“Preciosa” e o efeito do trailer.

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Existe a teoria de que alguns filmes tem bons trailers, mas não são exatamente bons filmes. Existem trailers que, por mais bem intencionados que sejam, contam um pouquinho do final. Outros também não contam nada, mas te deixam com a pulguinha atrás da orelha.

Pois o trailer de “Preciosa” conta é bastante coisa do filme em seus míseros minutos, de forma que ao sentar para assistir o longa-metragem mesmo você fica esperando, com uma caixa de lenços ao lado, para ver como será o andar da carruagem até que coisa 1, coisa 2 e coisa 3 aconteçam.

O trailer, sozinho, quase me fez chorar, o que também me fez adiar assistir o filme. Eu já imaginava que ia ser um puta filme, mas puxa, tô de bom humor hoje, não quero chorar, pode deixar pra amanhã? … Assisti. Não chorei. E é mesmo um puta filme.


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Gabourey Sidibe em cena de “Precious”

Enquanto o trailer faz de tudo para comover as pessoas pela situação dramática da protagonista Precious, a própria personagem no filme faz de conta que essa sua realidade simplesmente não existe, e busca uma força de vontade admirável  para ir adiante e superar tudo o que passou em sua vida.

Sem ninguém, ela tem de encarar a realidade de que o amor nunca fez nada de bom por ela, mas ainda assim amar incondicionalmente os próprios filhos e tentar lhes dar tudo aquilo que sempre sonhou para ela mesma, mas nunca teve: uma família que lhe amasse, uma educação digna, apoio dentro de casa, mais respeito e dignidade perante a sociedade.

Para suportar tudo isso, a personagem tem diversos belos momentos de escapismo, viaja na maionese sozinha para  não ouvir os gritos da mãe, ignorar as investidas do pai e até broncas na escola. E, de uma certa forma, o que torna este filme um puta filme não é o fato de terem conseguido contar uma história tão bela com pouco dinheiro ou com bons atores (o roteiro é adaptado do romance “Push”, de Saphire), mas sim escancarar na tela grande como o ser humano é capaz de ser auto-suficiente usando apenas um pouco de imaginação e tendo fé.

Se este filme te tocou pelo trailer, se te tocou pela atriz Monique ter ganhado o Oscar ou por qualquer outro motivo, assista. Se você não foi tocado, assista também: você será.

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ps: temos aqui uma mágica semelhante a de “Quem Quer Ser um Milionário?”: uma história universal que diz muito sobre cada um de nós.

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6 comentários

  1. Emillie Vieira

    Também tive essa impressão de que quando eu assistisse ia chorar HORROREEEEEES, mas não chorei. Gostei muito do filme e achei a interpretação da Gabourey e da Mo’Nique sensacional mesmo.

    Beijos Fe!

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  2. Anii

    Vi “Preciosa” no início de Março.
    Quando meu namorado deu play, ele disse “amor, só assiste”. Nos primeiros 5 minutos eu falei “MÉLDEUS, DESLIGA ISSO! NÃO VOU CONSEGUIR ASSISTIR ATÉ O FIM!” ><
    E no fim, rs, vi tudo. Também não chorei, mas cada cena me dava um nó no peito, não tem como não se emocionar com a história da Precious…

    Recomendadíssimo!
    Beijos

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  3. Vy

    Puts, eu tenho vontade de chorar só de ler o nome do filme, huahua! Sou muito “mateiga de garrafa”, como diz meu amigo=P Quero ver esse e Blind Side. Já rolou uma lágrima nesse trailer também. Bom, também rolou no do Chico Xavier… Hehehe…

    Bjo

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  4. Lusinha

    Vi por esses dias um especial sobre o filme na TV e achei que ele deve ser bom, porém forte.
    Bjitos!

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  5. Sabrina Mix

    Oi, Nanda, ainda não vi este filme, mas estou doidinha para ver. Realmente, é frustrante quando conseguimos ver todas as cenas principais de um filme em seu trailer. Aí a gente vai assistir e não sobra nenhuma emoção. É fogo, hein?! Aconteceu comigo quando fui ver Jogo de Amor em Las Vegas. Até fiz este post aqui. Depois dá uma olhadinha.

    Beijos e sucesso!!!

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