingerie caríssima que saiu do armário uma única vez? Ou como reagir bem com aquela peça que nem chegou a sair do quarto, pois na hora de provar você simplesmente achou que não estava tão bem assim e deixou para lá? E o que dizer, então, dos brinquedinhos de sex shop para serem usados a dois que você tomou coragem de comprar, mas jamais saíram da gaveta? Será que toda a tensão de receber o pacote marrom da loja online foi em vão?

Bom. E aquele presente que você se deu? O vibrador com passagem garantida ao sétimo céu, recomendado em “Sex And The City” e confirmado por aquela mesma sua amiga? O danado está tão bem guardado, mas tão bem guardado, que ninguém consegue achar, muito menos você, que dirá quando quer.

Expectativas geralmente estão aí para te foder. Elas servem para isso e te fodem bem do jeito que você não quer. Explico: se o fato superar o que você tinha em mente, será como se tivesse sido o mínimo. Se coincidir, você não terá surpresa alguma. E se ficar abaixo? Se ficar abaixo grande coisa, foi sempre assim.

Bem lá no fundo, quase no colo do útero, a vagina é só uma metáfora quente para as picuinhas broxantes de nossas cabeças. Sexo é bom, é ótimo!, e com ele, elas vão e vem, somem e nascem, mais rápido ou mais devagar, relaxa que passa!, mas só nós sabemos o quanto essa pequena se fecha um pouco mais quando um ponto de interrogação faz pouso em nossas cabeças.

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ps: não citei nem o  lado do homem na questão, acho que não precisa. Em todo caso, se algum representante da ala masculina quiser opinar, será interessante.

Postado por Fê Loverox

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Jul

16

Mesa para um

Arquivado em É a vida...

bolo para um.

Greta Garbo pediu para ser deixada sozinha. Diva que era, queria espaço, queria respirar, queria ficar longe de tanto assédio. Tá, nós, reles mortais, no máximo queremos respirar em paz, e isso muitas vezes se dá em ambientes públicos. Respirar no cinema, respirar no restaurante, respirar no shopping, no parque, empurrando um carrinho de supermercado, sei lá. Ficar sozinho faz bem e te faz muitas vezes limpar a mente e reorganizar as ideias.

Há também quem prefira ficar sozinho integralmente, que goste da paz da casa vazia, do silêncio de trabalhar por conta e, obviamente, acabam fazendo muitas outras coisas na companhia de si mesmo. Por isso, sempre que vou ao supermercado, fico de olho nos produtos únicos ou menorezinhos sendo lançados. Num mundo em que cada vez mais gente prefere não estar com mais ninguém, faz-se necessário uma caixinha com meia dúzia de ovos ao invés de doze.

O triste é querer fazer alguma coisa e observar olhos atentos em cima do sozinho, pensando: “mas uma moça tão jovem, está aí assim por que?”Porque sim, oras! Almoçar sozinho durante os dias úteis é comum, muita gente faz, agora saia para jantar ou passe numa lanchonete para ver o que acontece. Ou você senta no balcão, para mostrar que passou ali só para se alimentar mesmo, ou sinta-se fitado dos pés à cabeça por todos os grupos do lugar.

Bares de sushi, bares mesmo e botecos geralmente tem balcões respeitosos. Você senta ali e tudo bem, ninguém vai te encher o saco. Podem até mesmo sentar do seu lado e não abrirem a boca. Sem problemas. Só que é como se uma pessoa sozinha só pudesse ir… beber. Quantas vezes já não fui comer alguma coisa e tive de ocupar uma mesa maior por simplesmente não existirem mesas para um?

Não seria essa uma mentalidade bastante limitada: achar que quem está sozinho é porque está triste e tem que engolir as mágoas junto com whisky ou que está ali, na pista para negócio, só bebendo para tomar coragem? Eu acho.

Depois da mesa para um, espero que também surjam leite longa vida para um e poltronas solitárias tão confortáveis quanto um sofá inteiro.

Postado por Fê Loverox

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azarão.

Não se fala de outra coisa na rede mundial de computadores – pelo menos no que diz respeito à fatia paulista. Fora um ou outro que ainda lembram da Copa ou dos preocupados com a resolução do absurdo “caso Bruno”, o que tem chamado a atenção são duas ex-famílias sorocabanas que acabaram de ruir após um fatídico vídeo postado no orkut de um dos envolvidos.

Não quero ser repetitiva, porque, bem, porque todo mundo já viu, mas se você não viu ainda, veja agora pra não ter spoiler depois. São dez minutos de muita discussão acalorada e áudio ruim, mas o que interessa você vai ouvir – e ver:
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(não está vendo o vídeo? clica aqui)

Ficou até o final, né? Então, Juliana e Vivian se conheciam há cinco anos aproximadamente, Juliana era madrinha de um dos filhos de Vivian e eis que a dona Ju estava mantendo atividades fornicatórias com requintes de sexshopismo com Cícero, esposo da dona Vivian, a traída e também conhecida como Felipe Melo de saia depois deste episódio.

Inconformada com a situação, parece que a Vivi quis contar mesmo pra todo mundo e colocou um trecho editado do vídeo em seu orkut, já que a versão completa tem basicamente mais de uma hora. Por pressão dos filhos, tirou do ar, mas já era tarde demais, como se pode ver.  Os desdobramentos da história não interessam muito para as linhas que escreverei a seguir, portanto o google está a disposição para eventuais curiosidades. Aos interessados, a situação toda atende pela alcunha de “barraco sorocaba” ou #sorocabarraco para os tuiteiros.

Quando a coisa começou a viralizar, me perguntei se era pela “cat fight” ou pela vingança da mulher traída. É claro que os machos encaminhram pelos puxões de cabelo entre mulheres (que alguns consideram até sexy por aí), mas bem acho que a coisa espalhou pela mão das moçoilas que já sentiram na cabeça o peso de um chifre ou o punhal por trás de uma “amiga”.

Entendo totalmente o sentimento que um vídeo assim move em alguém que já passou por isso e  compreendo a vontade que dá de passar para “todas as mulheres”, mas gostaria de saber quando é que a ala feminina vai deixar de ser tão competitiva e pouco fraterna e finalmente perceber que, num caso como esse, quem jurou ser fiel foi o marido?

Discussão velha, eu sei, mas  não foi sua amigona que te deu a mão no altar. A frase “brothers before whores” só funciona para homens, porque obviamente foi por eles criada e é assim que funciona na tal sociedade secreta  e invisível masculina: lá a maior parte das mulheres de amigos são homens.

Logo, só queria dizer uma simples e única coisa: a traição sempre vai ser uma constante na vida do ser humano,  especialmente quando falamos de moças que acham o marido alheio mais interessante.  Então, pelas barbas do profeta, nada melhor que ser justo(a) e cobrar de quem de fato lhe prometeu amor eterno ou alguma coisa do gênero. Por mais que isso signifique comunhão de bens ou “perder a casa na praia”, é uma atitude um tanto mais digna que colocar para dentro da sua casa  alguém em condição ainda mais frágil unicamente para tomar tapa.

Por fim, deixo aqui a frase sábia me dita ontem pela Juliana enquanto falávamos sobre esta treta da high society de Sorocaba:  “colocar na internet é igual fazer xixi na piscina – você pode até limpar, mas pra tirar tudo, só esvaziando a piscina inteira”.

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Postado por Fê Loverox

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Quem disse que as “coisas da vida” não são universais?

O espanhol Alex Nobriegas prova que são. Morando em Barcelona e postando ilustrações fofas com lições profundas ou não, seu blog “Stuff No One Told Me” tem poucos dias de vida, mas promete ser um bom link, tanto para clicar e pensar “é verdade”, quanto para enviar um toque fofo para um amigo sem noção. E, bem, claro: ler coisas que talvez a vida ainda não tenha te ensinado.
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Postado por Fê Loverox

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post secret.

As cartas mais importantes da minha vida foram escritas em papel de pão. Guardanapos. Bordas de sulfite.  Improvisadas. Tanto as que mandei quanto as que recebi. E por cartas entenda-se bilhetes, mensagens ou qualquer outra coisa importante o suficiente para ser escrita e não simplesmente dita sem registros, ou para ser escrita simplesmente porque ambas as partes não conseguiriam verbalizar com sobriedade tais palavras ao vivo.

Conversas importantes ganham espaço na tela do MSN ou na telinha do celular, em SMS’s mal digitados, muitas vezes com dedos trêmulos, ou desfalcados por outra atividade mais importante, como dirigir. Em outros casos, assuntos saem debaixo do tapete em e-mails não revisados e cheios de conteúdos mal resolvidos. E-mails e cartas que se repetem, mudam-se os remetentes, não os assuntos. Alguns recados que vamos receber a vida inteira – e de novo e de novo.

Por algum motivo, as cartinhas e cartões bonitinhos, programadinhos e sem sentido amplo vão abandonando nossas vidas conforme ficamos mais velhos, até que se atinge um ápice  e eles voltam a tornar-se simples cartões. De qualquer modo, no meio do caminho os cartões de Natal vão ganhar assuntos maiores do que só a comemoração. Cartões de aniversário vão celebrar outras conquistas. Cartões de desculpas vão trazer uma longa história…

Na infância ficam os greeting cards puros e simples, os papéis de carta perfumados e as sulfites coloridas que só serviam para dizer para tal amiga ou amigo o quanto eram importantes. Lembrar a alguém o quanto ele significa é simplesmente ótimo, mas por algum motivo também deixamos de fazê-lo ao longo da vida, de forma que mesmo com esses tais amigos de infância brigávamos por bilhetinhos mal escritos no meio da aula – e não nos papéis de carta da coleção.

Hoje, essas pessoas não nos mandam mais cartinhas cheirosas, mas lembram vez ou outra de encaminhar um e-mail com piadas, e de uma certa forma você se lembra que aquela pessoinha ali ainda  sabe que você existe, pois enviou a charge sabendo que teria tudo a ver contigo. Ou não. Ou seu amigo encaminha tudo para todo mundo, e se você não passar adiante terá sete anos de azar.

De qualquer modo, a vida também não permite que vocês se encontrem mais. É mais fácil discutir a relação por MSN, se um dos dois estiver online e o outro topar falar mesmo aparecendo offline. Algumas conversas às vezes serão longas, outras breves, porque a internet é fria e sempre alguém não vai entender por completo o que o outro quer dizer. Antes o telefone era assim, hoje é a web, amanhã sabe-se lá o que.

Sei que muitas dessas conversas eu gostaria de ter guardado, gostaria de não ter perdido de um chip de celular para o outro, de ter arquivado os papos no computador aquela semana, de não ter deletado aqueles e-mails todos num momento de raiva. As fotos até entrariam na mesma categoria dos bilhetes, mas elas são só versões para papéis de carta perfumados.

As mensagens mais importantes vieram por escrito e estão guardadas. As que sumiram durante um momento de fúria talvez não valessem espaço na minha memória.  Posso até não procurá-las, posso até não abrí-las, mas o fato de estarem ali me fazem pensar que guardei vivo o acontecido, algo que eu jamais seria capaz de fazer com uma conversa ao vivo.

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Postado por Fê Loverox

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Sobre

Fernanda Pineda Vicente
@loverox, 21 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Cinema, música, teatro e gatos. Colaboradora do Luv luv luv e internetando por aí. Mais?

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