Categoria: cinema


Penélope Cruz em “Chicas y Maletas”, o filme dentro do filme “Abraços Partidos”

Nunca pensei que veria Penélope Cruz com um tino ingênuo de comédia, nunca pensei que com tão poucas mulheres em cena um diretor pudesse, mais uma vez, falar tão profundamente sobre um universo que não é seu, apenas lhe fascina.

“Abraços Partidos” é o filme do ano para mim, não só pela espera e por trazer uma dobradinha de “atriz e diretor” que eu adoro, mas porque, de fato, Almodóvar é realmente meu diretor favorito em atividade e, vou dizer, ele se superou, mesmo voltando-se para um tema que já lhe é caro: o “fazer” do cinema.

Depois de deixar todos na dúvida sobre onde começa e onde termina sua história pessoal em “Má Educação”, Pedro Almodóvar agora nos brinda com uma história complexa, cheia de segredos e paradoxos que fala sim sobre como é produzir, rodar e, mais ainda, finalizar um filme, além de dizer muito sobre o diretor, mesmo não tendo seu roteiro baseado em fatos reais.

Penélope Cruz e Lluís Homar

Com apenas dois papéis femininos marcantes, a trama gira em torno do que estas mulheres têm de fazer para sobreviver e tocar suas vidas mesmo que às custas de carregar e sustentar os homens que amam – e, claro, o enredo passeia também sobre  como homens podem jogar tudo para o alto quando apaixonados.

Penélope Cruz está mais uma vez divina e, definitivamente, alcançou o posto de minha atriz favorita. Como temos um filme dentro de um filme, podemos vê-la trabalhando “mal” como atriz e ao mesmo tempo sendo dramaticamente perfeita.

Enquanto isso, Lluís Homar brilha no papel de um diretor de cinema apaixonado pelo que faz e interrompido por um acidente que lhe deixou cego e que acabou por se tornar uma responsabilidade extra para sua produtora associada, interpretada por Blanca Portillo, que também trabalhou com diretor e protagonista do longa em “Volver”.

Além da costumeira direção de arte e figurinos extremamente bem trabalhados e coloridos (e quentes!) e da trilha sonora escolhida a dedo, “Abraços Partidos” tem uma das fotografias mais belas que vi nos últimos tempos. Os enquadramentos são praticamente quadros, e talvez, ironicamente, tudo isso se deva ao fato do protagonista estar cego.

Bianca Portillo e Lluís Homar


“Los Abrazos Rotos”
é um filme sobre relações humanas, onde o que se é dito é o menos grave dos problemas, onde a verborragia parte de fora pra dentro. É um longa-metragem em que realmente os personagens não precisam ter suas motivações explicadas. Eles estão ali, simplesmente vivendo. É orgânico.

Com uma edição cheia de fusões metafóricas e com alusões deliciosas ao mercado de produção cinematográfico recente, e daí sim se aproveitando da experiência de mais de 30 anos do diretor, o enredo envolve do começo ao fim. E, bem, por isso não quero contar mais: o mistério aqui é importante.

Se você também é cinéfilo e ainda não foi ao cinema, vou te dizer só uma coisa: o filme passou a mais importante mensagem sobre produção que eu já vi na telona: “filmes têm de ser finalizados”.

ps: brinque de “Onde Está Wally?” e encontre a cena em que Penélope fica na mesmíssima posição do cartaz do filme.

Postado por loverox

Tags: , , , , , , , , ,

… E finalmente vamos ver o rapaz atuando pra valer. Talvez o papel de vampiro seja caricato? Talvez. O fato é que ele realmente parece se sair melhor no drama – e quem sabe agora os não-fãs de vampiros respeitem o trabalho do cara?

Produzido pela Summit Entertainment, mesma produtora dos filmes da saga “Crepúsculo”, “Remember Me” estreia em 12 de março de 2010 nos Estados Unidos e ainda não tem data para o resto do mundo. No entanto, podemos nos aproveitar do fato de termos o segundo maior fã clube da saga de Stephenie Meyer e confiar que certamente o filme será devidamente legendado e colocado na web!

“Remember Me” conta a história de Tyler (Robert Pattinson), um jovem que cresce em meio a uma família um tanto quanto complicada, principalmente no que diz respeito a seu pai, interpretado por Pierce Brosnan – sim, o antigo James Bond.

Depois de se envolver numa briga de rua e ver sua vida virar de ponta cabeça, o jovem conhece Ally (Emilie De Ravin), que tem problemas familiares bem parecidos com os seus e parece ser a única pessoa do mundo a lhe entender. Apesar do romance entre os dois começar, alguns segredos (?) serão revelados e o amor do casal será testado.

Só não me perguntem quais segredos, né? Vamos aguardar 2010, mas que Robinho tá melhor aí que em “Crepúsculo”, é um fato. Eu gostei mais e Edward Cullen que me desculpe.

Também fiquei bem curiosa para ver “Little Ashes”, em que ele interpreta Salvador Dalí, mas não tenho a menor notícia sobre o filme aqui no Brasil. Alguém sabe?

PS: Sim, eu assisti “Lua Nova” na quinta-feira passada e ainda não sei se escrevo – ou o que escrevo. Devo?

Postado por loverox

Tags: , , , , , , ,

Duvidei um pouco desse filme no começo por achar que ele usaria aquela fórmula do “casal moderninho”, mas me enganei. Entrou para os favoritos.

.

Joseph Gordon-Levitt, como Tom, e Zooey Deschanel, a Summer, em “500 Dias Com Ela”

Eu não sei vocês, mas eu lembrava do Joseph Gordon-Levitt de “10 Coisas que eu Odeio em Você” e olhe lá, já que no filme ele era o protagonista, mas totalmente eclipsado pelo rebelde sem causa interpretado por Heath Ledger.  O  fato é que o rapaz cresceu, não é mais um adolescente (nem parece) e agora faz o papel de um recém-formado que acredita no amor,  mas não acredita que pode ser feliz.

Fofo e um pouquinho loser, do tipo que perde o momento certo do primeiro beijo, o personagem Tom Hansen abandona a arquitetura, faculdade que cursou, para escrever cartões. Cartões de aniversário, de dia dos namorados, de condolências, de boa sorte e de qualquer outro tipo de coisa que “as pessoas querem falar e preferem que um pedaço de papel fale por elas”.

Um belo dia, seu chefe contrata uma nova assistente que resolveu mudar de cidade por puro tédio. Esta é a heroína Summer, vivida pela também cantora da ótima dupla She & Him, Zooey Deschanel. Ela é uma mocinha pela qual todo e qualquer homem poderia se apaixonar e que por isso mesmo causa alvoroço ao chegar num escritório repleto de senhorinhas, carente de um pouco de ovulação.

É praticamente instantâneo: rapazinho fofo e excêntrico detecta gostos em comum com uma gatinha estilosa e se apaixona. Como sua própria irmã mais nova – e mais experiente nos assuntos do coração que metade dos personagens – diz: “poderia ser ela ou qualquer outra. Vocês só gostam das mesmas coisas”.

Como o trailer anuncia, o filme não é uma história de amor e sim uma história sobre amor. E eu acrescento: sobre amar, ou sobre tentar. (Se você não viu o trailer, clica aqui)

“500 Days With Summer” ou “500 Dias Com Ela” nos conduz ao longo dos dias em que Summer e Tom tentaram ter um relacionamento e ao longo dos dias em que Summer já havia virado a página e apenas Tom ainda estava com ela.  Desde o início, a garota deixa claro que não quer um namorado, que não quer ser “a namorada de alguém”.

Eles vão ao cinema, passeiam por lojas de móveis, fazem compras, comem comidinhas diferentes, tentam inovar no sexo, dão risada, compartilham segredos e, enfim, fazem você que está em frente à tela se apaixonar por eles por menos apaixonada que esteja a tal Summer e por mais triste e mulambento que esteja o Tom, depois de levar o pé na bunda anunciado no próprio trailer.

O espírito livre da mocinha me lembrou Holly em “Bonequinha de Luxo” (1961), que alimentou a paixão em seu Fred e tenta fugir, mas descobre estar apaixonada realmente. Já Summer, não, talvez porque a esta altura já estejamos mais que liberados para contar uma história em que uma “mulher livre” rejeita um homem, e apesar de eu realmente gostar da trama de “Bonequinha…”, talvez se ele fosse rodado hoje o final seria diferente.

Em todo caso, são dramas que não se comparam. Aparentemente baseado em fatos reais, “500 Dias Com ela” discute os relacionamentos modernos de uma forma original e ao mesmo tempo sensível, nada parecida com a fórmula usada por estes últimos filmes à la “Ele Simplemente Não Está Afim de Você”. Desta vez, a questão principal é: o que você tem versus o que você espera.

Se você é uma Summer que tem medo ou não acredita que vai acontecer pra você, ou se você é um Tom que perdeu quem acreditava ser sua soulmate, assista.

Apesar do preconceito que o gênero causa, é uma comédia romântica para meninos e meninas sim!, com bons diálogos embalados por uma trilha sonora excelente (que eu vou comprar!), e uma edição que revira de ponta cabeça e trás pra frente os momentos desses dois que ficam muito bem juntos, mas… A vida estava lá e os separou. Simples assim.

Para quem quer ver o filme, download aqui. Quem quiser a trilha sonora, download aqui.

E se você realmente gostou e ficou querendo mais, assista o curta-metragem musical feito pelo diretor Marc Webb com Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt para divulgar o filme:

Postado por loverox

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

.. Não mostra a Alice!

.

Encontre a Alice nesse pôster… Jogada de marketing? Não entendi.

Finalmente foi divulgado o primeiro pôster do filme “Alice no País das Maravilhas” dirigido por Tim Burton, produzido pela Walt Disney Pictures e adaptado da obra homônima de Lewis Carroll. O elenco traz Mia Wasikowska no papel-título, Johnny Depp como o chapeleiro maluco, além de Anne Hathaway e Helena Bonham-Carter como rainhas Branca e Vermelha, respectivamente.

Na história, Alice tem 17 anos e corre atrás do coelho branco para fugir da cerimônia em que deverá assumir um noivado arranjado. Por esse motivo, apesar de levar o nome do primeiro livro de Carroll, personagens e situações das duas obras da saga de Alice se misturam, “Alice No País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho”.

“Alice no País das Maravilhas” estreia dia 5 de março de 2010 com versão também em 3D – para saber mais sobre o filme, confira o que eu já postei clicando aqui.

.

Via feeds compartilhados da Lia e Planeta Disney

ps: aparentemente, os primeiros pôsteres divulgados não eram bem os “pôsteres”, mas sim teasers dos personagens. Fica aqui minha correção.

Postado por loverox

Tags: , , , , , , , , ,

Tudo começou quando recebi em casa um convite lindo para a pré-estreia mundial de “This Is It”. Realmente me senti honrada e, claro, nem pensei duas vezes: terça à noite eu estava lá!

As primeiras exibições do documentário que prometia mostrar um pouco do que seria próxima turnê de Michael Jackson foram no Kinoplex Itaim, que recebeu decoração com o rei do pop por todo lugar e amplificadores bombando os sucessos que estariam nos 50 shows do cantor, como “Thriller”, “Man In the Mirror”, “Beat It”, “Billy Jean”, “The Way You Make Me Feel”, “They Don’t Care About Us” e, enfim, canções que com certeza você já ouviu.

Ao entrar na sala, devorei minha pipoca rapidamente porque queria apreciar o “show” sem distrações. Depois de longos vinte minutos de espera, o filme começa com um aviso silencioso para dizer do que se trata o documentário: “estes são registros dos ensaios da turnê de Michael que foram feitos para acervo pessoal do próprio artista”.

O aviso me soou um pedido de desculpas por algumas falhas técnicas pouco perdoáveis num documentário tradicional, como uma câmera vazando na outra, divergências de qualidade de imagem e até de tamanho do quadro, já que algumas câmeras rodaram em 16:9 (formato widescreen, no qual os filmes são rodados) e outras em 4:3 (formato retangular, é a proporção da televisão com a qual você está acostumado).

Mas quer saber? Isso não fez diferença alguma. Quando o filme começa, você não liga se o som ou o vídeo está assim ou assado. “This Is It” é um registro de Michael que enche de orgulho não só os fãs, mas também serve como referência para qualquer um que queira ser artista, seja músico, cantor ou bailarino.

Logo no início, ouvimos a voz de Kenny Ortega conversando com Michael. Sim, super ok o diretor do show conversar com o artista, mas, para quem não sabe, Ortega é ninguém menos que o coreógrafo e diretor por trás de “High School Musical”. E, olha, não há nada mais MJ do que querer inovar e convidar o responsável por um dos maiores sucessos da Disney para dirigir suas apresentações.

Kenny Ortega no canto esquedo,  Michael Jackson e bailarinos

O documentário começa focado na seleção dos 11 bailarinos, nove homens e duas mulheres, que dividiriam o palco com Jackson, e sobre a emoção de estar ao lado daquele homem. Mais adiante, os músicos falam sobre como é trabalhar com o “Rei” e o diretor musical do espetáculo revela que é difícil conhecer ídolos pop como ele: “ele conhece todas as suas músicas, sabe todos os tons. É fácil trabalhar com ele”.

Em outro momento, Michael insiste que quer ouvir um pouquinho mais de dururunds no baixo e eles ficam ali, se acertando por alguns minutos. Quer dizer,  quantas vezes você imaginou o perfeccionismo de Michael? Agora tá aí, na telona – fora sua obsessão por pausas dramáticas, que estariam presentes em muitas das músicas.

Ao longo do filme, conhecemos o que seriam as coreografias, as versões das músicas e assistimos todos os clipes de introdução que estavam sendo preparados por Kenny e Michael – sim, cada música ganhou uma introdução em vídeo.

Antes de “They Don’t Care About Us”, que me arrepiou de uma forma surreal, entrava um clipe com os dançarinos de Michael multiplicados aos milhares, todos vestidos de robôs e fazendo aquela “batucada” nos metais do figurino. Já para a abertura em vídeo de ”Smooth Criminal”, trechos do filme “Gilda” com Rita Rayworth foram utilizados. Michael interpreta o rapaz que rouba a luva da personagem-título e foge pela cidade, enquanto a edição dá conta de misturar com perfeição as cenas originais do clássico com as filmadas para o show.

Enquanto isso, em “Thriller” o cemitério e a coreografia lindona persistiriam, mas o vídeo de abertura seria em 3D, com efeitos especiais primorosos. Durante a performance no palco, a platéia também sentiria um certo “ventinho” em suas cabeças, porque estariam pairando ali alguns fantasmas gigantes, como se saídos do telão. E não adianta explicar: tem que ver o filme para entender – sério.

CONTINUE LENDO »

Postado por loverox

Tags: , , , , , , , , , , ,

Se você é cinéfilo ou um mero aspira, com certeza sabe que existem filmes importantes. Filmes que você tem que ver para se considerar um entendedor da 7ª arte. Meia dúzia de filmes essenciais  para participar ativamente de uma conversa de bar pós filme chinês.

E aí você, encolhido no cantinho da mesa, fica sem alternativas quando te perguntam: “e agora José, que você acha do filme XXX que Fulaninho Importante dirigiu em 1900 e bolinhas?”. O que você faz, José? Logo você, leitor atento de contracapa de DVD? Você MENTE!

Quem diria que “Dirty Dancing” seria o segundo filme mais “mentido”? Johnny Castle tem o poder!

Pois foi isso que motivou a Orange, produtora do Reino Unido, a fazer uma lista com os dez filmes que as pessoas mais mentem que assistiram. Como amante do cinema e produtora, achei genial – e sei que realmente as pessoas mentem horrores quando o assunto é cinema, pelo menos na minha área. E confesso: eu não vi “O Poderoso Chefão”. Prontofalei!

Os 10 filmes que você deve duvidar quando alguém disser: “eu assisti”

1.O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola
2. Dirty Dancing, de Emile Ardolino
3. Um Sonho de Liberdade, de Frank Darabont
4. Rocky, de John G. Avildsen
5. E o Vento Levou, de Victor Fleming
6. Cidadão Kane, Orson Welles
7. Taxi Driver, de Martin Scorsese
8. A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra
9. Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese
10. Fugindo do Inferno, de John Sturges

Certo. Agora se fizessem uma lista entre alunos de comunicação, tenho certeza de que os dois do topo seriam “Laranja Mecânica” e “Pulp Fiction”. Duvida? Eu assisti e eu aposto. 8)

Fonte: Portal Virgula

ps: em todo caso, é um dos primeiros DVDs da minha lista “filmes de todos os tempos que eu tenho que ver”. E provavelmente eu vou ver sozinha, já que os meus amigos realmente assistiram esse.

ps 2: tá, mas dá um desconto. Eu vi metade da lista! E eu vi filmes de D.W.Griffith.  E eu adoro a estética do expressionismo alemão e, e…  Ok, nada justifica. Eu sei. Saco!

Related Posts with Thumbnails

Postado por loverox

Tags: , , , , , , , , ,

Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
dTwitterYoutubeFacebook

Twitter

Flickr

Visitantes



bloglovin

Página Inicial | Domínio | Perfil | Arquivos | Links | Contato

Assine o Feed | 17 Users Online

Copyright © 2010 Fake-Doll. All rights reserved.