Fernanda Pineda Vicente Loverox, 21 anos, São Paulo. Atriz, produtora e formanda da turma de 2009 de Rádio e TV na Cásper Líbero. Cinema, música, teatro e gatos. Colaboradora do Luv luv luv e internetando por aí. Mais?
Sábado de sol, eu e mais 5 blogueiras acordamos felizes e contentes para ganhar um dia de princesa. Quer dizer, dia de princesa não, porque essa foi a denominação usada por um antigo programa de tv cafoninha (isso passa ainda?). Então, comecemos de novo.
Sábado de sol, eu e mais 5 blogueiras acordamos felizes, radiantes, com pele de porcelana e olhares brilhantes e seguimos para um dia digno: um dia de luxo, glamour e poder. Por isso, você entende: dia de tirar fotos maravilhosas com fotógrafo maravilhoso, dia de ganhar chofer particular, dia de fazer cabelo e maquiagem de-fechar, dia de fofocar, dia de ganhar massagem, dia de tomar chandon até não poder mais, dia de comer bem num bistrô charmoso.
Todos esses mimos e afagos no nosso ego e corpinho foram nos dados graças ao concurso Momentos Emocionantes da Rexona! Eu explico: depois de vários especialistas estudarem que nós, mocinhas tensas e ansiosas, suamos muito mais por motivos emocionais do que por esforço físico, a Rexona resolveu caprichar e proporcionar para suas consumidoras momentos realmente emocionantes. Aí, como nós seis somos sortudas, fomos convidadas a apreciar um pouquinho dessa emoção toda.
Acessando o site do concurso, você pode enviar seu vídeo ou sua história contando um momento emocionante da sua vida. A vencedora leva um ensaio fotográfico, um jantar chiquérrimo, uma noite num hotel, chofer pra cima e pra baixo… Enfim. Acho que você quer tudo isso, não? Então, conte lá no site aquele momento que te fez suar, tremer e gritar. Ou algo mais simples e ao mesmo tempo complexo, como colocar fogo na parede de um hotel e passar 23 dias sem sentir o deleite de uma boa chapinha na franja: .
Esta sou eu (sob um ângulo desfavorável) contando a história mais fútil e desesperadora da minha viagem pela Europa.
Agora que você já sabe como pode ganhar todo esse dia da noiva sem precisar de um noivo, dá uma espiada nas fotos que eu e as meninas tiramos!
De cima para baixo: Lilian, Lia, Jana e Renata, Loo e eu, fazendo a comportada.
E algumas das minhas fotos, porque eu mereeeeço:
(e este foi o dia em que eu estreei a camiseta mais cara e safada da minha vida.) Quem quiser ver todas as fotos do nosso “rexona day”, é só dar um pulo no meu flickr.
Só para finalizar, gostaria de agradecer à produção da Rexona pelo convite; ao incríííível Manuca, o fotógrafo que nos deixou lindas; aos maquiadores, ao Boa Bistrô e a todas essas gatas que papearam e fofocaram comigo o dia inteirinho:
Eu ando passando por uma espécie de crise nas redes sociais (tem algum especialista estudando isso?). Meu orkut não anda servindo para muita coisa, a não ser para rejeitar pedidos de add de pessoas que eu não conheço. Meu facebook se resume a friends for sale, embora eu fique lá para observar a vida de quem usa aquilo furiosamente. Confesso que é interessante, porque o “orkut gringo” dá muito mais gás para voyeurismo que o orkut. Quer coisa mais divertida que poder ver quem está enrolado ou quem começou a namorar com quem e ainda poder deixar um comentáriozinho em baixo??
Como eu geralmente estou lá só para observar e para descobrir que personagem de Sex and The city eu sou, ou para aceitar todas as solicitações de amizade (lá eu sou facinha), acho divertido quando rola interatividade. Por exemplo, eu não sabia que circulavam memes por lá. Hoje a Vy postou uma nota com o 25 things, um meme em que você posta 25 coisas aleatórias a seu respeito e convida mais 25 amigos a fazerem o mesmo.
Como eu adoro um meme, não só respondi lá, como colei aqui, já que boa parte dos fatos da listinha eu ainda não contei aqui. Então, vamos lá: 25 things.
Once you’ve been tagged, you are supposed to write a note with 25 random things, facts, habits, or goals about you. At the end, choose 25 people to be tagged. You have to tag the person who tagged you. If I tagged you, it’s because I want to know more about you.
(To do this, go to “notes” under tabs on your profile page, paste these instructions in the body of the note, type your 25 random things, tag 25 people (in the right hand corner of the app) then click publish.)
1. Eu nunca me dei bem com seriados no geral. Comecei a ver “Lost” e “Gossip Girl” e parei. Nunca fui audiência cativa para “Friends”. Assistia as aventuras da Carrie Bradshaw e achava o máximo, mas não tinha a menor freqüência para isso. Até que conheci “Skins”. Conheci, xonei e não abandono mais. Não me importo com o fato de ser uma espécie de “Malhação hardcore made in England”, mas o formato do seriado é estúpido de bom e não tem nada igual por aí. Ganhou meu coração.
2. Eu me rendi a Steve Jobs e comprei um ipod. Tô amanduuu. Mas com os mac’s ele não me ganha. Tenho toda uma relação de amor e ódio/tapas e beijos com o Windows. Gosto dessa coisa intensa, cabeçuda e nada “intuitiva”. Aliás, esse papo de “intuitivo” é a maior mentira da história da tecnologia, a meu ver. Tem lá suas vantagens, mas chamar de “intuitivo” não, né? ¬¬
3. Eu não costumo lembrar dos meus sonhos. Geralmente quando lembro era algo ruim ou bizarro demais. Mas é legal mesmo assim, porque eles são cheios de referências, principalmente porque eu sonho em “terceira pessoa”, me observo num filminho. E antes que alguém fale: eu não comecei a sonhar assim depois de entrar na faculdade e estudar fotografia, posicionamentos de câmera, movimentação e etc. Eu sempre sonhei assim.
4. Eu odeio chuva. Quer dizer, gosto de dormir ouvindo o barulho da chuva, mas não suporto ter que sair num dia mais umidozinho. Só a leve hipótese de ter um “bad hair day” por causa da chuva já me deixa mal humorada pelo resto do dia.
5. Meu celular foi comprado com a desculpa de ter uma patcha câmera, mas até onde me consta eu mal usei esses megapixels todos. Fica entre nós. (Fica entre nós também que eu ainda não consegui arrumar a internet no meu celular. Esse é o único motivo que eu tenho pra me lamentar da Claro.)
6. Eu sou a favor de terapia. Já fiz por algum tempo, quero voltar e não hesito em recomendar pra quem aparentemente tem perrengues contínuos com as mesmas coisas. Penso que às vezes engana-se muito quem pensa “não preciso de terapia porque tenho amigos”…
7. Sou viciada em café. (Essa é novidade, hein? 8))
8. Não sou fã de doces, mas geralmente tenho duas preferências fortes e constantes quando se trata de glicose: chocolate com amendôas e Häagen Dazs de macadâmia. Se tiver Kit Kat, eu aceito também.
9. Eu não consigo me imaginar escrevendo no novo acordo ortográfico. Não consigo, ok? Aonde eu enfio todas as regras de gramática que eu decorei e ainda fazia questão de explicar para os amiguinhos na escola???? Não responda.
10. Preciso desesperadamente de uma internet mais rápida.
11. Eu não fico feliz em saber que conhecidos meus lêem meu blog, comentam entre si a respeito e não me deixam saber disso. Se você que está lendo faz isso, saiba que eu nutro uma raivinha por você.
12. Falando em raivinha, eu não sou do tipo que perdoa. É triste, mas eu geralmente alimento as mágoas e fico pensando em formas cabulosas de vingancinha e (risada de bruxa) em como amaldiçoar as cinco próximas gerações dos alvos de meus desafetos. Tá, exagerei. A questão é que eu sou bem cabecinha dura, teimosa feito porta e vivo procrastinando aquelas conversinhas necessárias (mesmo sendo a favor de D.R., hein!). Eu vou adiando mesmo, até porque não sou fã de expor minha fragilidade. Ninguém é, né?
13. Não sou do tipo “sincera demais”. Não minto. Eu omito e faço “carão” quando precisa. Aliás, o fato de ser atriz ajuda muito nessas horas, mas obviamente não sei até que ponto isso é saudável.
14. A primeira série de livros que eu passei do segundo volume foi “Twilight” e atualmente estou babando pelo quarto livro. Nunca me empolguei com outras séries fantásticas (tipo Senhor dos Anéis ou Harry Potter). Aliás, eu não passei do terceiro capítulo de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e só li até o segundo livro de “Delírios de Consumo de Becky Bloom”. “Crepúsculo” me ganhou porque é ridículo de realista ao falar de personagens fantásticos e tem uma tensão sexual deliciosa. E, enfim, como eu já falei, eu não sou uma grande fã de coisas seriadas mesmo.
15. Eu quero um animal de estimação. Preciso dar amor para alguma criaturinha.
16. Não atendo mais o telefone da minha casa se eu não estiver sozinha. Não atendo mesmo. Nunca é pra mim. Quem quer falar comigo, liga no meu celular e pronto. Aliás, nem lembro a última vez que algum amigo(a) pediu o telefone de casa… Alguémlembra?
17. Eu ainda não dirigi esse ano. (juro que eu vou tomar vergonha, jurojuro!)
18. Eu tive uma idéia bem divertida para um documentário hoje. Vou por em prática.
19. Antes de pensar em juntar, casar, amigar, qualquer coisa do gênero, eu quero ter a experiência de viver sozinha.
20. Não vou ao show dos Backstreet Boys porque eles perderam totalmente o sentido pra mim quando o Kevin saiu. Tudo bem que ele não cantava nada mesmo, mas aquele homem é meu sonho de consumo e constituiu todo o meu ideal de estética masculina desde os meus 10 anos de idade, desde os meus primeiros cravos. Ou seja? Sem Kevin, nada de “As long as you love me”.
21. Pílulas anticoncepcionais deveriam exterminar a TPM? Alguém sabe? Por enquanto, eu não sei.
22. Estou procurando emprego. Um job, um freela, anything. Ou algo que me renda dinheiro fácil para sustentar meus vícios e luxos. Aceito sugestões. Sugestões saudáveis.
24. Escrevi tudo isso ouvindo o último cd do Kanye West, 808’s and Heartbreaks. A Lari recomendou e eu recomendo adiante.
25. Aparentemente, estou arranjando mais utilidade pro Facebook. Só falta meus amigos fazerem o mesmo. Quem quiser, pode adicionar. .
ps: só queria deixar registrado que eu amei a Penélope Cruz ter ganhado o Oscar de melhor atriz coadjuvante por“Vicky Cristina Barcelona”. You go, girl!
Eu sempre fui do tipo que cuida dos rapazes. É claro que, nesta posição, também sempre reclamei da falta de ação deles, da falta de atitude e etc. e tal. Manipuladora, controladora, mas também carinhosa e preocupada. Obviamente, quem faz muito, costuma receber bem pouco. O que não significa receber nada, mas sim que, se compararmos, de fato recebe-se menos.
Com o tempo de solteira e sem cuidar de ninguém, fui cuidando de mim mesma (o que é bom!) e desapegando-me da obrigação de cuidar. Desavisada, eu também passei pela ridícula experiência de me enganar e me entregar para o deleite e divertimento de um Don Juan que “não precisava receber”. Um daqueles que oferece, envolve e seduz (pacote completo) e que quando percebe que você é alguém okay, enfia o rabo entre as pernas e se esconde na toca (estereótipo completo). Mas, águas passadas, leite derramado.
O fato é que hoje eu não sei mais “me” oferecer tanto quanto antes. Cá pra nós? Isso é um avanço. Agora posso encontrar pessoas que sejam capazes de oferecer para mim, uma vez que, consequentemente, a minha capacidade de receber aumentou. Quando você oferece demais, acaba exigindo algo em troca, o que geralmente não acontece, já que algumas pessoas realmente dão muito, muito menos. Daí, tcharam! O príncipe vira sapo, desligado e descompromissado demais pra você e é melhor terminar: “ele não muda, mesmo!”.
Depois de avançar da fase “vou ser mãe do meu namorado”, vem o problema. O problema é quando você encontra alguém que não precisa de uma mãe. Você se agita toda por dentro, porque ele realmente parece ter muito a te oferecer. Muito mesmo, de verdade. Daí você olha pra você mesma, de cima abaixo, e treme, de cima abaixo, porque vê que, comparativamente, irá fazê-lo receber pouco. E, sei lá, pensando bem: será que eu sei receber?
Seja pela experiência de vida, seja por N outras coisas, você senta ali na mesa daquele restaurante e simplesmente não acredita na enorme quantidade de bulshit que tá falando para aquele cara que já ouviu tudo isso antes: “Ouviu, não ouviu? Tá, deixa eu ficar quieta. Afinal de contas, né? Quem sou eu pra falar? Hahahahah… É, fala você, conta. Não conheço isso, não. Me explica?”
Dizem por aí que este é o famoso “medo” da maturidade alheia. Aquele medo de receber. Porque é fácil dar, né? Você pode dar de braços cruzados. Agora, pra receber, tem que abrir os braços e agarrar o que vem do outro. Aí você enfia a insegurança na bolsa e carrega pra todos os encontros, de forma que a sua proporção de entrega não é a mesma e costumeira: “tipo, não estou sendo eu. Quer dizer, estou ridiculamente racional. Oi? Eu não sou assim!”
Dizem por aí também que isso recebe o nome de auto-proteção. Depois de cair diversas vezes de uma bicicleta, você coloca um capacete para não quebrar a cara. No caso, você vai lá e constrói um muro invisível em torno de si. É uma alternativa pessimista? Sim, claro. Mas é okay, explicável. Até faz sentido. Só que a coisa muda de figura quando você apresenta uma taxa inferiorizada de inteligência e uma teimosia de porta, de forma que todas as suas experiências passadas transformam-se em “leite derramado” e você segue. Continua enfrentando as curvas sem joelheira nem cotoveleira.
Então, sim. Se você abriu mão do equipamento de segurança, por que raios calcula cada virada de forma tão meticulosa? Por que tanta racionalidade? Me diz, por Deus, por que esse temor de tirar as rodinhas??? Cadê os sinos tocando, aliás? Não era nesse tipo de curva que eu procurava me perder há tanto tempo?
…
Conscientemente, não há medo. Claro que não! Senão eu teria meu capacete embaixo do braço ao invés da Sra. Insegurança: “Bah, ele não quer nada. Quer dizer, não sei. Ele já tá aqui há um tempo, não tá? É mesmo.”
Aí tu fica na corda bamba. Não sente os calafrios, mas sente saudade e calcula toda e qualquer palavra que for sair da sua boca: “Será que eu sou eu com você? E se eu não sou, se algum dia eu conseguir ser, você vai gostar ainda assim? … Será que só eu que não tô sentindo os calafrios? Ou será que esse é aquele lance que todo mundo fala, de não ter chilique e paixonite, mas sentir um troço mais profundo?” Aliás, essa porra existe?! Eu sou uma romântica.
Bah! As coisas carnais são tão mais fáceis de entender que isso! O fato é que quando você percebe, já é tarde demais. Gasta-se muito mais tempo tentando entender o que aconte com você mesmo ao lado do outro do que, de fato, tentando entender o outro;dada a esquisitice da coisa toda.
Entendam: não é egoísmo, é só estranheza. É só um quê de “não faz sentido” que fica no ar, apurrinhando a cabeça e tornando a mais inocente das comédias românticas uma verdadeira equação diferencial sobre rodas. E olha que a saudade está aí. Tudo ao mesmo tempo.
Depois de tudo, continuo achando que não faz sentido.
É por isso que eu gosto de tudo explicadinho: porque “fazer sentido” não é exatamente obrigatório, mas ajuda. E muito!
Eu já tive uma festinha de aniversário da Barbie. Acho que toda garota já teve, não? Barbie, Minnie, Princesas da Disney e qualquer outra personagem fofa com linha completa de festa infantil (convite, chapéu, vela, guardanapo, pratinho e copinho).
É claro que a última festinha temática que eu fiz foi para comemorar meus 11 aninhos. Depois disso, todas eram bailinho e “ah né, mãe? Não sou mais criança!” .Pois é. Agora, um minuto de silêncio, já que o post de hoje é para contar a triste história de uma pobre garota loira que resolveu fazer uma festinha da Barbie para comemorar seus 27 anos:
Paris abafando no figurino Mattel
A galerinha que foi à festa vestida a caráter
.
Sim! Aparentemente o cérebro da Paris (?) derreteu e, apesar dela ter comemorado o aniversário de 26 anos de forma mais adulta (leia-se: fazendo um strip para os convidados), este ano ela fez questão de contratar a melhor equipe de maquiagem artística, de forma a proporcionar momentos gostosos de flashback da infância para seus convidados. Tá, mentira. Mas que parece, parece.
Só sei de uma coisa: se eu estivesse nessa gandaia hot, correria pra tirar foto com esse gatinho montado na pose, com peruca chanel rosa bebê. A sensualidade dele compete par-a-par com a da dona da festa. Acho justo e acho válido.
É engraçado estudar numa faculdade que não tem campus. Sim, a Cásper é uma antena (caso algum metodista/pucão/chupamackenzie esteja lendo), mas tem metrô perto, ok? ¬¬
O que acontece lá é que os cursos estão divididos por andares e, apesar do prédio servir para o Objetivo, para a UNIP, para a rádio e tv Gazeta e para a torre de transmissão da Globo, você dificilmente convive ou divide o elevador com quem não é do seu “quadrado”. Ou seja? Eu nunca tinha entrado dentro dos estúdios de televisão da Gazeta.
Portanto, estou orgulhosa em poder mostrar pra vovó que eu conheci ele, o magnânimo, o príncipe, Ronnie Von!
Nós quatro batemos um papo rápido com o Ronnie sobre blogs, contamos nossas histórias e causos e demos risada. A entrevista foi super divertida, leve e fluiu muito bem! Logo mais terei o link no youtube e passarei pra vocês, mas enfim, eu queria vir aqui contar, né?
Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.
Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Perdeu a primeira parte? Veja aqui.
PARIS
- But what about us?
- We’ll always have Paris. (Ingrid Bergman e Humphrey Bogart em Casablanca, 1942)
21. Paris recebeu o apelido de “Cidade luz”, pois foi uma das primeiras grandes cidades a possuir iluminação nas ruas. Tal obra de urbanização foi feita para a Exposição Universal de 1889, motivo pelo qual foi construída a torre de ferro mais famosa do mundo. A Torre Eiffel ficou pronta exatamente para a exposição, levando apenas 2 anos para ser construída.
22. Eu sempre quis, de fato, conhecer Paris. Sempre. E apesar de toda a felicidade em passar 5 dias lá (foi a cidade em que ficamos mais tempo), infelizmente o momento mais incrível da viagem toda não foi no alto da Torre Eiffel. Tudo bem. Pelo menos foi lá que eu tirei mais fotos: mais de 500 imagens para registrar a cidade de manhã, de tarde e, principalmente, a noite.
Enquanto em outros lugares você acaba guardando a câmera pela falta de luz, lá você só pensa em registrar. Acho que só estive em um lugar mais iluminado que Paris: a Times Square, em NY. Só que lá são os anúncios que brilham na sua cara, não uma iluminação bela e estrategicamente planejada para impressionar turista.
23. Esqueça tudo o que te disseram sobre os franceses serem nojentos e antipáticos. Diz a lenda por aí que eles não curtem falar inglês, que odeiam turista que fala inglês, que odeiam, enfim, turistas. Mentira. Paris foi a cidade que mais nos tratou bem, além das pessoas terem sim topado falar com a gente em inglês. A única senhora que conversou conosco em espanhol foi super simpática e disse que não falava inglês. Se era verdade, não sei. Só sei que ela nos ajudou e nos deu um sorriso. Por que iríamos reclamar disso?
24. Paris é linda ao ar livre, mas provavelmente é o subsolo com mais história para contar. Além de ter milhares de estações de metrô, elas têm passagens e corredores que parecem caminhos de rato. Corredores estreitos, muita gente, plaquinhas de direção para todos os lados. E, bem, o metrô te ajuda absurdos. Acho que nunca peguei tantos metrôs na vida quanto em Paris: a gente chegava a pegar o metrô 8 ou 9 vezes por dia. A cidade tem tantos pontos turísticos que deixar de ver algum deles é praticamente um crime, principalmente quando se tem mais tempo!
Para completar a história do subsolo, Paris tem catacumbas espalhadas por baixo da cidade inteira. Em um determinado momento há uns 300 anos, os cemitérios começaram a ficar cheios, principalmente com os guilhotinados da Revolução Francesa. A solução aí foi criar corredores de cemitérios “ao ar livre” embaixo da terra.
Apesar dos moradores da cidade afirmarem que existem várias catacumbas espalhadas pela cidade, só uma delas fica aberta a visitação “turística”. É claro que nós fomos! Andamos quase um kilômetro em baixo da terra e nos deparamos com corredores escuros, úmidos e com ossos até o teto. Certamente foi o lugar mais assustador e bizarro em que eu já estive, mas sei lá porque cargas d’água eu simplesmente não me senti mal. O lugar tem uma calmaria estranha. Vai entender…
25. O lugar em que eu comi melhor e pior foi Paris. Lá a comida é realmente cara. Você pode sentar num restaurante mediano e gastar mais de 20 € no almoço (*facada*), ou você vai num fast food e gasta menos de 7€, ou come um belo crepe por 2 ou 3€. No começo da viagem, a gente se propôs a experimentar o fast food de cada cidade, mas em Paris a overdose foi tão grande que eu estava abandonando “Royals with cheese” pela metade. Sim, quarteirão com queijo lá é “royal with cheese” por causa do sistema métrico, assim como contaram pra você nos diálogos de Pulp Fiction (1994).
É claro que uma hora nós nos cansamos de trash food (não dava mais!) e aí eu gastei 26€ num almoço com gosto. Três pratos, vinho e café espresso. Sem reclamar. Mas, considerando o estilo da viagem que fizemos, não daria pra fazer isso sempre, até porque nós duas preferimos gastar com compras, passeios e museus do que com comida, obviamente.
26.Paris tem museu pra caramba, pra não usar outra palavra começada com “ca”. Sério. Apesar do Louvre ser o Louvre, ser gigante, ter um acervo incrível, abrigar a Mona e centenas de outras obras importantes, não foi meu museu favorito de toda a viagem. Mas… Lá é permitido tirar fotos.
Dentre todos os museus que visitamos, os de Paris foram alguns dos únicos que não proibiam câmeras fotográficas. O Louvre e o D’Orsay (museu dos impressionistas)deixam o turista à vontade e eu incluo isso na lista de razões pela qual Paris é um dos principais destinos turísticos do mundo. Os viajantes querem registrar o que vêem, querem mostrar para os amigos. Portanto, os quadros são protegidos, as informações estão em três línguas diferentes e, sim, você pode tirar fotos sem flash.
Agora eu preciso fazer um parênteses para a Mona Lisa (1507): eu juro que ainda estou tentando entender qualé a do quadro. Achei bacana ver um dos maiores símbolos da cultura ocidental ao vivo, o tal sorriso enigmático, a paleta de cores harmoniosa, a perspectiva interessante, enfim. Só que vocês têm noção de que o quadro é praticamente um porta retrato?
Onde está Wally? Digo, onde está a Mona?
Além da tela ser pequena, duas barras de proteção estão lá pra proteger a obra de Da Vinci e uma multidão de gente se aglomera para tentar ver um pouquinho mais. Bem, eu tirei foto da bagunça toda, dei zoom na Mona e decidi que qualquer imagem em alta resolução do quadro me daria uma visão melhor do que a que tive ao vivo. Uma pena: o quadro fica tão longe que não deu nem para ter aquela emoçãozinha que eu tive ao ver outros quadros de pertinho.
27. Paris tem a população mais misturada de todas as cidades que visitamos. São indianos, negros, turcos (muitos!), loirões e loironas no estilo ariano e os franceses mesmo. A diferença é clara: eles não tem porte atlético, elas têm o rosto fino e são bem magras. Eles se vestem bem. Elas andam maquiadas até o dedo do pé, mas são finas. Foi a cidade em que mais vi gente bonita e onde menos o “biotipo brasileiro” chama atenção, já que eles estão bem acostumados com tons de pele e tipo físico parecidos com os nossos.
28. A quantidade de filmes que já foi rodada em Paris é absurda e eu fiquei toda feliz ao passar pelos lugares e lembrar dos filmes. Isso inclui o trecho do Rio Sena onde o Linguini cogita jogar o Remy em Ratatouille (2007), ou então olhar para os prédios e imaginar que uma daquelas janelas pode ter feito parte de Os Sonhadores (2003).
É claro que passar em frente ao Moulin Rouge foi uma emoção à parte, já que eu sou fã maluca do filme. Tirei trocentas fotos lá, mas me recusei a assistir o show. Minha mãe assistiu quando foi à cidade e me contou o que viu: basicamente mulheres que dançam muito e usam roupas exóticas. Como os shows atualmente, portanto, nada têm a ver com o que a casa era no passado e muito menos com a história do filme, resolvi não ir.
29. A cidade é planejada em torno do Arco do Triunfo, de forma que todas as avenidas principais levem a ele e a Champs Elysées. Olhando de cima é maravilhoso, mas para os pedestres? Um inferno. Cruzamentos de seis ruas e boulevards e avenidas que mudam de nome apenas por conta de uma leve angulação. Sim, a gente se perdeu com mapa na mão e quase foi atropelada mais de uma vez.
30. A primeira sex shop que eu entrei na vida foi em Paris. A loja estava vazia e o atendente, um chinês maluco com inglês tosco, ficava perseguindo nós duas e nos oferecendo finger vibrators. Aposto que ele pensou que éramos um casal. hehehe
AMSTERDAM
Quando for a Amsterdam, alugue uma bicicleta.
31. Gente feliz andando de bicicleta. Foi a maior impressão que Amsterdam me deixou, até porque os ciclistas sorriem pra você (?). Aliás, o número de bicicletas é infinitamente maior que o de carros, o que também me proporcionou experiências de “quase-atropelamento” freqüentes, já que a ciclovia é um trecho reservado na borda da calçada e eu obviamente me esquecia disso.
32. Para o resto da Europa, um parque de diversões. Para brasileiros que moram lá, uma cidade pacata sem nada pra fazer (?). Pelo fim de semana que passamos lá, cheguei à conclusão que é uma cidade pacata, com diversões controladas. Vida noturna? Não sei. Amsterdam tem cartazes de festas espalhados por toda cidade, mas não há casas noturnas no centrinho. Aos domingos, 23h já é hora de dormir e muitos pubs começam a fechar. Logo, nada lembra a agitada vida noturna paulistana. Marijuana? Só em coffee shops. Prostitutas? Só no red light district dentro de sua própria vitrine.
33. Venta muito, portanto recomendo que você tenha um guarda-chuva bom em mãos. Pagar 5€ cada vez que um guarda-chuva seu virar ao contrário ou outra garoa começar não é nada recomendável para o seu bolso.
34.Terra da Heineken. Tomei Heinekens de todos os jeitos: em lata, em garrafa e tirada na hora. Lá eles não diferenciam cerveja de chopp, então não tenho outra forma para definir. Nós visitamos a “Heineken Experience”, o tour alcóolico que eu comentei aqui. Lá é uma espécie de fábrica turística em que você acompanha o processo de fabricação da cerveja. Cheirei todos os ingredientes, vi o tal do lúpulo e e depois tive a experiência gostosa de tomar cerveja fabricada ali na hora e sentir nela pronta todos os cheiros dos ingredientes novamente. Foi bem interessante!
35. Vodka Bols. Outro tour alcóolico, mas dessa vez da Bols, marca de vodka que não é exportada para cá e também produz diversos licores. Além de tomar um drink preparado por um dos barmans do lugar, nós ainda sentimos todas as essências possíveis dos lícores deles e descobrimos que a Bols é que inventou o copo de martini e a coqueteleira. Você sabia? Nem eu.
36. Existe uma região da cidade conhecida como “Red Light District”, ou Distrito da Luz Vermelha, e para bom entendedor, meia palavra basta. Como não existe uma placa indicando ou não há nada sugerindo como chegar lá em mapas ou guias turísticos, nós tivemos que nos informar com um taxista. Achei engraçado, porque obviamente metade dos turistas vão lá pela maconha e pelas putas. É triste, mas é verdade.
Não tirei fotos das “vitrines” especificamente porque é proibido. Melhor não arriscar…
Depois de seguir as informações do taxista, chegamos a uma rua cheia de vitrinezinhas com luzes vermelhas e pinks, onde loiras, morenas, indianas, gordinhas e feias (?) se exibem com roupas mínimas para os passantes. Se o cara gosta, dá um toque na porta, abre, conversa com a moça. Se fecharem negócio, ela simplesmente fecha a cortininha e o rala-e-rola acontece ali mesmo, numa caminha de solteiro.
Vimos diveeeersos rapazes entrando e saindo, cortininhas abrindo e fechando, levamos piscadinhas das putas (preconceito zero!) e observamos toda a interação. As bonitas lembram atrizes pornôs no estilo ninfeta do leste europeu. As feias, sei lá. As feias são piores do que as piores da Rua Augusta. E a opinião é minha, da Lari e do Eddie (que quase se apaixonou por várias “vitrines”).
37. Depois de entrar no sex shop francês, eu já estava pronta para mergulhar mais nas loucurinhas. Entramos em quase todos os sex shops da rua principal do Red light district e nos divertimos a valer. Desta vez o Eddie, meu amigo que estava morando na Inglaterra e passeou conosco em Paris e Amsterdam, estava junto, o que garantiu mais a nossa desinibição.
Conferimos com calma todos os lançamentos de vibradores, vimos todo o tipo de fetiche bizonho em dvd e observamos que todo e qualquer tipo de pessoa entra nessas lojas sem pudor algum, ao contrário daqui. As lojas geralmente têm bastante gente comprando, não existe estacionamento e é comum ver casais com mais idade entrando juntos. Neste ponto, Amsterdam me conquistou profundamente: hipocrisia zero. Palmas pra eles.
38. Saindo de todos os sex shops, encaramos um puteiro light. Não fui lá colocar nota de 10€ na calcinha da profissional do sexo, porque eu tenho amor pelo meu dinheiro, mas demos uma moedinha de 1€ para assistir uma moça dançar.
Lá existem diversos tipos de live shows, com loiras, morenas, casais e girl-on-girl. Nós optamos por ver algo mais tradicional. Entramos cada um numa cabine individual e depositamos a moeda. Em seguida, o vidro tornou-se transparente para o nosso lado e pudemos assistir a loirona dançar por um minuto. Foi uma experiência bastante surreal ver uma bunda (e outras coisas) tão de perto e do jeito que os homens curtem ver, afinal a garota faz o trabalho dela sem saber quem é que está assistindo.
Passados os 60 segundos mais surreais da noite (pelo menos pra mim!), nós três saímos da cabine e vimos uns meninos com cara de ponto de interrogação olhando pra gente. Tipo, “nossa, duas garotas? Hum”.
38. Para fechar a noite sensacional, voltamos de biketaxi para o hotel, porque os ônibus já tinham parado de circular. Quase acabamos com o fôlego do motorista francês gato que odiava Paris, mas pelo menos ele nos abraçou forte e profundamente, o que rendeu assunto para as conversas antes de dormir. Ai, ai. (L) Eu devia ter tirado uma foto dele pra mostrar pra vocês. Droga.
39. Comprei meu segundo moleskine lá. Um ruled reporter notebook de capa dura, para ficar bem diferente do que eu já tinha, um pocket ruled soft. Para quem quiser conhecer todos os modelos, entre no site. Eu estava bem afim de comprar um storyboard notebook ou um music notebook, para as minhas composições, mas não encontrei em nenhuma cidade.
40. Para quem pensa em visitar Amsterdam pela “diversão”, um aviso: estão querendo limpar a cidade de todas as “diversões”, então sejam rápidos. hehe
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Na seqüência do Top 100, os top 10’s de Berlim e Frankfurt.
A minha não-visita ao muro, o restaurante mais alemão de toda a minha vida, os melhores cafés da manhã, nossa ação “criminosa” no metrô e o meu amor platônico pelo Knut. :love: