Fernanda Pineda Vicente Loverox, 21 anos, São Paulo. Atriz, produtora e formanda da turma de 2009 de Rádio e TV na Cásper Líbero. Cinema, música, teatro e gatos. Colaboradora do Luv luv luv e internetando por aí. Mais?
Certamente um dos motivos que me faz ficar bem triste por não ter o maior pacote de tv a cabo da NET é não poder assistir “The Girls of the Playboy Mansion”. É um reality show, assim, no melhor estilo The Simple Life, só que melhor. O programa é exibido no E! Entertainment, o mesmo canal de reality shows bastante “edificantes”, como E! True Hollywood Story e Dr. 90210, agora exibido na Rede TV! como Dr. Hollywood. Nem sei se deve ter pra baixar (é claro que deve), mas não vou gastar meu HD com isso. De qualquer forma, tem coisas que só esse reality show traz pra você.
Para quem não sabe, o “The Girls of the Playboy Mansion” mostra o dia-a-dia das três “esposas” de Hugh Hefner, criador da Playboy: Kendra Wilkinson, Bridget Marquardt e Holly Madison. Além de mostrar todas as farras das meninas em cartões de crédito e seus eventuais trabalhos como modelos, o destaque fica para a relação deles quatro, que é estupidamente amigável (e baseada no amo$$$r). Está tudo bem para todos que Holly seja a esposa preferida. Literalmente uma primeira dama.
Acontece que o aniversário de Hefner foi em abril deste ano. Todas as comemorações de seu aniversário foram filmadas e exibidas no reality show, naturalmente. Uma das surpresinhas que o senhor de 82 anos recebeu foi um bolinho de Pamela Anderson. Um singelo bolinho. Só que a loira siliconada entregou o presente pelada, on high heels. A cena é indescritível e, claro, foi ao ar censurada. As mulheres presentes no evento não sabiam onde enfiar a cara. Hugh abraça a loira, dá tapas no bumbum e enfatiza que ela está melhor que nunca. No final, Pamela também dá um abraço pelada na primeira dama. É mole ou quer mais?
Só que aí você se pergunta por que eu estou falando de um episódio antigo de “The Girls of the Playboy Mansion” e eu te dou dois motivos: 1- eu não vi esse episódio por conta dos motivos explicados no primeiro parágrafo, 2- o Egotastic soltou essa semana o vídeo do programa sem censura.
Agora matem a curiosidade. E vejam a cara da Holly (a loirinha fofa de verde). Clique na foto abaixo e tire as crianças da sala.
“The Girls of the Playboy Mansion”: mostrando o loo$$$$ve in the real life.
ps: estou imaginando o quão horrível (isso não foi irônico!) deve ser receber um abraço de uma loira com peitos de plástico.
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, com certeza foi o filme mais aguardado do ano para mim. Desde as primeiras exibições em festivais (leia-se, 2007) que eu estou vibrando ansiosa pela estréia aqui no Brasil. E, ok, confesso, eu já sabia que ia gostar. Só fui ao cinema para ter certeza.
O título é bastante auto-explicativo: em algum momento, um ménage em Barcelona. Não que os mais libertinos possam comemorar, afinal, um sexo a três não é mostrado em momento algum, porém o relacionamento tripartido acontece, sim. Durante um verão.
Em Vicky Cristina Barcelona (assim mesmo, sem vírgulas), duas amigas norte-americanas viajam para a Espanha em busca de sexo ardente e bodylanguage diversão e do bom e velho turismo. Vicky, interpretada por Rebecca Hall, está noiva e aproveita a viagem para analisar os costumes e a arquitetura local, já que está fazendo mestrado sobre a cultura catalã e, assim que voltar ao país, irá se casar.
Enquanto isso, Cristina, vivida pela musa do diretor, Scarlett Johansson, só quer relaxar e buscar inspiração para se expressar artisticamente, seja como for. Mais uma vez ela dá vida às artistas frustradas que brotam da mente de Allen, mas esta é mais doce e menos mesquinha do que Nola Rice, sua personagem em Matchpoint (2005).
Elas se hospedam em Barcelona na casa de uma conhecida e começam a freqüentar festas e vernissages da “alta” da cidade. Numa destas, ouvem uma fofoca sobre Juan Antônio, pintor que teria batido na esposa, seria conturbado e violento, etc. Nada disso. Juan é ninguém menos que Javier Bardém e ele não passa de um pintor extremamente criativo com uma bela ex-mulher de personalidade forte, Penélope Cruz. O problema é que ela não é apenas uma ex, mas sim um fantasma bem vivo.
O relacionamento entre as amigas e ele incia-se de uma forma um tanto latina e caliente e esfria para depois esquentar e não parar mais, dando apenas pausas para momentos de ternura-turística. Isso tudo até que a ex-mulher aparece, linda, imaculada e quase morta, de fato.
Quanto à Rebeca Hall, eu passo. Achei sem sal (ela e a personagem, Vicky). Ela traz um drama absolutamente pertinente: a da mulher correta e metódica, que encontrou o “homem certo” e está prestes a se casar, mas que, de repente, tchibum! Um balde de água fria em todos os seus planos. Sabe aquela típica história de noivas que a gente ouve na manicure e pensa “Gente, imagina?!” ? Pois é, é a história da pequena Vicky, só que não envolve despedida de solteiro.
O drama de Cristina já é bem outro: ela sabe o que não quer e acredita que isso é o suficiente. Seu maior problema é querer se expressar, mas artisticamente, de preferência. O problema é ela não tem a menor fé no próprio talento, o que faz sua admiração por Juan Antônio ser ainda maior, afinal, ele é um artista. E vive disso.
A química de Scarlett com Javier é absurda. Ele sujo, rústico, e ela uma princesinha loira e jovem-que-tem-muito-o-que-aprender. Uma mistura que, aliás, me lembrou muito Clive Owen e Natalie Portman em Closer (2004), mas essa é outra história. A questão final é que Johansson nem está absurdamente sexy no filme, ela está linda e isso basta. Woody Allen deixou Penélope Cruz à cargo da sensualidade.
Que delícia vê-la atuando! Brigando em espanhol, xingando de hijos de puta todas as gerações de seres vivos e, em seguida, acrescentando em inglês para a pequena Cristina, que não fala espanhol: “I’m sorry, I’m nervous today. I had a bad dream.” Assim, calmíssima. É. Devemos a Woody Allen uma Penélope ainda melhor que em Volver (2006), de Pedro Almodóvar.
Com verdadeiras pinturas na tela, Woody Allen conseguiu mostrar um choque de culturas possível ainda hoje, em tempos de globalização and all that shit. Um choque absolutamente poético (e caliente), visto pelos olhos americanos-english-speaking – o que é ótimo: ele não se atreveu a dar o ponto de vista espanhol.
Para completar essa misturinhagoxtosa, cenas como as de Scarlett fotografando Penélope são puro deleite. Para as moças, Javier Bardém sujo de tinta até os cabelos e de óculos de aro grosso já é mais do que suficiente: vale o filme. Tá, não só o Javier Bardém sujo de tinta vale: Penélope vale. Ela merece uma justa indicação ao Oscar/Globo de ouro/whatever de atriz coadjuvante.
Todo o longa é conduzido por um narrador que insiste em completar perspectivas das personagens. No começo, achei bastante interessante, principalmente ao descrever a forma de amar de ambas as mocinhas – que pode ou não mudar depois desta viagem muito mais que turística. Porém, já no final, eu quis mandar o narrador calar a boca para prestar atenção na trilha sonora, que é belíssima, e para, enfim, tirar minhas conclusões, sem ninguém pra conduzí-las.
…. Antes que me perguntem: sim, Penélope e Scarlett se beijam. E não, não achei grande coisa. Woody Allen pesou no erotismo do mise-en-scène, do clima da cena, mas não nas atrizes. Portanto, posso dizer que já vi beijos “do gênero” melhores no cinema. Esperava mais.
ps: sim, eu fui ao cinema só para confirmar que iria gostar e, de fato, confirmei. É a típica história simples que me atrai, que pode acontecer com qualquer um. Num verão espanhol.
Semana passada participei de um de um evento super especial: um show de stand up comedy express com a Dani Calabresa em plena Av. Paulista! Um palco foi montado em frente ao escadão da Gazeta (prédio da Cásper), ou seja, melhor impossível! A Dani arrasou contando diversas situações cômicas que só as mulheres sabem bem como são! Mas, pra dar um gostinho, vejam um trechinho da apresentação dela:
O show foi patrocinado pela O.B. e eu e outras blogueiras tiramos fotos com ela e ainda batemos um papo. Nesse vídeo, Renata Lopes, Fê Saijo, Gabi Bianco e eu contamos para a Dani Calabresa como é essa vida de blogueira – e como é difícil escrever um texto irônico, pois nem todo mundo tem tanto senso de humor assim… E, é claro, falamos sobre aquela tema bem velho e batido nas rodinhas femininas: homens.
Para fechar bem a tarde, saímos de lá preparadíssimas para as viagens que vêm nas férias e para a praia em qualquer dia do mês! Ganhamos uma necessaire linda, recheadinha de produtos o.b. dos mais variados tamanhos e com alguns bônus, como Carefree, Semprelivre e o gel de limpeza facial mais-melhor-de-bom-de-todos-os-tempos: Clean & Clear Morning Energy. Eu adoro e uso todo santo dia. Ele tira a oleosidade matinal da pele, tem vitaminas e ainda é super refrescante. Recomendo!
O mais legal do kit são as mini-caixinhas de ob, ótimas para levar na bolsa, no dia-a-dia, ou mesmo em bolsas de praia! Afinal tudo o que nós não queremos é dar bandeira nesses dias, certo?
Para conhecer melhor toda a linha da o.b. e interagir com outras garotas, acesse o site da campanha: Facoacontecer.com.br . Afinal, não dá pra acreditar que ainda tem gente que perde o verão à toa porque fica se perguntando: “e se ficar preso lá dennntrooo???”. Não, gata, não vai ficar! E se não quiser acreditar em mim, entre no site da Johnson & Johnson e tire suas dúvidas!
Algumas imagens falam mais do que mil palavras, mas como eu sei que sempre tem uma meia dúzia de míopes, vou traduzir!
Antes que seja tarde éminha peça de estréia no circuito profissional de teatro de São Paulo. Todos os domingos, 13 atores e eu estamos apresentando diversas sketches teatrais baseadas na corrente psicológica da Gestalt. Se você não sabe o que é, dá um google. O importante mesmo é que as cenas são ótimas, indo da comédia ao drama, com direito a chá e biscoitos em todas as sessões. (Deliciosos, recomendo. Nossos patrocinadores arrasaram!) E, claro: quem for, tem direito a me conhecer, tirar fotos, pedir autógrafo, tomar uma cervejinha comigo.
Serviço: Direção: Dan Rosseto Elenco: Alessandra Parucci, Andrea Carvalho, Fernanda Pineda, Gilcimar Santos, Ítalo Sena, Lauanda Varone, Lô Carvalho, Malu Vanzelli, Rafael Sola, Raphael Macedo, Rodrigo Marcos, Sônia Pineda, Vagner Valério e Weider Resgate. Data: todos os domingos, até 30/11/08. Horário: 15hs Entrada: R$ 10,00 (preço único) Recomendação: 16 anos Duração: 70 minutos Local: Espaço Magma – Rua Aspicuelta, 227 (Vila Madalena) Capacidade do Espaço: 32 Lugares Informações e reservas: Espaço Magma – (11) 3816-5816
Para quem for mão de vaca e não quiser gastar R$20,00 indo e levando um comparsa, acesse o Ondequando.com: tá rolando promoção toda semana por lá até o final da temporada! Quem for, aguarde até o final da apresentação, que nós todos saímos para dar um olá e papear (e ir pro bar).
ps: A peça saiu também na Veja São Paulo e em outros sites, mas quis manter o padrão só de jornais.
Ele é o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. É a representação norte-americana do desejo de mudança. Ele já é e será por mais quatro anos (se tudo der certo) o homem mais importante do mundo. Ele tem 47 anos e está conservadíssimo. Madonna cantou para ele. Ele ganhou seu próprio game Super Obama World. Ele é Barack Obama. Ele é um ícone pop.
No dia seguinte à eleição, sua foto foi publicada em jornais mundo a fora, dezenas deles, na verdade. Não resisti e selecionei as minhas capas favoritas, considerando que cada jornal seguiu uma linha diferente para representá-lo. Olha só se ele já não é pop e multifacetado:
Agora eu aposto que Michael Jackson deve estar sentindo uma leve coceirinha. Enquanto isso, Obaminha já ganhou sua própria “…Pedia” virtual, o Obamapedia, e seu gosto cultural já até adquiriu relevância. O novo ídolo da política revelou gostar de Rolling Stones e U2 e ter como filmes favoritos O poderoso chefão (1972), e sua sequência, O poderoso chefão 2(1974). Com relação a atores, Obama dá o Oscar para Spencer Tracy, Humphrey Bogart, Meryl Streep e Susan Surandon.
Como americano adora filmes sobre a Casa Branca, Obama também tem sua preferência. Para ele, quem melhor encarnou o presidente norte-americano nas telonas foi Jeff Bridges, em A conspiração (2000), mas ele já declarou que, se um filme fosse feito sobre seu próprio mandato, Will Smith deveria interpretá-lo. Achei todas as escolhas bem politicamente corretas.
Preparem as 2349723894 toalhas brancas. Obama is in da White House.
Eu gosto da Aguilera. Tenho três cds dela. Tenho mp3s dela. Mas, já vou logo perguntando, afinal de contas, que clipe é esse, deusdocéu?
A Aguilera lançou “Keeps gettin’ better” semana passada e eu, com a correria, só me lembrei de assistir hoje. Apesar da apresentação dela no VMA ter copiado escraxadamente o figurino da Britney na Onyx Hotel Tour, a música é bacaninha, batida boa, ótima pra se jogar na buatchy e bater cabelo. Mas oi? A única coisa que eu consigo pensar enquanto assisto esses três minutos de tortura é “WTF??!”. Dá vontade de fechar os olhos e só ouvir.
No clipe, além de “se inspirar” na Britney e, mais claramente, no clipe de Toxic (com a moto, com o cabelo, com a direção de arte, com as cores), ela ainda cuspiu e escarrou o figurino da Madonna em Human Nature, só que numa versão piorada e sem propósito. Para completar, a idéia do vídeo, que seria a Christina editando o próprio clipe, é bem sem gracinha. Colocaram a garota numa mesa de som imitando uma mesa de edição linear de vídeo, ou seja? Coisa jurássica que simplesmente não se usa mais.
O que posso dizer? Aguilera, tome jeito na vida e retome a fase “dirrrty”, se é essa a imagem que você prefere. Esse teu glamour atual já passou do ponto e esse clipe me dá uma nostalgia terrível dos anos 80, década em que as músicas são ótimas. Os clipes, não.
Só pra não negar o mérito, comparando as capas dos cds da Britney e da Aguilera, ela saiu na frente com a capa de seu Greatest Hits, do qual faz parte Keeps Getting Better e que será lançado no próximo dia 11. A Brit tinha que ter caprichado mais. A capa de Circus, que chega às lojas no início de dezembro, tá bem sem gracinha. Não gostei. Prontofalei.