Arquivo: February, 2011


Deborah Secco virando “a surfistinha”

Eu conheci a então chamada Bruna através de seu blog. Não sei quem me passou ou se eu achei sozinha no meio dos destaques do Blogger, mas o fato é que eu li sim o diário online da Bruna Surfistinha.

Não tinha essa história de feed na época, a conexão era discada e eu, adolescente, entrei lá várias vezes para ler o conto de fadas que ela mesma fazia de sua vida como garota de programa. Era divertido, porque vinha com uma meia dúzia de verdades engraçadinhas, mas era também um tanto quanto mórbido.

Fui à coletiva de imprensa do filme “Bruna Surfistinha” na semana passada e, apenas de ouvir os atores falarem, percebi que dava para esperar algo no mínimo razoável, dada à preparação de elenco primorosa de Sergio Penna + uma história que também é, pelo menos, curiosa. Quer dizer, nossa “Uma Linda Mulher” é muito mais tapa de realidade do que Julia Roberts de over knee boots.

Chegando à sessão lotadaça do Shopping Iguatemi, tomei meu assento e não precisou de muito para ver que, realmente, Marcus Baldini tinha dirigido um filme de ator.

Deborah e o diretor, Marcus Baldini

Deborah Secco leva o filme como Bruna e Raquel, sim. Não porque o filme seja tecnicamente ruim, mas porque o roteiro assim o quis. Aliás, tecnicamente o filme não é bom, é ótimo: a trilha é boa e está lá emocionando no momento certo, a luz ou é bonita ou faz peles desnudas parecerem mais bonitas do que são e a direção de arte também é caprichada, não tenho do que reclamar.

Como conheci minimamente a história de Bruna/Raquel, não pelo livro, mas pelo blog e por entrevistas que ela deu pós-livro, percebi as adaptações feitas, mas não entendi a maioria. Exemplo? Raquel era adotada e tinha duas irmãs. No filme, ela é adotada e tem um irmão bem mais velho, este que faz questão de rejeitá-la em tempo integral e de ir até o inferninho em que ela se meteu para cuspir o nome de sua profissão.

Entendo perfeitamente a alteração: o fato dela ser amada por sua família e por suas duas irmãs não explica de maneira óbvia ela querer procurar o “caminho fácil”, mas com a adaptação feita, o irmão grosseiro ajuda bastante a construir uma Bruna prostituta mais verossímil, mas bem longe da original.

Pena que, infelizmente, o grande motivo para a existência deste irmão tenha ido por água abaixo. A justificativa para a adaptação na história é a cena em que ele “desmascara” a irmã, mas a sequência é uma grandessíssima porcaria, falando sinceramente. Não por ela, mas por ele, pelo ator que deixou tanto a desejar com uma cena dessas de presente.

Deborah fica rendida frente à câmera e ali está o pior momento dela, não por ter recebido uma cena dura, mas por ter recebido um parceiro incrivelmente ruim. E, olha, só topei fazer este spoiler pois a cena me deu vergonha alheia gigantesca.

Bruna Surfistinha e as colegas de trabalho

Falando nisso, Deborah Secco é inquestionável e surpreende. A loira cumpriu à risca o que deveria ser feito, perdeu o glamour, ficou nua em diversas cenas e só não mostrou tudo de frente porque aí o filme corria o risco de virar outra coisa. Provavelmente começa agora uma nova fase para ela e um cachê milionário na “Playboy” está à espera, se ela aceitar.

Vale a pena ver o filme prestando bastante atenção no roteiro, especialmente quando é uma história que pelo menos 250 mil brasileiros que leram o livro conhecem. Com tanta informação disponível de sua protagonista, a trama poderia ter sido diferente e ter se aprofundado em alguns temas interessantes, como o fato de Raquel ser adotada, seu período de indecisão até ela resolver fugir de casa e decidir ser prostituta, e também sua sede de fama absurda no período do auge.

“Bruna Surfistinha” não é memorável, mas é uma boa diversão, um bom filme. Tem cenas pesadas, tem sim senhor. Mas é a trama padrão do herói e, se a heroína é uma garota de programa que tentou resolver seus problemas de aceitação transando por dinheiro e não dando dinheiro no divã, podemos esperar que suas provações sejam o nojo, o suor, o sangue e o pó – não um outro obstáculo qualquer.

.

ps: para quem quiser ver, está aqui a matéria com entrevistas exclusivas que fiz com os atores (inclusive a Deborah) e com o diretor Marcus Baldini para a TV UOL.

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , , , ,

James Franco e Anne Hathaway apresentando o Oscar 2011

Apesar de Anne Hathaway ser fofa e esforçada para divertir, James Franco estava mais parado que a estatueda do Oscar e sentimos falta de uma pessoa um pouquinho mais divertida para jogar com Anne. E olha que opções não faltavam, não é? Justin Timberlake, Jude Law, Robert Downey Jr. e  Jake Gylenhaal poderiam ter sido opções melhores, quem sabe.

Como a dupla certamente não foi memorável no quesito humor, creio que um dos momentos mais hilários do Oscar foi a transformação de vários filmes em musicais. A melhor versão? Certamente a musiquinha feita com “Eclipse”, da saga “Crepúsculo”:
.


.

Participação hilária para uma série que só ganha prêmios “pra valer” no MTV Movie Awards, né? 8)

.

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , , , , , , ,

antes muito, muito tarde do que nunca. Os dias andam absurdamente corridos e minha internet absurdamente ruim, então imagina no que dá, né? Mas vamos lá! Para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui.

.
ASTOR BAR

@astor bar

fachada do bar

Na longínqua outra semana, Rafa e eu deixamos para decidir jantar fora bem tarde. Sem ideia de onde ir, procuramos lugares que nunca tínhamos ido e optamos pelo My Ny Bar, que era promessa de um petisquinho interessante + drinks gostosos. O fato é que ao chegar no local, “coxinha” até a última ponta, Rafael não pôde entrar por estar de bermuda.

Não, ele não estava de bermuda surf, mal arrumado, ou qualquer coisa do gênero. Estava apenas aproveitando o calor para usar uma bermuda saruel e foi barrado no estabelecimento. Bom, preciso nem dizer que não volto nunca mais, né? Sendo assim, migramos para o Astor Bar na Vila Madalena.

@astor bar

picadinho sem horário e bar sem censura

Eu já tinha passado em frente ao Astor várias vezes e foi uma surpresa muito boa finalmente ter entrado. O Rafa já tinha ido lá antes, mas nunca para comer, então aproveitamos para abusar da gordice e pedimos o famoso picadinho da casa – simplesmente perfeito!

Para quem curte comer uma coisinha e tomar um chopp, o lugar é ideal e bem bonito, imitando decoração de bar antigo. Para quem quer um lounge e drinks mais elaborados, é só descer para o andar de baixo, o Sub Astor, e aproveitar. Gostei e recomendo!

.

CABELO NOVO E RETRÔ HAIR


Retrô Hair

Muita gente já havia feito propaganda do Retrô Hair para mim e eu estava hesitando sei lá porque cargas d’água. Numa quarta-feira de fúria observei o lixo que meu cabelo estava (ao menos para mim) e marquei um corte com o Edu para quinta.

Cheguei lá, fui atendida rapidamente, ganhei massagem depois de lavar os cabelos na poltrona mais confortável de salão que eu já sentei (juro, você fica quase deitadinha!) e fui para o abate. Edu, super fofo, conversou comigo um século até erguer a tesoura e definirmos juntos o que seria ideal.

Eu não tinha muita certeza se deveria cortar franja de novo, mas ele acertou na mosca e conseguiu deixar meu cabelo com um ar mais moderno sem ficar ralo ou volumoso demais – fora que a franjinha ficou ótima e o shape combinou com o formato do meu rosto e não me “achatou”!

Saí de lá feliz e contente com o profissional, com o preço, com o ambiente, com o estacionamento grátis e com a cervejinha gelada que tomei enquanto meu cabelo era cuidado! ;)

.

LCD SOUNDSYSTEM

@no mondays - lcd soundsystem

Rafa e eu

Logo depois de cortar o cabelo, a prova de fogo: se jogar na pista ao som do último show do LCD Soundsystem no Brasil – e no mundo. A banda tocou emocionada e se despediu dos fãs brasileiros de maneira caprichada.

A minha franja suou, pulou e saiu do lugar, mas nada que tenha feito eu me esconder das fotografias, o que é excelente!

@no mondays - lcd soundsystem

Aliás, já deixo a dica para as franjinhas de plantão: usem o gel Velvet da linha Urban da Redken. Segura aquela escovinha na franja o dia todo e não deixa os fios pesados. O produto é ótimo e posso até falar mais dele aqui. Para quem me segue no Twitter,  @loverox, esse é o produto “mágico” para franjas que eu andei citando e que a Claudinha Stoco já recomendou também.

.

BAR BARÃO DE ITARARÉ

bloody mary

Com uma súbita vontade de tomar bloody mary, perguntei no Twitter onde eu poderia encontrar um bom exemplar do drink e  a @echtliebe me recomendou o Barão Itararé, bar fofinho na região da Augusta.

As bebidas estavam realmente excelentes e o ambiente arrumadinho – e novo – me surpreendeu positivamente, além do cardápio ter preços bem justos. De final de semana tem uma jazz band por lá e dizem que o clima fica bem gostoso, já quero voltar para conhecer! 8)

.

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

o quarteto britânico Wilder

Nunca tive problemas em admitir que muitos cantores só fazem sucesso porque tem um visual ou um corpo interessante, ou então que alguns outros artistas dependem demais de sua imagem para lançar qualquer projeto – inclusive “salvar o rock” ou ser a “nova realeza do pop”.

Em todo caso, recentemente vi um blog de música recomendando uma banda indie chamada Wilder. O nome não me incomodou, as referências deles muito menos (Friendly Fires, The Gossip, The Rapture) e  as músicas agradaram bastante, porém dei play  num clipe e pensei: não devia ter visto isso.

Não sei se há algum fã da banda por aí, mas peço aqui uma licença. A música é até bem legal, mas, me diga, que forçação visual é essa:

.

Entendo que a tchurma possa ser moderninha, comprar roupa em brechó, ser hipster e bla bla bla whiskas sachê, mas não consigo achar positivo pensar que teria sido mais legal só ter escutado a música por aí ao invés de ter ido clicar no clipe para ver o conjunto da obra.

Tenho a mais absoluta certeza que existiu um esforço grande para produzir os clipes da banda, que são sim bem feitinhos, só não consigo entender porque essa insistência pesada num estereótipo visual que, além de tudo, já está gasto. Quer dizer,  eles podem até ser assim na vida real, mas a produção de figurino é tão ostensiva – e é tudo tão ensaiado para parecer melancólico durante uma música animadinha -  que o resultado final é falso.

Como  a imagem tem ganhado cada vez mais importância em relação à própria música no lançamento de um artista, acho que vamos passar muito mais por isso daqui pra frente. Alguém aí já des-gostou de um grupo pela sua imagem?

Quem é montado demais para os seus ouvidos?

.

ps: usei esta banda como exemplo recente, ok? E tenho certeza que esta situação vai se tornar cada vez mais recorrente, especialmente com essa fabricação em massa de cantoras-solo-cheias-de-atitude no pop! hehe

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , , , ,

o hino: “calling someone ugly won’t make you prettier”

Hoje, 23 de fevereiro: dia de protestar contra o bullying. Não é uma data mundial, mas no Canadá o movimento vem ganhando adeptos para esta data que ficou conhecida com o apelido de “Pink Shirt Day” (dia da camisa rosa).

Divulgado e organizado por dois adolescentes de um colégio de Vancouver, o movimento ficou bem grande e consiste em, basicamente, vestir uma peça de roupa ou acessório na cor pink para mostrar que você é contra esta prática hostil e prejudicial.

A ideia é simples – e funciona! O evento já aconteceu em anos anteriores e foi um sucesso. Para a edição de hoje, a garotada conta com o apoio de diversas escolas e também de uma rádio da cidade, a CKNW.

Para divulgar o dia de vestir a camisa rosa, os adolescentes deram um passo além e fizeram um flashmob super viralizante a seu favor: a galera ensaiou uma coreografia e parou um shopping para exibir suas roupas pink com mensagens de aceitação.

O vídeo mostra não só a dança linda que os jovens fizeram, mas também a reação dos mais velhos, super encantados com as crianças e adolescentes engajados:
.

.

Bullying é a definição dada a comportamentos repetitivos de hostilidade e humilhação contra uma vítima em posição desprivilegiada dentro de um grupo. Segundo os especialistas, assédio, agressão verbal ou física, e qualquer tipo de ação contínua que provoque o isolamento social de um indíviduo podem ser considerados bullying, de forma que o problema pode brotar inclusive em ambientes de trabalho formais.

Como os alvos das agressões geralmente se sentem intimidados, especialmente em situações que envolvem muito mais que sua reputação, fica bem difícil identificar os agressores se as vítimas não forem encorajadas a falar. Sendo assim, quando surge uma iniciativa como o  Pink Shirt Day temos é que bater palmas, pois é mais uma forma de dar voz aos oprimidos e de educar possíveis agressores.

Como eu apóio totalmente esta campanha – e esta ideia – vou usar algo pink hoje para endossá-la! E digo mais: digo que seria bem legal ver esta mesma movimentação por aqui: com embasamento, divulgação divertida e gente realmente interessada.

Bullying realmente não precisa ser mais um tabu, especialmente quando iniciativas simples podem tocar tantas pessoas. ;)

.

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , , , , , ,

minha Demi Curve portenha

Depois de conversar com milhares de mulheres de todo o mundo para criar o “jeans perfeito”, a Levi’s agora tenta ampliar ainda mais sua gama de clientes satisfeitas criando um quarto modelo de calça fundamental.

A coleção Curve ID tem o objetivo de trazer cortes de jeans que se baseiam nas proporções o corpo de quem vai usar a peça, não só em seu manequim. Hoje a linha conta com modelos Slight, Demi e Bold e acaba de ganhar mais um shape, o Supreme Curve:
.

todas as calças da linha Curve ID e a nova Supreme à direita

O objetivo do Supreme é deixar as mulheres de bumbum e quadril avantajados mais à vontade ao fazer movimentos bruscos, especialmente ao se abaixar.  No modelo, a parte da frente é levemente mais baixa que a parte de trás, tudo para que a silhueta fique equilibrada e ninguém acabe mostrando o que não quer.

Eu, que sou completamente apaixonada pela minha Demi, fiquei bastante curiosa para provar essa pelo corte novo, pois muito me interessa uma calça com esse formato. Só preciso saber se minha matemática vai bater com este modelo também, já que pelas minhas medidas tiradas em Buenos Aires, o ideal é a demi mesmo (e juro que nunca vesti nenhum outro jeans tão perfeito!).

O novo modelo Supreme da Levi’s chega ao Brasil em breve e deve custar entre R$169 e R$389, dependendo da lavagem e do estilo (skinny, reto, bootcut, etc.). Para saber se esta calça é a ideal para você, peça para ser medida na loja. Os funcionários teoricamente receberam treinamento para isso e é a oportunidade de comprar uma calça para não se arrepender por um bom tempo!

.

ps: tenho amigas que já foram na loja e não foram medidas, por isso fiz essa observação. Alguém mais passou por isso? Acho uma pena, é ir contra o próprio propósito do próprio  jeans!

Related Posts with Thumbnails

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , ,

Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
dTwitterYoutubeFacebook

Twitter

Flickr

Visitantes



Página Inicial | Domínio | Perfil | Arquivos | Links | Contato

Assine o Feed | 56 Visitantes Online

Copyright © 2010 Fake-Doll. All rights reserved.