Montadores de quebra-cabeças de apartamento.

seg

Um pequeno ensaio-desabafo sobre a vocação, ou a falta de, da nossa geração. 

sitting, waiting, wishing.

dei motivos para todo mundo dar play na série “Girls”, mas faltou um: o quanto ela faz pensar. No season finale foram tantas coisas que quase me senti constrangida por ser tão representada numa série de TV. Me senti contrangida pela exposição até da própria autora – coisa boba, afinal quem diz que a gente só escreve sobre coisas pelas quais a gente passou? Pois eu vou escrever sobre uma coisa minha, e não tem problema se você não sabe nada sobre a série.

A gente geralmente só entende e compreende o que tinha quando perde, mas e quando o que você tem nas mãos é apenas uma oportunidade, uma possibilidade, um “e se”? Assim como a personagem da televisão e como 99% das pessoas que conheço, só paro pra pensar a respeito quando vejo casos de sucesso ao meu lado e me questiono o que eu fiquei fazendo para não agarrar as oportunidades que me apareceram com força. Ou pior, e quando você não enxerga absolutamente nada como uma oportunidade? Estaria você amaldiçoada? O mundo não te quer feliz? Puxa, coitada, que dó. Bem, é essa a questão.

Quando temos possibilidades na mão, ainda não temos um “não” propriamente dito. Temos portas e janelas que podem até se fechar com a brisa, mas podem se escancarar com uma mudança no tempo. Mesmo sabendo disso, o medo de se arriscar às vezes é tão grande que começa a se tornar medo do fracasso sem nem ao menos ter tentado.

Vamos supor que você saiba qual é seu maior desejo e que ele seja se tornar um montador de quebra-cabeças profissional. Por mais que no seu “íntimo” você tente levar essa paixão em paralelo, o mínimo ato de praticar montar quebra-cabeças por diversão pode se tornar a expressão do seu insucesso. Afinal, na sua cabeça você poderia estar montanbdo quebra-cabeças no torneio internacional de Viena e não no chão da sala do seu apartamento, depois de ter feito hora extra no trabalho. A simples ação de pegar a caixa do quebra-cabeças amontoada num canto escondido do seu armário já aponta na sua cara o quão inútil você é por não estar montando quebra-cabeças em outro país, como sempre quis ou imaginou que seria quando estivesse com uma certa idade.

Quem já ouviu que precisa trabalhar no marketing pessoal mais de uma vez se vê encalacrado num beco sem saída, pois nunca há um olheiro de montador de quebra-cabeças dando sopa na rua, especialmente se você tiver abandonado aquele seu hobbie de montar quebra-cabeças em praça pública. Dentro de seu apartamento, quem vai te encontrar? E será que alguém tem que te encontrar? Será que não é uma expectativa besta fazer algo para ser encontrado ao invés de dar uma mãozinha pra si mesmo? …

Enquanto isso, você aprende a se dar prazer. Você se mima todo para encobrir essa sensação de grande fracasso ambulante, de casca de ferida cheia de pus prestes a explodir. Você faz um day spa, redecora a casa, troca o sofá de lugar todo mês e faz questão de se dar pequenos & grandes mimos. Compras, viagens, e aquela academia cara que você paga e nunca tem vontade de ir, afinal que vontade você tem, não é mesmo?

Só que olha, não é por mal. No fundo a gente pensa: “se eu não fizer isso por mim, quem mais vai fazer?” – e lá se vão algumas realidade$$ gastas num investimento sem retorno. Daí a ironia é bem grande quando pinga no seu e-mail uma divulgação sobre um workshop com “o melhor montador de quebra-cabeças do mundo” e você simplesmente não tem dinheiro para ir, ou forças para ir, já que está gastando todo o seu tempo com auto-bajulação e se distraindo do medo e do fracasso constante que sente por simplesmente não conseguir nem tentar.

Taí um desabafo, daqueles bem difíceis de serem feitos, já que a maioria das pessoas que o ouve faz questão de dizer: “tenha coragem e vá! Você pode, você consegue” e qualquer outra babaquice otimista. Isso a gente já sabe, eu já sei. A questão aqui é simplesmente não ter coragem. Não acreditar. Quando a gente tem a impressão de que algo já deveria ter caído em nosso colo faz tempo, é mais difícil ainda admitir que o problema pode ser apenas você. Ao mesmo tempo que pode ser fácil de resolver, pode custar simplesmente uma vida inteira frustrada.

Como sempre, sou guiada pelo desejo de compartilhar e de ajudar, pois acho que fui ajudada, ou jamais estaria aqui escrevendo. Se Lena Dunham foi lá, lançou um filme e depois convenceu os produtores da HBO que merecia uma série e sua mensagem chegou até aqui, na minha porta, talvez escrever este texto também possa fazer algo por alguém.

Como já ouvi em minha falecida análise, “você tem sido assim, pode passar a ser diferente”. Talvez.

ps: mais ou menos sobre o tema, mas numa perspectiva um pouco mais otimista e “trabalhista”, vale dar o play nesse estudo da Box 1824.

Comentários via Facebook

32 comentários

  1. Janaina

    Caramba, que leitura incrível! Venho pensando muito nessa mesmíssima questão, eu me vi claramente como o montador de quebra cabeças da história. Mas porque é tão importante que vc seja montador profissional? Porque o simples ato de exercer aquilo que vc gosta sem pretensão nao é o suficiente pra dar a sensação de sucesso e vida completa? E eu quero dar um soco na pessoa que fica com essas frases estilo minutos de sabedoria. Ah se fosse fácil assim…

    *Vi que vc comprou o livro O Poder dos Quietos. Eu li e amei, já que sou uma introvertida frustrada (porque eu queria muito ser extrovertida). Meio que me aceitei.

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Janaina on 25/06/2012 at 11:13 am said:

      Caramba, que leitura incrível! Venho pensando muito nessa mesmíssima questão, eu me vi claramente como o montador de quebra cabeças da história. Mas porque é tão importante que vc seja montador profissional? Porque o simples ato de exercer aquilo que vc gosta sem pretensão nao é o suficiente pra dar a sensação de sucesso e vida completa? E eu quero dar um soco na pessoa que fica com essas frases estilo minutos de sabedoria. Ah se fosse fácil assim…

      *Vi que vc comprou o livro O Poder dos Quietos. Eu li e amei, já que sou uma introvertida frustrada (porque eu queria muito ser extrovertida). Meio que me aceitei.

      Jana, eu acho essa uma excelente questão: por que não levar algo como um hobbie se não condiz com seu trabalho? Pois é, as pessoas lidavam desta forma com esta questão há algum tempo atrás. Nossa geração, no entanto, aprendeu que deve trabalhar com o que ama e amar sua profissão acima de tudo, nem que precise fazer 5 faculdades até se encontrar. Ao mesmo tempo em que antes as possibilidades limitadas eram um problema, o fato de se poder fazer o quiser hoje em dia cria graves problemas, afinal parece que todo mundo está apaixonado pelo que faz e só você que não. Você está errado, você não tem coragem de ir atrás do que ama, você é fracassado e etc. Você tem um ponto muito importante aí, porém alguns hobbies realmente batem de frente com alguns ofícios, fora a falta de tempo. A gente não tem tempo e não arranja tempo nem para o que gosta, porque tem que descansar e ter vida social também. Complicado.

      Sobre o livro, eu sempre me considerei uma introvertida tímida ou uma introvertida pseudo-extrovertida. Falo com o mundo todo quando é necessário, mas geralmente sou daquelas que dá o mundo para não ter que ir obrigada a algum lugar, ter que manter conversa de elevador em festa e por aí vai. É tão mais tranquilo quando não preciso ficar interagindo com um grupo sem fim de pessoas… rsrs O que mais mexeu comigo foi a questão que ela disse do “marketing pessoal” e da organização da sociedade. Já me senti impelida a **socializar** para fazer contatos N vezes e simplesmente nem sei como fazer isso. O livro toca nesse tema também? Conta mais! hahaha <3

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  2. Rafael Venturelli

    Cho-rei

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  3. Bia Saltarelli

    Fê,
    AMEI!!!!!!!!!
    Assim, tô até meio sem saber o que dizer porque é exatamente o que está acontecendo comigo!
    Desde nova, antes de fazer faculdade e tal, eu tenho um desejo de mudar pra SP e aí até hoje não consegui.
    Só que agora ao invés de culpar o mundo e pensar que a oportunidade não aparece eu mesma tô tentando criá-la! =)
    Adorei mesmo, ajudou muito!
    Bjos!

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Bia Saltarelli on 25/06/2012 at 11:47 am said:

      Fê,
      AMEI!!!!!!!!!
      Assim, tô até meio sem saber o que dizer porque é exatamente o que está acontecendo comigo!
      Desde nova, antes de fazer faculdade e tal, eu tenho um desejo de mudar pra SP e aí até hoje não consegui.
      Só que agora ao invés de culpar o mundo e pensar que a oportunidade não aparece eu mesma tô tentando criá-la! =)
      Adorei mesmo, ajudou muito!
      Bjos!

      É o jeito, né Bia? A gente sempre tem mania de achar que as coisas caem no colo dos outros e se pergunta por que não caem no colo da gente. Não é bem por aí e se considerar um fracasso também não é saída. Tomara que você construa suas oportunidades, tente e consiga. Enjoy the ride!!

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  4. Janaina

    Tem essa ainda, né?! Eu só ouço falar de pessoas felizes, realizadas no trabalho, tudo sempre muito perfeito. Nem sempre é verdade, aliás, na maioria das vezes não é. Da dúvida e da insatisfação ninguém fala. Eu queria cursar Artes e viver disso, talvez em Paris trabalhando em um museu famoso, e às vezes eu me pergunto “e agora, por onde eu começo? Como as pessoas que fazem isso foram parar lá? Que oportunidade eles tiveram que eu não tive?”. Como é um sonho esquisito, eu apenas me cerco disso, do que gosto, mas até pouco tempo trabalhava em um banco, afinal, preciso pagar minhas contas, e obviamente não estava satisfeita. Ao mesmo tempo em que reprovo conselhos do tipo “vai atrás!” como se dependesse só disso, eu também não gosto de culpar o mundo e às vezes acho que, sim, pode haver uma grande virada, um primeiro passo que deve vir de mim. Acho que ser o montador de quebra cabeças profissional é de fato diferente de ser o montador que tem essa atividade como hobby.

    Quanto ao livro, ela foca mais na idéia de desmanchar esse conceito de que o extrovertido, aquele se comunica bem com todo mundo e tem uma vida social agitada, é mais bem sucedido e bem visto. Ela é introvertida e conta que precisou fazer muitas entrevistas para divulgar o livro e que ela teve que esconder o lado introvertido e só conseguiu porque a motivação era grande, o livro era um projeto pessoal de muito valor para ela. Mas eu te entendo tanto, sou igualzinha, toda vez que eu sou obrigada a socializar quando eu não quero, eu chego em casa louca para ficar sozinha ou perto de gente que me conhece bem. Eu espero que você curta muito a leitura, depois conta pra gente o que achou.

    Desculpe pelo texto gigante e parabéns por esse espaço, é tão gostoso achar um blog de verdade, com opinião e personalidade. <3

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  5. Fê Marconi

    “parabéns por esse espaço, é tão gostoso achar um blog de verdade, com opinião e personalidade.” Faço minhas as palavras da Janaína. Fê, gosto MUITO do seu blog (e twitter), acho que vc é das poucas que não tem medo de dar sua opinião, discutir, discordar e PENSAR. Gosto de gnt assim.

    Bjos

    PS: Vou tentar comentar mais.

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  6. Julia

    achei seu blog super sem querer, e parecia que era eu falando nesse texto!
    nunca achei ninguem que entendesse tão bem isso!
    parabéns pelo texto e pela vontade de ajudar!
    Obrigada!=)

    Responder
  7. Bárbara Patriota

    Eu vi esse video uns dias atrás, no site ‘casal sem vergonha’ e comecei a refletir sobre a minha frustração para com minha vida neste momento.
    Essa questão de todo mundo buscar fazer o que gosta, e eu estar enfiada num curso que não tem nada a ver cmg, as vésperas de me formar me fez entrar no dilema: vou atrás de fazer faculdade que acredito que ter mais a ver cmg e tentar viver disso, ou me formo, tiro OAB, arranjo um emprego e coloco minha paixão por design em segundo plano??
    É como você disse, essas anseios sempre estam ali com você e a maioria das vezes tentamos apenas esquecê-los, nos damos mimos e mais mimos para tentar desviar a nossa atenção da verdadeira raiz do problema.
    Amei o texto, em vários níveis tem a ver com o que estou passando agora. Com certeza me deu mais assunto pra refletir sobre minha vida, ou seja, obrigado pela ajuda!!
    PS:Estava com saudades desses tipos de textos por aqui. Aquele tipo de texto que mesmo depois da pessoa sair do blog, ainda passavam o resto do dia na minha cabeça hahaha (:

    Beeeeijos ;**

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Bárbara Patriota on 25/06/2012 at 6:56 pm said:

      Eu vi esse video uns dias atrás, no site ‘casal sem vergonha’ e comecei a refletir sobre a minha frustração para com minha vida neste momento.
      Essa questão de todo mundo buscar fazer o que gosta, e eu estar enfiada num curso que não tem nada a ver cmg, as vésperas de me formar me fez entrar no dilema: vou atrás de fazer faculdade que acredito que ter mais a ver cmg e tentar viver disso, ou me formo, tiro OAB, arranjo um emprego e coloco minha paixão por design em segundo plano??
      É como você disse, essas anseios sempre estam ali com você e a maioria das vezes tentamos apenas esquecê-los, nos damos mimos e mais mimos para tentar desviar a nossa atenção da verdadeira raiz do problema.
      Amei o texto, em vários níveis tem a ver com o que estou passando agora. Com certeza me deu mais assunto pra refletir sobre minha vida, ou seja, obrigado pela ajuda!!
      PS:Estava com saudades desses tipos de textos por aqui. Aquele tipo de texto que mesmo depois da pessoa sair do blog, ainda passavam o resto do dia na minha cabeça hahaha (:

      Beeeeijos ;**

      Poxa, fico feliz em ajudar, Babi. Minha situação é bem parecida, com a diferença de que tenho a “sorte” das duas áreas estarem mais próximas. Coloco sorte entre aspas porque isso ajuda, mas também dificulta muito, é como se você estivesse eternamente a um passo de conseguir coisa X, mas ela nunca vem. Complicado. :/

      Fico feliz que você curte os textos do blog assim! :) Todos eles aparecem na tag “comportamento”: http://fake-doll.com/tag/comportamento/ (tem coisas diferentes, mas dá pra ir passando e relembrando!). ;D

      Responder
  8. Bárbara Patriota

    É também tem essa questão de quando você já está fazendo o que gosta, mas as oportunidades ou coisas que almeja nunca chegam para você =/

    Com certeza nas minhas férias *que ainda não chegaram ¬¬* vou reler esses textos, tou sentindo que esse mês de julho vai ser o mês da reflexão hahaha

    Beijos ;***

    Responder
  9. Fernanda

    Eu amo Girls exatamente por isso, porque faz a gente enxergar e não ter mais tanta vergonha de admitir certas coisas em nós mesmas que geralmente são motivo de julgamento por aí (a cena da Marnie na pior vendo fotos do ex no facebook, por exemplo, genial). E ver a Hannah na série faz refletir tanto que até dói. Ver ela se autossabotando sem perceber, ver ela se ferrando simplesmente por não saber direito comolidar é uma coisa tão real que ficou até difícil de acreditar quando eu li uma entrevista da Lena Dunham falando que a coisa mais complicada de Girls é colocar realidade dentro da série. Concordo com tudo que você escreveu, especialmente com essa parte:” Quando a gente tem a impressão de que algo já deveria ter caído em nosso colo faz tempo, é mais difícil ainda admitir que o problema pode ser apenas você. Ao mesmo tempo que pode ser fácil de resolver, pode custar simplesmente uma vida inteira frustrada.”. Acho que a Hannah ainda tá pastando na vida dela, mas pelo menos tá tendo sucesso absoluto em relação àquela quote do episódio piloto: “I think that I may be the voice of my generation. Or at least a voice of a generation” ;P

    Responder
  10. Juliana

    Nossa, esse texto me fez pensar de um jeito que eu nem gosto de parar pra pensar. Ultimamente não suporto mais ficar pensando e pensando sobre o que teria sido e o que ainda pode ser, porque fico mais confusa e chaateada ainda.
    No meu momento, acho que o pior questionamento é: “O que eu amo, afinal de contas? Será que eu realmente gosto de verdade de alguma coisa nessa vida?”.
    Sim, porque tou formada num curso muito bonito, que todos os meus colegas de profissão amam de paixão, mas eu não, passando por empregos que não me deixam satisfeita e sempre com a sensação de “eu sei que eu poderia ser muuuuuuuito melhor em outra coisa”. E aí eu até sei a coisa, mas ela não me dá o retorno financeiro que eu quero (ué, mas minha formação atual também não) e eu não posso parar minha vida e começar outra faculdade agora, já que eu tenho que trabalhar e me sustentar. E aí vira um ciclo de insatisfação.
    Isso foi um desabafo chato e frustrado, eu sei, mas realmente teu texto me fez pensar um bocado e ficar me sentindo ainda mais confusa com minhas escolhas.

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Juliana on 26/06/2012 at 1:01 am said:

      Nossa, esse texto me fez pensar de um jeito que eu nem gosto de parar pra pensar. Ultimamente não suporto mais ficar pensando e pensando sobre o que teria sido e o que ainda pode ser, porque fico mais confusa e chaateada ainda.
      No meu momento, acho que o pior questionamento é: “O que eu amo, afinal de contas? Será que eu realmente gosto de verdade de alguma coisa nessa vida?”.
      Sim, porque tou formada num curso muito bonito, que todos os meus colegas de profissão amam de paixão, mas eu não, passando por empregos que não me deixam satisfeita e sempre com a sensação de “eu sei que eu poderia ser muuuuuuuito melhor em outra coisa”. E aí eu até sei a coisa, mas ela não me dá o retorno financeiro que eu quero (ué, mas minha formação atual também não) e eu não posso parar minha vida e começar outra faculdade agora, já que eu tenho que trabalhar e me sustentar. E aí vira um ciclo de insatisfação.
      Isso foi um desabafo chato e frustrado, eu sei, mas realmente teu texto me fez pensar um bocado e ficar me sentindo ainda mais confusa com minhas escolhas.

      Puxa, Ju, peço desculpas. Mas olha, se te consola: também fiquei meio de bode durante o dia depois de ter escrito. Não sei bem explicar, mas basicamente é como aquele dia na terapia em que você fala, fala, fala um monte, sai com as feridas todas abertas e não decidiu muito bem o que vai fazer com aquilo. Adoraria ter uma conclusão melhor pro texto, talvez ajudasse.

      Responder
  11. Ale Ferreira

    Fezinha…

    Eu nem sei o que dizer, acho que esse texto puxou pra fora minha covardia de não ter cismado e feito Astronomia, tô de bico no trabalho, odiando o ppt agora.

    Acho que acontece com todo mundo em alguma parte da vida, né? Queria poder te ajudar nos seus sonhos, pq vc realmente merece muito alcançar todos eles.

    Vou ver a série hahahaha.

    Beijos e saudades,
    Ale

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Ale Ferreira on 26/06/2012 at 7:27 am said:

      Fezinha…

      Eu nem sei o que dizer, acho que esse texto puxou pra fora minha covardia de não ter cismado e feito Astronomia, tô de bico no trabalho, odiando o ppt agora.

      Acho que acontece com todo mundo em alguma parte da vida, né? Queria poder te ajudar nos seus sonhos, pq vc realmente merece muito alcançar todos eles.

      Vou ver a série hahahaha.

      Beijos e saudades,
      Ale

      Acho que sim, alê. A gente tem tantas opções hoje que se vê sem foco, certeza que há umas gerações passadas as pessoas só tinham a opção de amar o que fazem e FINITO. Ter liberdade é ótimo, mas também pode ser “ruim”.

      Depois me conta o que achou da série!
      BEIJONSSSSS saudades!

      Responder
  12. Isabella Elias

    Eu venho pensando muito nessas coisas. Vou começar projeto da faculdade e nem fiz estágio ainda, trabalhando em uma área totalmente diferente da que eu curso. E é exatamente isso que acontece, saber que você precisa fazer algo e simplesmente não fazer, as vezes com medo de falhar, ou só preguiça. Eu vejo Girls desde que vi seu primeiro post sobre a série, fiquei muito viciada pq não tem como não se identificar nesse fase da vida. E o vídeo do BOX1824 define esses anseios da geração. é olhar saber a solução e não sair do lugar.
    Esse seu texto foi ótimo, dá pra ver que concordo com tudo o que você disse :)
    Gosto muito do seu blog. (não sei se acrescentei algo, mas é bom apoiar, desabafar) bjs!

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Isabella Elias on 26/06/2012 at 5:37 pm said:

      Eu venho pensando muito nessas coisas. Vou começar projeto da faculdade e nem fiz estágio ainda, trabalhando em uma área totalmente diferente da que eu curso. E é exatamente isso que acontece, saber que você precisa fazer algo e simplesmente não fazer, as vezes com medo de falhar, ou só preguiça. Eu vejo Girls desde que vi seu primeiro post sobre a série, fiquei muito viciada pq não tem como não se identificar nesse fase da vida. E o vídeo do BOX1824 define esses anseios da geração. é olhar saber a solução e não sair do lugar.
      Esse seu texto foi ótimo, dá pra ver que concordo com tudo o que você disse :)
      Gosto muito do seu blog. (não sei se acrescentei algo, mas é bom apoiar, desabafar) bjs!

      Oi Isa! <3 Que bom que você curte e está acompanhando também, ainda vamos trocar muitas figurinhas por aqui, afinal cada episódio rende uma discussão diferente. Tenho certeza que ainda vou falar mais coisas (não só da série, mas aproveitando o gancho!).

      Responder
  13. karen

    Ai vc le o texto e parece que vc ficou 5 anos na analista apanhando.

    Responder
  14. carla profeta

    Adorei o texto! adorei os coments e as respostas dadas tb!

    super me identifico com essa situação….e to nessas neuras de fiz 26 anos e ainda n to realizada profissionalmente…..

    mas digo q ler o post me deu coragem de continuar com um projeto q tava cozinhando!! por simples medo de n ser bem sucedido…

    valeu fe, bjao

    Responder
  15. Renata Della Nina

    Fê!
    Tô procurando essa série há muito tempo e não encontro para baixar! Como você vê??
    Parabéns pelo texto!
    Você sabe que seu blog tá nos meus favoritos né? rs
    Um beijo!!!

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Renata Della Nina on 29/06/2012 at 12:03 pm said:

      Fê!
      Tô procurando essa série há muito tempo e não encontro para baixar! Como você vê??
      Parabéns pelo texto!
      Você sabe que seu blog tá nos meus favoritos né? rs
      Um beijo!!!

      Eu pego pelo torrent mesmo, rê! rs Lá pego em boa quallidade, mas vi que tem uns sites que disponibilizam tb em RMVB: http://downloadseries.org/girls-1a-temporada-avi-rmvb-legendado/ :)

      E obrigado, rê! :) Fico felizona quando você passa por aqui!! <3

      Responder
  16. marina bonafé

    Comecei a assistir Girls e to encantada com a maneira crua e sensível que a série mostra o dia-a-dia da nossa geração. Adorei o texto, nos faz pensar, assim como a série, o que é que queremos conquistar de verdade e para onde estamos indo.

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      marina bonafé on 29/06/2012 at 10:01 pm said:

      Comecei a assistir Girls e to encantada com a maneira crua e sensível que a série mostra o dia-a-dia da nossa geração. Adorei o texto, nos faz pensar, assim como a série, o que é que queremos conquistar de verdade e para onde estamos indo.

      A série é ótima, com certeza ainda vou pegar mais uns ganchos pra escrever. É dar o play, terminar de ver e continuar pensando, mesmo sem ser pesado, é profundo. Acho que é por isso que é tão bacana!

      Responder
  17. Vicky

    Adorei o texto! É um daqueles que fica martelando na nossa cabeça o dia todo depois que a gente lê, né?
    Me sinto exatamente assim, e quase consegui me enxergar no lugar do montador de quebra-cabeça.
    Todo esse discurso de correr atrás do sonho é muito bonito, mas… não passa de bobagem. Quero dizer, é fácil perseguir o sonho quando ele está ali na esquina, mas o que fazer quando ele está do outro lado do oceano? O que a gente faz com um sonho que além de caro e distante, dá um futuro incerto? O que a gente pode fazer quando a vontade de fazer o que você ama vai te corroendo a cada dia, porque você simplesmente NÃO TEM COMO fazer aquilo? Complicada a vida.

    Responder
    1. Fernanda Pineda

      Vicky on 30/06/2012 at 8:05 pm said:

      Adorei o texto! É um daqueles que fica martelando na nossa cabeça o dia todo depois que a gente lê, né?
      Me sinto exatamente assim, e quase consegui me enxergar no lugar do montador de quebra-cabeça.
      Todo esse discurso de correr atrás do sonho é muito bonito, mas… não passa de bobagem. Quero dizer, é fácil perseguir o sonho quando ele está ali na esquina, mas o que fazer quando ele está do outro lado do oceano? O que a gente faz com um sonho que além de caro e distante, dá um futuro incerto? O que a gente pode fazer quando a vontade de fazer o que você ama vai te corroendo a cada dia, porque você simplesmente NÃO TEM COMO fazer aquilo? Complicada a vida.

      Vicky, é complicado mesmo. Mas eu acho engraçado como há umas gerações atrás as pessoas eram simplesmente obrigadas a amar o que fazem e pronto. hoje temos tanta liberdade que ficamos sem foco. Muitos de nós cresceram indo pra balé, inglês, cursinho de esporte, aula de música… Abrem-se tantas portas e todas elas ficam abertas. Liberdade é ótimo, mas também pode te aprisionar num ciclo sem fim de escolhas. É complicado – MESMO. :/

      Obrigada pelo seu comentário!!

      Beijão e espero vê-la mais vezes por aqui.

      Responder
  18. Clarice

    Amei, simplesmente.
    E gostei mais ainda de saber o tanto de gente que está na mesma situação que eu. A gente sempre acha que está só, não é?
    Faço medicina, mas moda é uma paixão antiga.
    Extremos totais. É querer trocar a profissão mais segura por aquela em que a chance de não dar certo é enorme, ainda mais nos tempos atuais em que todo mundo que escreve ou lê um blog se acha profundo conhecedor do assunto.
    Me identifiquei muito com o comentário da Juliana também, quando ela falou de estar em um “curso muito bonito, que todos os meus colegas de profissão amam de paixão, mas eu não”. Faz eu me sentir ainda mais culpada, o que é que há de errado comigo e por que eu não posso gostar do que todo mundo gosta?
    Aí eu me lembro que tenho plantão amanhã e vou tentar dormir, tentando esquecer a sensação de que eu seria bem melhor em outra coisa.

    Responder
  19. Raquel

    E eu achando que só eu sofria disso. rs
    De chegar a pensar: “Pq a oportunidade chega pra todo mundo, menos pra mim?”
    E é mesmo aqueles textos de ficar refletindo o dia todo sobre.
    Parabéns, ÓTIMO texto “ensaio-desafabo”, como vc citou no começo.

    Responder
  20. Ana Rita

    Exatamente =) Obrigada pelo texto!!!
    Por isso continuo a entrar sempre, mesmo sem comentar, por essas surpresas em forma de texto.. =D

    Responder
  21. Fernanda

    Mais uma montadora de quebra-cabeça bate a porta. Tenho pensado muito nisso, em assumir as responsabilidades e consequências das próprias escolhas. Essa cobrança ridícula por talento, vocação, como se todos tivessemos a obrigação de sermos sempre os melhores. Nem todos seremos gênios, nem todos seremos famosos. Nem sempre paixão é vocação real. E existem hobbies que são somente isso – hobbies. Escolher e assumir isso também exige coragem, e diferenciar uma coisa da outra sabedoria. Hoje vejo que sou feliz sim onde estou, mas deixei muita coisa que queria fazer para trás, e estou tentando retomar o tempo perdido com distrações. Vamos ver se ainda dá tempo.
    Mega comentário confissão.

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