Sobre Michael Cera e “Paper Heart”

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Se existe uma musa indie, ela é Zooey Deschanel. Agora se existe um muso indie, ele é Michael Cera.

Não lembro quando exatamente foi meu primeiro encontro com o rapaz, creio que foi numa sessão pouco aconchegante de “Juno” no HSBC da Consolação com a Paulista. O filme não me agradou lá grandes coisas, mas o jovem papai e a trilha sonora me deixaram um tanto quanto curiosa.

Meses e meses depois, estava eu num avião também pouco aconhegante, no meio de um gordinho simpático e um bêbado que se achava bonito, voltando da Europa. Estava cansada e triste com o final da viagem – e com a situação ridícula – e eis que na televisãozinha frente a minha poltrona estava ele, Michael Cera, Santo Chapolim Colorado que gritou “eu” num momento de “quem poderá me defender?”.

Pus os fones no máximo e dei um chega pra lá no beubo do lado direito que achava estar abafando no chaveco e comecei a assistir “Nick and Norah’s Infinite Playlist”. E, antes que vocês pensem que pousei no Brasil alegre com o doce filme, digo que não, pois o avião pousou 20 minutos antes do grand finale. @#$*@#¨!!!

tira os zóio, Juno

Foram três meses de aflição até eu poder baixar o filme – e um motivo extra para rever o querido Mike. Claro que assisti o filme todinho novamente e aí sim fiquei de coração quentinho e fui convencida pelo talento bizarro dele de atuar de forma ridiculamente natural – ou de nos enganar direitinho apenas decorando falas e sendo ele mesmo. hehe

Logo, quando li sobre “Paper Heart” fiquei fascinada. Basicamente, trata-se de um documentário sobre amor feito por jovenzinhos; ou melhor, um docudrama, ficção que se aproveita do formato de documentário para contar uma história – real ou não, ou com pitadinhas de realidade, quem sabe. Também logo desconfiei que as amigas distribuidoras negariam o prazer de ver o loirinho pálido no cinema, assim como fizeram com “Nick and Norah’s…” e fiquei a postos para baixar o filme.

No último domingo, assisti. E, tipo, OWN. O filme é centrado em Charlyne Yi, uma jovem com jeitinho masculinizado mas de bom coração, que diz nunca ter se apaixonado e que, de tanto temer não poder sentir tal tremor nos joelhos e suor frio nas mãos, resolve ir investigar qualé a desse tal de romance. Durante a jornada, ela conhece Michael Cera e os dois começam um casinho, devidamente documentado.

Basicamente, o filme traz histórias sobre romances, casais e a visão de jovens, tanto dos dois envolvidos, quanto do diretor, um terceiro personagem na história. A fotografia muitas vezes deixa a desejar dado o grau de improvisação do filme, mas a trilha sonora e a espontaneidade de sua forma compensam.

a noiva anti-romântica

No longa, todos assumem seus próprios nomes, o que trata de nos deixar com uma pulguinha atrás da orelha, sobre o que é texto, o que é improvisação e o que é verdade – tipo, será que eles tiveram mesmo um casinho? (sim, tiveram, e aparentemente ele terminou com ela. Danado!)

Dúvidas fofas à parte, o casal de protagonistas cria cenários e marionetes e faz mini teatrinhos de cada suspiro dos entrevistados, o que traz doçura às histórias e contrasta com a visão da simpática Charlyne, que se esforça para entender o amor, mas entra e sai com um ponto de interrogação sobre o que ele realmente é, apenas mais disposta a tentar.

Assisti ao lado do Rafael e demos risadinhas sinceras, daquelas que vem de dentro para fora e tratam de aquecer o caminho que traçam. Ao final, mais uma produção que merece ser assistida. Meu conselho? Veja em dias de chuva, dias de leve melancolia ou dias em que o mundo te fizer desacreditar no amor.

Eles não podem fazer isso, e Michael está aí para te salvar. You go, boy Cera!

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ps: aconselho às fãs do rapaz que realmente vejam este, porque “Scott Pilgrim Vs. The World” só estreia em novembro e quando estrear, pois ainda não há data definida. “Youth in Revolt” eu não vi ainda, mas pretendo. Alguém aí já?

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7 comentários

  1. Igor Faria

    Youth i. revolt eu vi e posso dizer que é legal. O Cera continua interpretando ele mesmo, no papel principal. Mas foi no alter-ego criado pelo personagem que eu vi uma REAL atuação dele. Desde SUPERBAD, passando por Juno, e até as poucas cenas que vi de Scott Pilgrim, o Michael Cera não me convence como ator. É bem isso que vc falou: ele interpreta a si mesmo, e acaba que todos os personagens ficam iguais, todos poderiam estar presente no mesmo universo e todos os filmes que o Cera já atuou seriam uma imensa história, interligados.

    Mas mesmo assim PAPER HEARTS já está anotado pra assistir. No finql, Michael Cera é o ator sem graça que todos nós (eu, pelo menos) adoro criticar. Hehehe.

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  2. Tati

    Ah, adoro o Cera, sempre atuando como ele mesmo! ahuehauehau… Ainda não vi Paper Heart, preciso ver! :)

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  3. @romullo

    Quero muuuuito ver Paper Heart, essa cara é mestre adoro qualquer filme que ele faça conheci o trabalho dele aqui no blog
    http://fake-doll.com/2009/04/29/sabe-aqueeela-noite/ assisti o filme e simplesmente adorei, só a comédia tosca superbad acho que eu assisti umas 651391 vezes, ótimo ator messssmo, ainda bem, por que se fosse depender de beleza pra fazer filme…. rsrsrsrsr sorry.

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  4. Viviam Alcalde

    Youth in Revolt é bem legal sim! É do estilo dele mesmo… Um engraçado meio bizzarão.

    Agora quero ver esse que vc falou! :D

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  5. Anne Rego

    “Youth in Revolt” é o Cera todo, assim como Paper Heart, vale muito a pena ver esse branquelinho hehe!

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  6. Tuh

    Vou procurar mais sobre ele… dos filmes só assistí Juno! Lembro que até baixei a musiquinha do final… achei tão fofo!

    Bjss

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  7. Fernanda

    Amo os três filmes dele que você citou, Juno, Nick e Norah e o Paper Heart. Acho o Michael Cera muito ícone dessa geração alternativazinha, meio hipster, haha. Mas vou discordar dos outros comentários aqui e dizer que achei Youth in Revolt ruim. Tipo, bem ruim. É estranho até dizer chega, e a história não é tão legal quanto as sinopses prometem. Mas enfim, assista, Michael Cera sempre – ou quase sempre – vale o filme! :)

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