A minha E3 2014

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Pisei em São Paulo ontem com uma credencial a mais para a coleção e muitas lembranças na cabeça. Depois de trabalhar cobrindo a E3 2013 diretamente do conforto do estúdio, este ano fui convocada para o time que pegaria um avião para Los Angeles com o objetivo de cobrir o maior evento de games do mundo.

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A entrada do LA Convention Center e um Titã em tamanho natural para alegrar o dia

Foi divertido, foi cansativo, foi fantástico, foi só 3 horas de sono por dia, mas não foi uma semana gamer: gravando e editando por tantas horas, quase não tive tempo de entrar nas filas para conferir novidades como “Evolve” ou “Sunset Overdrive”, jogos que estão na minha lista pessoal de must play. Passei vontade sim, mas voltei com os olhos cheios e a cabeça lotada de palpites sobre o que deve bombar.

O evento acontece no Los Angeles Convention Center e divide os expositores na ala oeste e na ala sul. Um largo e longo corredor da morte liga as duas partes e quem espera os jornalistas no final é ele, o grande monstro do cansaço, que bate depois de você já ter feito o trajeto umas três vezes ao longo do dia. A sala de Imprensa tem um quê de Torre de Babel, com gente do mundo todo dividindo o espaço e eventualmente se ajudando, nem que seja para emprestar uma luz de LED para os colegas de outro país gravarem um vídeo de brincadeira (!).

Nos corredores, entre luzes malucas, estátuas gigantes e telas, muitas telas!, a mídia do mundo todo corre pra lá e pra cá entrando em salas pequenas para testes a portas fechadas ou indo a apresentações exclusivas com os produtores. Outras equipes, como a minha, correm pra lá e pra cá fazendo reportagens em vídeo e tentam editar tudo em tempo recorde para não perder o timing (de só 3 diazinhos!) do evento.

O banheiro feminino é um tanto mais vazio que o masculino. As (poucas) booth babes que ainda restam são estranhamente mais simpáticas com os rapazes – mas taí uma realidade que, todos garantem, está mudando. Grandes empresas não querem nem precisam de “bonitonas” chamando muita atenção, afinal muitas “bonitonas” já estão do outro lado também. Preferem investir no que fazem de melhor: entretenimento.

Estar ao vivo numa conferência de uma grande empresa como Sony ou Microsoft é ter uma grande aula de marketing e apresentação de produto. Cada uma ao seu estilo, seja dando um show de encher os olhos, seja entupindo o público de anúncios mais rápido do que eles conseguem tuitar a respeito. Depois, que aguentemos as torcidas discutindo “quem ganhou a E3”: título mais disputado que de Copa do Mundo e olha que não tem nenhum juíz.

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Videogames logo na segunda cedo? SIM 

Daí conheci a booth babe que virou empresária, o dono de “lan house” que virou dono de igreja-gamer-online, dois executivos da bem-sucedida rede de lojas GameStop, vários colegas do Brasil, da Argentina e dos Estados Unidos, assessores, produtores e muita gente que teve, algum dia, a sua vida transformada por algum “joguinho”. Ah! E ainda deu pra dizer pessoalmente para o Phil Spencer que eu sou uma “huge fan” de seu Xbox.

Voltei assim, com ainda mais vontade de jogar videogame.

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ps: Foram 5 vídeos capturados e editados durante a feira e gavetas que estão por vir, mas deixo aqui meu favorito, gravado logo no primeiro dia para mostrar, afinal, o que tem de mais “da hora” na E3.

 

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4 comentários

  1. Tati Lopatiuk

    Que demais! Deve ser incrível estar em evento assim. Parabéns, Fê. Sempre mandando muito bem! <3

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  2. Emerson

    Que bacana! Queria estar lá! Quem sabe um dia…
    Parabéns!

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  3. Bruno Portella

    Parabéns, Fê! Você merece, mas ficou faltando o link pra cobertura completa. O vídeo linkado é realmente excelente!

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