5 coisas que o filme de “50 Tons de Cinza” pode fazer melhor que o livro

qui

Quando ninguém mais se aguentava de esperar, “50 Tons de Cinza” começou a inundar a internet com trailers chamando para o filme. Foi o campeão de views em 2014 e ninguém duvida que o longa vá levar multidões para o cinema. E acredite se quiser: já falta menos de um mês para a estreia!

Para conter a ansiedade de ver essa história que a gente ama – mas que também ama odiar – listei 5 coisas que o filme pode fazer melhor que o livro. Como sempre acreditei que esse seria um caso de adaptação melhor que o original, estou confiante na produção. Jamie Dornan, tô contigo e não abro: dia 12 de fevereiro estarei com a pipoca em mãos pra te ver! #MrGreyWillSeeYouNow

50tons

1. sem essa de deusa interior

Os diálogos internos de Anastasia Steele são até engraçados no começo do livro. “Deusa interior? haha, da hora”, mas não demora muito para querer amordaçar e dar você uns tapas na deusa interior em posição de lótus dela. Ter que ouvir narrações em off do gênero, comentando sobre ansiedade, tesão ou medo, tornaria os 120 minutos insuportáveis. Torcendo muito para a diretora ser o mais voyeur possível para contar essa história. Nada contra a voz de Dakota Johnson, que fique claro.

2. quem se importa com números?

Enquanto muitos acusam Grey de machista e Anastasia de aproveitadora, eu só consigo acusar a autora de sem noção. Como publicar um fenômeno editorial cuja protagonista passa por todo período universitário sem nenhuma experiência sexual? Isso sim é motivo de indignação, até porque homens machistas e mulheres aproveitadoras existem aos montes e sempre existirão – assim como homens aproveitadores e mulheres machistas também.

Em suas particularidades, Anastasia não precisava ser adepta da vida sadomasô. Não precisava ser experiente. Não tinha que ser manjadora dos paranauês de submissa. O que a Anastasinha precisava é ser menos, ahn… Virgem! Duvido que o longa vá mudar a criação de E.L. James a esse ponto, mas já seria fantástico se eles simplesmente não tocassem no assunto. Mostrar a personagem apenas como inexperiente já tá de bom tamanho – até porque, cof cof, toda ex-virgem sabe que dificilmente vai adorar de paixão sua primeira vez. Só com Anastasia é diferente…? Não criem essa expectativa em milhares de jovens, faz favor.

3. comer comida.

Taí um aspecto muito pouco comentado sobre o livro, mas que incomoda. Anastasia se esquece de comer frequentemente e nunca tem fome, mesmo depois de sessões extenuantes com seu parceiro, o que faz Christian ficar bravo e controlar intensamente tudo o que a fofa põe no prato. Seria um fetiche da autora por luxúria e magreza? Dispenso.

A situação é sempre muito mal explicada e o leitor nunca conclui se a personagem tem algum distúrbio alimentar, mas tá aí outro “porém” que poderia ser facilmente esquecido do roteiro do longa-metragem. Precisamos dizer às mulheres que elas vão sempre adorar sua primeira vez e que é ok nunca querer comer nada? Grande não.

4. menos orgasmos múltiplos

A ficção sempre vai acelerar o orgasmo feminino: a verdade é que não há tempo suficiente para uma história mostrar quanto tempo levou de fato para o grande “oh” chegar. E como esse trajeto varia, hein? Imagine você, lendo um livro realista, contando o caminho de Maomé até a montanha? Socorro, que tédio! E.L. James quer manter a trama apimentada e está certa em acelerar um pouco as coisas.

Acelerar e quantificar, é claro, porque todo casal recém-apaixonado transa muito, inclusive na vida real. A crítica, portanto, é quanto ao tipo de orgasmo. Depois de um certo momento, Anastasia começa a ter orgasmos múltiplos e prazeres inenarráveis mesmo onde ela nem imaginava – até porque, com tamanha inexperiência, nem dava para imaginar mesmo! Que tal uma relação bacana/sacana, mas sem a obrigação de ser sempre inesquecível?

Porque, alguém precisa dizer!, não vai ser.

5. uma tradução razoável

A tradução do livro é bastante repetitiva e, assim dizem, é também a escrita original da obra. O problema não deve se repetir no filme, já que os diálogos do roteiro são fruto de uma adaptação. Porém, seria de bom tom se as legendas esquecessem termos piegas usados na versão brasileira do livro, tal como o “enrubesço”. Não, eu nunca vou esquecer do “enrubesço”. Nunca vou esquecer porque ninguém nunca sequer ouviu essa palavra em voz alta na língua portuguesa. Não dá pra tolerar.

E se tudo isso der errado…

50tons2

– Tem Jamie Dornan! Brinks, mas tem mesmo, ué…

Se tudo der errado, a trilha sonora, pelo menos, vai salvar nossos ouvidos! Além de novas canções canções e versões feitas para a produção, alguns clássicos compõem a mistura também. A tracklist completa está arrasadora, com direito às duas Beyoncé’s que já ouvimos no trailer, Rolling Stones, Annie Lenox e Ellie Goulding.

Clica nos títulos para entrar no clima!
(a lista será atualizada conforme novas músicas forem divulgadas)

1. Annie Lennox – I Put a Spell On You
2. Laura Welsh – Undiscovered
3. The Weeknd – Earned It
4. Jessie Ware – Meet Me In the Middle
5. Ellie Goulding – Love Me Like You Do
6. Beyoncé – Haunted (Michael Diamond Remix)
7. Sia – Salted Wound
8. The Rolling Stones – Beast of Burden
9. AWOLNATION – I’m On Fire
10. Beyoncé – Crazy In Love (2014 Remix)
11. Frank Sinatra – Witchcraft
12. Vaults – Where You Belong
13. Skylar Grey – I Know You
14. Danny Elfman – Anna and Christian
15. Danny Elfman – Did That Hurt

Quem mais tá na ansiedade, levanta a mão! o/

Comentários via Facebook

2 comentários

  1. Márcio Luís

    Achei o livro interessante, mas nem taaanto como tantos disseram ser. Sei lá. Acho que foi por causa do hype. Mas que venha o filme!

    Responder

Deixe seu comentário