A perseguição noturna.

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Li uma vez que nada é mais importante que seu sono. Contas, filhos, problemas, viagem, ansiedade, nada. O sono revigora nossa mente, nosso corpo e logicamente conseguimos pensar muito melhor pela manhã, depois de descansados, do que de madrugada, no calor do momento – e do problema. Concordo.

É, sei que é fácil falar, difícil é fechar o olho com o problema te espetando feito agulha no colchão, com o travesseiro parecendo petrificado e com suas pálpebras pregadas na sobrancelha. Aí nós damos um jeitinho, né? Bancamos o “deixa disso” com nós mesmos e empurramos a questão pra debaixo do tapete mental. A duras penas, dormimos.

Então você sonha. Sonha com o que não queria, seu inconsciente faz questão de distorcer todo o problema, isso quando não enfia situações novas pra algo que você ainda nem resolveu. É o que eu chamo de “perseguição noturna”. Quando a ansiedade de resolver algo é tão grande que ela invade seu sonho e ainda piora tudo e tudo e tudo.

Acordando, você provavelmente estará mais puto. Pensará porque não resolveu aquilo antes de dormir. Tentará rever todos os fatos, pra lembrar onde começa o sonho e termina a realidade, já que, é lógico, esse tipo de sonho costuma ser ridiculamente real.

Você respira fundo, toma seu café, começa sua vida. Passa o dia, avança um pouco na resolução da questão, e ok, quer saber? Dali a 12 horas, quando você for para a cama novamente, parecerá que simplesmente não há tanto problema assim, ou que a coisa se dilui nos milhões de pensamentos que atravessaram sua mente ao longo do dia. Cansado, você dorme.

E sonha. Sonha com aquilo ali de novo. O problema vira uma agulhinha na sua cabeça, daí. Acordado, aquilo simplesmente não te importa tanto – ou já nem te importa mais – mas o sonho persiste. O pesadelo.

Depois de alguns dias, você provavelmente se toca finalmente de que não era uma questão pra deixar pra lá, mas até lá, perdeu algumas noites, algumas várias, mesmo dormindo com os olhos bem fechados.

Não, não tenho nenhuma resolução ou conclusão sobre isso, só queria falar mesmo é que algumas coisas, ainda assim, valem a pena ser discutidas de cabeça quente. Afinal, nada, nada mesmo, vale mais que seu sono.

Amanhã a vida continua.

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6 comentários

  1. Roberto Venturelli

    O sono ao qual se refere, para mim claro em seu texto, é aquele da mente e da alma, e que creio eu, só possível realizar quando lidamos abertamente com nossas verdades Estas e aquelas, que não serão sempre compartilhadas pelos que nos cercam e amamos…estes sim, penso eu, mais importantes que nosso sono, porque sem os quais raramente dormimos em paz.

    Ainda bem que aqui não é o Twitter hahaha!!! Bj

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  2. Thiago Santa Rosa

    Sono, uma palavra pouco lembrada nas minhas noites de insonia. Talvez por conta da obsessão que se tornou nos últimos anos. E ai eu percebi que quanto mais eu quero, menos sono eu tenho.

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  3. Lynn

    Oie, adorei o texto( como todos os outros, adoro seu site) é superesclarecedor! Se puder visita meu blog, criei a pouco tempo!
    Bjão!

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  4. Nathy

    Com certza! Pena que muitas vezes o perdi…

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  5. ana

    Realmente, o sono é o bem mais precioso que temos… Vai de ti querer perde-lo com as preocupacoes. Sabe deixar o saquinho das preocupacoes na porta do quarto ou no pé da cama e só pegar no dia seguinte… Bem, pode funcionar! Pelo menos comigo, as vezes funfa! rs
    bjs!

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  6. Samara Anjos

    realmente o nosso sono é o mais importante de tudo. como sempre otimo texto.

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