Eles não ligam pra nós: “This Is It”, eu assisti.

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Tudo começou quando recebi em casa um convite lindo para a pré-estreia mundial de “This Is It”. Realmente me senti honrada e, claro, nem pensei duas vezes: terça à noite eu estava lá!

As primeiras exibições do documentário que prometia mostrar um pouco do que seria próxima turnê de Michael Jackson foram no Kinoplex Itaim, que recebeu decoração com o rei do pop por todo lugar e amplificadores bombando os sucessos que estariam nos 50 shows do cantor, como “Thriller”, “Man In the Mirror”, “Beat It”, “Billy Jean”, “The Way You Make Me Feel”, “They Don’t Care About Us” e, enfim, canções que com certeza você já ouviu.

Ao entrar na sala, devorei minha pipoca rapidamente porque queria apreciar o “show” sem distrações. Depois de longos vinte minutos de espera, o filme começa com um aviso silencioso para dizer do que se trata o documentário: “estes são registros dos ensaios da turnê de Michael que foram feitos para acervo pessoal do próprio artista”.

O aviso me soou um pedido de desculpas por algumas falhas técnicas pouco perdoáveis num documentário tradicional, como uma câmera vazando na outra, divergências de qualidade de imagem e até de tamanho do quadro, já que algumas câmeras rodaram em 16:9 (formato widescreen, no qual os filmes são rodados) e outras em 4:3 (formato retangular, é a proporção da televisão com a qual você está acostumado).

Mas quer saber? Isso não fez diferença alguma. Quando o filme começa, você não liga se o som ou o vídeo está assim ou assado. “This Is It” é um registro de Michael que enche de orgulho não só os fãs, mas também serve como referência para qualquer um que queira ser artista, seja músico, cantor ou bailarino.

Logo no início, ouvimos a voz de Kenny Ortega conversando com Michael. Sim, super ok o diretor do show conversar com o artista, mas, para quem não sabe, Ortega é ninguém menos que o coreógrafo e diretor por trás de “High School Musical”. E, olha, não há nada mais MJ do que querer inovar e convidar o responsável por um dos maiores sucessos da Disney para dirigir suas apresentações.

Kenny Ortega no canto esquedo,  Michael Jackson e bailarinos

O documentário começa focado na seleção dos 11 bailarinos, nove homens e duas mulheres, que dividiriam o palco com Jackson, e sobre a emoção de estar ao lado daquele homem. Mais adiante, os músicos falam sobre como é trabalhar com o “Rei” e o diretor musical do espetáculo revela que é difícil conhecer ídolos pop como ele: “ele conhece todas as suas músicas, sabe todos os tons. É fácil trabalhar com ele”.

Em outro momento, Michael insiste que quer ouvir um pouquinho mais de dururunds no baixo e eles ficam ali, se acertando por alguns minutos. Quer dizer,  quantas vezes você imaginou o perfeccionismo de Michael? Agora tá aí, na telona – fora sua obsessão por pausas dramáticas, que estariam presentes em muitas das músicas.

Ao longo do filme, conhecemos o que seriam as coreografias, as versões das músicas e assistimos todos os clipes de introdução que estavam sendo preparados por Kenny e Michael – sim, cada música ganhou uma introdução em vídeo.

Antes de “They Don’t Care About Us”, que me arrepiou de uma forma surreal, entrava um clipe com os dançarinos de Michael multiplicados aos milhares, todos vestidos de robôs e fazendo aquela “batucada” nos metais do figurino. Já para a abertura em vídeo de “Smooth Criminal”, trechos do filme “Gilda” com Rita Rayworth foram utilizados. Michael interpreta o rapaz que rouba a luva da personagem-título e foge pela cidade, enquanto a edição dá conta de misturar com perfeição as cenas originais do clássico com as filmadas para o show.

Enquanto isso, em “Thriller” o cemitério e a coreografia lindona persistiriam, mas o vídeo de abertura seria em 3D, com efeitos especiais primorosos. Durante a performance no palco, a platéia também sentiria um certo “ventinho” em suas cabeças, porque estariam pairando ali alguns fantasmas gigantes, como se saídos do telão. E não adianta explicar: tem que ver o filme para entender – sério.

Agora, um parágrafo exclusivo para “Black Or White” e para essa loirinha aí em cima: com certeza todos que estavam envolvidos no show eram hiper profissionais, mas devo dizer que, além disso, eles foram escolhidos a dedo.

Assim como a Lia, tenho que destacar a presença dessa guitarrista linda, que é a única a ficar ao lado de Michael durante “Black Or White”, que ganhou um riff um pouco mais pesado e complexo do que na versão original. A loirona simplesmente vai para o ventiladorzão junto a Michael e a-ba-fa fazendo a guitarra chorar com os cabelos ao vento. Toca muito!

Por fim, apesar de eu ter uma certa preferência por assistir documentários no conforto do lar, não poderei dizer o mesmo sobre esse. É Michael Jackson, é pop, é blockbuster: levante da cadeira e vá ao cinema enquanto estas duas semanas de exibição te permitirem. Seu notebook não vai ter doulby surround nem THX para proporcionar a experiência completa.

Bom filme!
.

ps: depois do filme você simplesmente não vai conseguir acreditar que MJ faleceu – e que já faz mais de quatro meses.

ps2: sim, post totalmente tendencioso e não, não tenho críticas a fazer. O cara é (era) foda. Levante a bunda daí e vá ao cinema.

Comentários via Facebook

16 comentários

  1. Julia Thetinski

    Oi Fernanda!
    Bah, as tuas impressões me deixaram com uma vontade enoooorme de assistir esse documentário.
    Bem que eu gostaria de correr até o cinema, mas aqui onde eu moro é bem provável que demore a chegar, se chegar…hahaha.
    Bom de qualquer maneira vou aguardar a chance de assistí-lo, Michael Jackson rulezzz!

    Beijo

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  2. Camila C.

    A melhor crítica que já li desse documentário foi a sua. Já estava com vontade de ver e agora mais ainda! ;D
    Faltou vc mostrar sua jaqueta a là MJ que vc disse no twitter que ia usar, né? hehehe
    beijo

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  3. Anne

    Só de ler arrepiei, não vejo a hora de poder assistir e ter as mesmas e até outras impressões. Mas acho que só poderei ver em casa mesmo, visto o tempo corrido :(

    Beijo!

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  4. Fernanda

    Camila C. on 29/10/2009 at 11:14 pm said:

    A melhor crítica que já li desse documentário foi a sua. Já estava com vontade de ver e agora mais ainda! ;D
    Faltou vc mostrar sua jaqueta a là MJ que vc disse no twitter que ia usar, né? hehehe
    beijo

    vá ver sim, sério! Tô recomendando pra todo mundo com veemência porque o tempo é curto! rs ;)

    E a jaqueta é essa aqui: http://fake-doll.com/2009/07/29/cabelo-novo-roupa-nova-e-chuva-sem-fim-imagens-da-semana/ ! hahaha :D

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  5. Annie

    Eu vi hoje, e achei surreal. Eu fiquei super arrepiada em “They Don’t Care About Us” também e admito que fiquei meio melancólica com a “Earth’s Song”. Cara… Ele era o rei.

    E sim, saí sem acreditar que ele tinha morrido.

    PQP, ele podia ao menos ter feito um show… Iria ser tão foda…

    Fiquei super “NOOSSAAAA” quando ele contou que em “Beat It” ele iria jogar o paletó no chão, chutar, chutar e botar fogo. Surreal.

    Ele com certeza vai ser um mito por muitos e muitos anos… R.I.P. :(

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  6. Bruna Costenaro

    Querooo mtoooooo ver, vamos ver se consigo neh =P

    Boa Sexta Garotinha

    miquilissss

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  7. MARY

    FIQUEI COMVNOTADE DE ASSISTIR NAO RECEBI CONVITE MAS VOU NO CINEMA CONFERIR :)

    mARY.

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  8. Bete Soares

    This is it não mostra que Michael podia divertir.
    Mostra, sim, que ele é, foi e será um músico
    extraordinário, com rara sensibilidade para
    comover o SER HUMANO no que ele tem de mais
    sagrado: o sentido do AMOR.
    Singeleza, técnica,
    personalidade artistica, profissionalíssimo – e
    muito, muito educado –, esse Michael é trazido
    à tona, nessa bela homenagem a seus fâs.

    Uma
    bofetada carinhosa de MJ com sua luva brilhante no
    rosto de quem duvidava de sua genialidade.
    Bete Soares

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  9. Igor Faria

    Eu vi o filme ontem, após ter assistido ao Cabine Celular com a crítica ao filme (http://cabinecelular.com.br/index.php/2009/10/29/michael-jacksons-this-is-it/)…

    O que tem pra falar, né? Vc já disse tudo: “É Michael Jackson, é POP, é blockbuster!” Não tem como esperar pra ver em DVD, no conforto od lar.

    Realmente, a loirinha guitarrista (que me lembrou MUITO a Scarlett Johansson, não sei pq) arrebenta na guitarra! Tanto em Black & White, quando em Beat It, os solos estão ANIMAIS! De tirar o fôlego…

    Minha única crítica (que nem é lá é crítica, é mais dúvida), foi quanto ao som, pq teve uma parte em que parecia que o surround do filme não funcionava, ficava ligando e desligando… Não sei se foi um problema no cinema que eu fui, ou uma coisa do filme mesmo. Mas nada que estrague o documentário, que é genial e de arrepiar.

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  10. Isabela

    Cara o filme é o melhor, o que dizer além disso, Michael era um ser humano incrivél e com certeza essa turne seria a maior de todas, o mundo pararia para ve-la. Michael tinha talento de sobre e agora toda a tecnologia do seculo 21 a suas maõs *-*
    É dificil acreditar que o Rei se foi :'(
    O cinema parecia o Arena 2, todo mundo levanto, grito,canto, chorou, sorrisou e aplaudio no final.
    E ficaram até o fim para ver os extras, e quando estes acabaram, um casal de velhinhos ao meu lado, virou e falou ”acabou?” e a senhorinha caiu no choro e falou:” A meu Deus ele era tão bom,pq?”
    This is it…
    Michael JACKSON <3

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  11. Tuh

    MARAVILHOSO.
    Quanto mais leio os comentários sobre ele, mais eu não vejo a hora de poder ir assistir amanhã ;)

    Com certeza deve ser um show!

    Beijos

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  12. natasha santos

    Tô doida pra ver… mas o michael não escolheu o kenny a toa, ele já tinha trabalhado com ele na Dangerous World Tour e na HIStory World Tour. kenny foi o diretor das duas, além de this is it.

    Responder
  13. Fernanda

    natasha santos on 30/10/2009 at 2:20 pm said:

    Tô doida pra ver… mas o michael não escolheu o kenny a toa, ele já tinha trabalhado com ele na Dangerous World Tour e na HIStory World Tour. kenny foi o diretor das duas, além de this is it.

    óia só! Eu não sabia!!
    Então a Disney é que se inspirou no Michael! rs ;)

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  14. Isabelle Ferreira

    Eu assisti na Sexta e quero ver de novo..rs
    Fantástico!!

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  15. Anadele

    Ótimo post Fê! Agora deu mais vontade ainda de ver o documentário…
    Sem contar que Kenny ficou conhecido pelas coreografias que fez para Dirty Dancing! Amo!
    Bjuuu

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