Arquivo: October, 2008


Por mais esdrúxulo que pareça, essa data merece comemoração. Nem que seja para eu me lembrar de que está sendo melhor assim, ok? Durante a TPM isso se faz necessário.

Essa vida de namorar começou cedo. Demais, até. E eu me espantava com a velocidade em que rapazes dispostos a um compromisso apareciam, tanto que fiquei mal acostumada. Esperar mais de um mês por um pedido oficial foi, durante muito tempo, sinônimo de enrolação pra mim. Isso até eu cair na real.

Eu despenquei na real quanto comecei a por na balança que… hum! Eu mereço muito mais do que caras dispostos. Percebi que eu fui escolhida e não escolhi. Taí. Ao menos o que eu NÃO quero (e um pouco do que eu quero) eu já sei. Logo, por que não abandonar essa postura passiva (hum!), esticar o dedinho e adotar uma tática mais uni-duni-tê (o sorvete colorê, o escolhido foi você!) ?

Eu fui em frente. Escolhi bem e posso dizer que topei com fiéis preenchedores daquela lista mental besta do “Homem Ideal” mais de uma vez. Ou seja? Ele existe, for God’s sake! Não é impossível, não estou pedindo demais, como muitos me disseram. O que basta agora é ser escolhida ao mesmo tempo, é lógico. Afinal, o que um não quer, dois não fazem - uma pitada de sabedoria.

Porque, veja bem. A fêmea escolhe o macho mais apto, mas ele jamais estaria ali à disposição se não a tivesse escolhido. Pelo cheiro, pelo cio, pelo interesse instintivo infalível. Ela o escolhe + ele quer = filhotinhos. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que não quero ter filhotinhos e que o “Homem Perfeito” não é impossível, só falta aquela ajudinha da natureza.  O ferormônio da irresistibilidade, da inevitabilidade, do “quero-você-agora-pra-sempre”, o cheiro que preencha os receptores certos para acelerar ambos os corações. Em todos os encontros.

Bem, se eu tivesse topado ser cozinhada em banho-maria (como diz o Isaías), eu até teria continuado empacada em escolhas antigas, em meses de saídas que poderiam ter rendido – ou não. O fato é que timing é tudo e até a escolha do melhor sorvete pode dar uma desanimada quando você espera para comê-lo e ele derrete. Afinal, derreter na boca de alguém é um tanto diferente de derreter na mão de algum engraçadinho (ou lerdinho) que se toque tarde demais. E, acredite: eles podem até não estar apaixonados, mas a vida sempre cuida de mostrar o que perderam. Assista Alfie, o sedutor (2004), com o Jude-Law-delicious.

Então, é isso: um ano de solteira e um ano de escolhas livres, em que o sorvete derrete se eu quiser. A busca continua? Sim, eu vivo melhor apaixonada. Qualquer um vive e, de minha parte, já descobri isso. Agora as buscas continuam com calma, às vezes com pressa feminina, mas sempre com um belo óculos escuros retrô para suportar esse sol “derretedor” e enxergar bem que sorvete vem pela frente. Isso porque eu prefiro muito mais um Häagen Dazs na sorveteria do que um genérico-Praia-Grande escorrendo na minha mão.

Com os genérico-Praia-Grande’s eu aprendi muito. Aprendi, agradeço e não cuspo no palito que eu chupei (ui!),  porque agora eu tenho a total certeza que meu negócio é Häagen Dazs na taça (de macadâmia, por favor. I crave about it!).

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , ,

… Porque eu peguei a Radial Leste dirigindo pela primeira vez (e dirigi mais do que em toda minha vida);

… Porque eu me bronzeei;

… Porque eu começo aqui uma etapa muito especial;

… Porque comprovei que eu realmente sei muita coisa;

… Porque foi um domingo incrível de 12 horas de gravação do meu primeiro grande curta-metragem  totalmente elaborado, de fio a pavio.  Pouco me importa se isso é interessante para vocês, o fato é que hoje foi a minha primeira grande gravação e eu quero guardar isso pra sempre. E, bem, queridos: as primeiras 12 horas de claquete, gritaria e correria você nunca esquece. Principalmente se você acumular as funções de produtora executiva, diretora de elenco, contra-regra, diretora de cena e acabar dando pitacos na continuidade. Tudo-ao-mesmo-tempo.

Cena 12, take 5.

Cena 12, take 5. Ainda.

Vendo a continuidade e explicando a ação para os atores (e para nosso extra especial, Gravata).

Preocupada. Olha essa cara!

Alías, só suportei essa data ridícula nas fotos porque quero realmente guardar este dia. Além disso, mamãe quem pôs (típico, não?). Mamãe fotografou, ajudou e ainda deu pinta de figurante. Para quem não sabe, ela também é atriz, só que neste curta eu só tinha papéis masculinos, então ela apareceu apenas pra dar uma mãozinha no segundo plano… Muito obrigada, mãe!

O nome do curta? “Destino: sub.; masc.”, em breve no youtube: em teasers e em trailer, com participação especial do meu querido Gravataí Merengue . Aguarde.

ps: Exatamente semana que vem terei mais um dia especialíssimo na minha vida: estréio no teatro profissional, com direito à Guia da Folha e tudomais. Já falei que se sair naquela revista reaça semanal na Veja, eu vou me achar, vou recortar, escanear e mostrar por aí. Dá licença que eu to passando, tsá?! E divulgo tudo aqui, é lógico.

Postado por Fê Loverox

Tags: , , ,

“Se você ama alguma coisa, deixe-a livre. Se voltar, é sua. Se não voltar, nunca foi.”

Durante muito tempo eu achei que essa frase era mais um ditadinho popular bonito que caiu no gosto da galera. Hoje resolvi dar um google e acabei descobrindo o nome da autora: Sarah Mengel. Descobri o nome e só. Encontrei outros textos dela, mas nada sobre ela. Nada que diga como ela conseguiu formular essas três frases de forma tão pura e simples, sem objeção nem sofrimento.

Provavelmente mais alguém aqui concorda com as aspas da moça e eu digo que concordo também. Concordo, mas… pôr em prática? Praticamente impossível. Como alguém que ama, com todas as forças e em sã consciência, tem a capacidade de abrir os braços, abrir mão de tudo? Assim, sem desejar nada em troca, mas no fundo esperando que o outro volte?

Minha angústia não permite isso. Acho bonito quem tem essa capacidade de deixar as coisas acontecerem, deixar tudo no ar, leve e solto. Acho belo, de verdade. Acho belo e admiro, principalmente porque sou incapaz de fazer algo do gênero. Qualquer coisa do gênero.

Não sei em que momento isso aconteceu, mas finalmente me dei conta de que não sei amar de longe o que não tenho. É praticamente impossível manter laços estreitos com o que não é próximo, com o que não dá retorno.

O que acontece? Bem, começa sempre de uma forma bonita: é a época do “vamos manter contato” e do “acho que estou apaixonada”. A vida segue com os passarinhos cantando até que eu me dê conta de toda a angústia caminhando par a par com a felicidade, que tinha tudo pra ser ótima. Alguém me disse que tinha tudo para ser ótima, eu me lembro disso. Eu me lembro, mas infelizmente não consigo acreditar. De feliz à angustiada eu passo em dois segundos e não encontro mais o caminho de volta.

É como dirigir num dia ensolarado e mergulhar num túnel sem fim. O caminho de volta não surge enquanto eu não tiver certezas, não tiver confirmações, fatos. Não me importa se são permanentes: às vezes a gente acaba se enganando para manter o sorriso. O caminho só volta, enfim, quando eu tiver. Tiver, do verbo “ter”. Mas.. Não amar enquanto não ter? O certo não seria amar para depois ter? Se é que se pode ter, é claro.

É linda a habilidade de amar e deixar livre, mas eu não tenho nervos para esperar a “coisa” voltar. De uma certa forma, acho isso tudo um pouco blasé e não entendo como é possível não sofrer. Simplesmente não faz o menor sentido pra mim. Eu amo como num livro de romance, como numa tragédia Shakespeariana (quite dramatic!) e não sei esperar. A vida está passando pelos nossos olhos, porque, ó ceus, eu tenho de esperar?

Mesmo quando eu brinquei de me enganar, quando eu brinquei de ser blasé e não me entregar, eu sofri no final. Só entrei no jogo para não sofrer e, é óbvio!, sofri porque eu não nasci pra isso. Eu não sou assim. Não fui feita pra viver pela metade, nasci pra ser inteira. Esperar, definitivamente, não está nos meus planos. Por que segurar o copo meio vazio se eu posso entornar o copo transbordando?

Acho lindas suas frases, Sarah Mengel. Acho contemporâneas. Acho até que talvez existam pessoas que sigam isso a risca com o sorriso no rosto e sem lágrimas na cabeça. Só que eu não as compreendo. Se fosse possível evitar o tombo, jamais saltaríamos. Sem saltar… Por que estar aqui, mesmo?

Vocês podem até pensar que eu me contradigo, pois dias atrás eu disse que ninguém topava sofrer. Eu continuo não topando sofrer e realmente me sinto bastante boba quando isso acontece. O fato é que o sofrimento é inevitável quando você simplesmente não nasceu pra jogar. Eu nasci pra olhar nos olhos.

Para quem quiser trilha sonora: To Have and not to hold – Madonna.
“…To have and not to hold/ So hot, yet so cold/ My heart is in your hand/ And yet you never stand/ Close enough for me to have my way/ To love but not to keep/ To laugh, not to weep/ Your eyes, they go right through/ And yet you never do/ Anything to make me want to stay…”

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , , , , , ,


Eu e meu kit puket!

Como eu prometi, hoje é dia de dar o resultado da promoção da puket! Então, vamos lá!

Foi difícil escolher. Confesso. Fiquei em dúvida entre a Mônica Bérgamo engolindo meia, a Marta Suplicy tirando a Puket pra gozar, Felipe Solari dançando de calcinha do Snoopy e até Joelma fazendo show com meia 3/4 de porquinho. Coloquem-se no meu lugar, vai? Vocês foram mesmo muito criativas! Mas… eis que temos uma vencedora!

A linda, maravilhosa, vitaminada, criativa e blablabla que vai levar um kit LINDO e cheio de caixinhas (não só essa da foto) é a Li, que contou que daria o kit Puket para o chefe dela se revelar, sair do armário e ser feliz. Então, ao som de “I Will Survive”, confiram a resposta da Li:

Daria Puket para a bicha enrustida do meu chefe! Ele pega no meu pé e não sabia porquê! Até que descobri que é invejaa dos atributos de mulherr! O sonho dele é poder usar calcinha e sutiã! kkkk Quando eu desse o kit, ele não ia resistir, ia soltar um gritinho de emoção e ia se assumir só pra usar Puket e ahazar na Parada Gay! E a vida seria mais feliz, linda, maravilhosa, multicolorida e fashion, of course!! =D

Gente, vamos e venhamos! O caso da Li não é apenas de dar um remédio anti-chatice para um mala sem alça, mas sim um verdadeiro bem para a humanidade! Todo mundo merece ser feliz e se o chefe dela precisa de uma calcinha cor-de-rosa para seguir em frente e “survive”, quem sou eu pra negar? 8)

O kit é todo seu, moça! Entrarei em contato!

Postado por Fê Loverox

Tags: , , ,

(O clipe novo estreou, estou inspirada, etc e tal.)

… Por que ela tá apelando no clipe de “Womanizer” (e ela pode!), porque ela não canta grandes coisas mesmo, porque pra mim ela é performer, porque ela tem gemidos que ficaram em primeiro lugar na Billboard, porque ela faz fuck music como ninguém. Por essas e outras, apresento uma playlist com 10 músicas da princesinha do pop para você ficar bem a vontade quando estiver bem acompanhada.

Se o rapaz não curtir as músicas da loira, pouco importa: duvido mesmo que a visão não faça ele esquecer a audição. Meia-luz e ahaze.

10 – The answer
A letra não é nem um pouquinho explícita, a voz sim.


Trecho: “I can’t hardly speak because I’m underneath your spell / Saving every moment that I have you to myself / Putting my love to the test / ‘Cuz baby this is destiny.”
Álbum: In The Zone (2003) – Bonus track

9 – Touch of my hand
Ela basicamente fala do “touch” da “hand” dela nela mesma. Precisa mais?


Trecho: “I don’t want to explain tonight all the things I tried to hide / I shut myself off from the world so I can draw the blinds / And I’ll teach myself to fly / I love myself its not a sin / I can’t control what’s happening.”
Álbum: In the Zone (2003)

8 – Radar
Batidas bem marcadas, ritmo na medida.


Trecho: “A man with a midas touch/Intoxicate me, i’m a lush / Stop, you’re making me blush/People are looking at us / I don’t think you know, know / I’m checking you so hot, so hot / I wonder if you know you’re on my radar.”
Álbum: Blackout (2007)

7 – Break the ice
Quebrar o gelo e derreter o resto.


Trecho: “You got me hypnotized / I’ve never felt this way / You got my heart beating like an 808 / Can you rise to the occasion / I’m patiently waiting / ‘Cause it’s getting late and I can’t get enough / So let me get it up.”
Álbum: Blackout (2007)

6 – Boys (veja o clipe)
Fala de one-night stands e tem provavelmente a frase mais “sábia” que Britney já tenha cantado: “Boys. Can’t live with them, can’t live without them”.


Trecho: “Tonight, let’s fly, boy have no fear / There’s no time to lose / Baby what are you waiting for? / And next week, you may not see me here / So boy just make your move / Let me see what you can do.”
Álbum: Britney (2001)

5 – Womanizer (veja o clipe)
Para as mandonas de plantão.


Trecho: “Lollipop / Must mistake me; you’re the sucker / To think that I / Would be a victim, not another / Say it, play it how you wanna / But no way I’m ever gonna fall for you / Never you, baby.”
Album: Circus (Dezembro – 2008)

4 – Gimme more (veja o clipe)
Bem pelo contrário, essa é para quando você quer obedecer.


Trecho: “The center of attention / Even when we’re up against the wall / You’ve got me in a crazy position / If your on a mission / You got my permission” [...] “I just can’t control myself / If you want more / I’ll give you more.”
Álbum: Blackout (2007)

3 – Baby one more time (veja o clipe)
Para quem gosta de fazer a santa.


Trecho: “Oh, baby; baby / The reason I breathe is you / Boy, you’ve got me blinded / Oh, pretty baby, there’s nothing that I wouldn’t do / It’s not the way I planned it.”
Album: …Baby one more time (1999)

2 – Breathe on me
Para relações inexplicáveis, praticamente… Hum… Transcendentais.


Trecho (difícil escolher um só!): “This is way beyond the physical / Tonight, my senses don’t make sense at all / Our imagination, takin’ us to places, / We have never been before. / Take me in, let it out, / Don’t even need to touch me, / Baby, just… / Breathe on me.”
Album: In the Zone (2003)

1 – I’m a slave 4 you (veja o clipe)
O título, os gemidos e o clipe mais sexies ever. Não precisa dessa linha de explicação.


Trecho (começa bem e basta): “I know I may be young / But I’ve got feelings, too.”
Album: Britney (2001)

Agora só posso desejar que vocês façam bom uso disso tudo. E é claro que “nessa” minha playlist não tem só Britney Spears, mas não dá pra negar que ela é ours concour. 8)

ps: deu um trabalho do cão arrumar esses players, então ouçam TUDO. hahaha
ps2: foto com qualidade péssima porque não tem um site que tenha screencaps de “Womanizer” realmente em HQ. Sorry.

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , ,

Desde que entrei na faculdade, já sabia muito bem que estava ingressando numa área difícil. Eu simplesmente sabia. Ou, por um acaso, você já viu muitos diretores jovens arrasando na Globo ou em qualquer outro canal? O fato é que eu resolvi confiar no meu taco e deixar pra lá as intrigas da oposição, pois sempre acreditei que o mais importante é fazer o que se gosta. Aliás, Rádio e TV  foi o menor dos males. Minhas segundas opções de faculdade eram artes cênicas ou música e, people, vamos combinar: geralmente só rendem o suficiente para pagar as contas (e quando rendem). Sem contar que são áreas em que você pode se profissionalizar de outras formas, que foi o que fiz para me formar atriz.

Voltando ao assunto, entrei na faculdade feliz e contente. Tudo o que eu queria era estagiar. Era toda uma sede de trabalhar logo pra fazer contatos, pra finalmente experimentar tudo na prática, pra todo o resto e mais um pouco. Antes de começarem as aulas do meu 3º semestre, já estava eu trabalhando na Capricho, o emprego dos sonhos de muitas meninas e, realmente, foi incrível trabalhar lá. Tive uma experiência com produção absurda e aprendi sobre moda de um jeito que nem uma pilha de Vogues de todos os continentes poderia me ensinar. Aí eu saí. Saí porque eu sempre quis televisão, saí porque foi a hora de ver a vida por trás das câmeras.

Playtv. Não era o sonho, né? Meu “estágio dos sonhos” quando entrei na faculdade era a boa e velha MTV, mas era uma experiência totalmente nova: roteirista. Escrevia um programa diário sobre cinema, falava sobre quadrinhos e games (é, podem pasmar, meus caros) e mandava a família ver meu nome nos créditos no final dos programas.

Eu adorava escrever sobre cinema (acho que vocês percebem, né?) e escreveria muito mais, uma pena que os roteiros eram curtos. Aliás, eu tinha o maior orgulho besta do meu trabalho, porque eu sempre sabia todas  as sinopses de filmes e datas de estréia de cabeça, além de poder pegar dvd’s de graça no acervo da TV.  Mas, tinha a parte dos games. A parte dos games dava no saco. Sério. Principalmente porque de games novos eu só manjo Guitar Hero (manjo e manjo bem, tá? Sou melhor que meu primo aborrescente que passa o dia na guitarrinha). Resumo da ópera: eu já estava considerando ir pra outro lugar. Voltar para a boa e velha produção enlouquecida, ou quem sabe produção de arte, apresentar, locutar ou mesmo continuar escrevendo,  mas em outros ares. Bem, eis que numa bela segunda-feira monótoma, quando eu matutava sobre as estréias da semana, tcharam! A emissora encerra as transmissões em São Paulo.

Apesar das relações entre empresas de telecomunicações no Brasil não serem absolutamente nada transparentes e muito menos éticas, fazer o que?, let’s keep on (não, não vou dar detalhes), o fim das transmissões foi totalmente inesperado. Em segundos começou o clima de “que cabeça vai rolar hoje?” e fomos seguindo assim até o final da semana. A minha cabeça rolou na sexta-feira. Saí de lá meio sem saber se ria (porque já queria sair do emprego) ou se chorava. Meu mundo virou de cabeça pra baixo. Afinal, tá bom… Eu queria sair, mas queria ter outra coisa na manga, é lógico! Entrei no ônibus pra casa me sentindo uma inútil. Lembrei-me dos comentários ridiculamente infelizes dos meus “colegas” do ensino médio: “vai fazer Rádio e tv? Vai passar fome!” ou “Putz, isso não ajuda ninguém” ou “Que coisa mais INÚTIL!”.

Bem, o inútil realmente não me afetava, porque mal sabem eles o quanto o maldito “Corujão” ajuda quem passa as noites sozinho, ou quanto a porcaria do “Zorra Total” alegra o sábado à noite de quem está numa cama de hospital. Quanto à importância, eu não quero nem entrar em detalhes: sempre me pareceu muito óbvio e ululante que eles estavam absurdamente errados. O fato é que eu pensava “tá, se eu fizesse qualquer outro cursinho meia-boca tradicional, eu já teria outro estágio na porta amanhã”. Dissipadas as nuvens negras, pensei que seria bom, já que fazia mais de um ano e meio que eu trabalhava direto junto com a faculdade, sem férias nem intervalos.

Chego em casa naquele misto de “não chora” com “pense pelo lado positivo” e com o tédio à espreita, faço o de sempre: ligo o computador. Ligo o computador e de lá começam a brotar oportunidades. Brotar, assim… No mesmo dia. Em uma semana, fiz uma entrevista e recebi mais duas propostas extras. Seguiu-se um freelancer de dois meses, com responsabilidade alta, muito stress e mais uma área nova para eu experimentar: edição. Aprendi horrores, fiz a grana, botei no portfolio e voltei pra casa orgulhosa, sem me preocupar com o que faria profissionalmente amanhã. Em menos de uma semana, outra proposta e mais trabalho (que eu contarei aqui em breve). E tudo lindo. Tudo tão lindo a ponto de eu ter que recusar trabalho, pois já estou com o tempo devidamente ocupado.

Nessas horas eu lembro que meu horóscopo previu um ano para ganhar dinheiro e evoluir profissionalmente. E não é que a previsão bateu? Sorte ou não, o que eu quero dizer é que nem sempre as coisas são tão ruins como parecem. Tudo é tão imprevisível que o ruim de hoje torna-se excelente amanhã e só nos resta ousar e tentar ficar de peito aberto para todas as possibilidades. Não importa se é no campo profissional ou na vida amorosa, o jeito é se soltar e virar de ponta cabeça junto com a vida. Uma hora o looping acaba, você solta os cintos e curte a sensação boa das pernas bambas. :)

—-
Apesar do post ser um desabafo (que na época da demissão eu preferi omitir), eu escrevi tudo isso para convidá-los a conhecer a última novidade da Rexona: o novo Rexona roll-on, de cabeça para baixo! Sim, sim.

Pequeno, cheiroso, bom de carregar na bolsa e, melhor ainda, sem desperdício de líquido preso no fundinho da embalagem (isso é realmente chato!). Entrando no site, você ainda concorre a um kit da rexona se responder criativamente “Quando sua vida ficou melhor de cabeça pra baixo?”. Moleza, não? Eu já ganhei um kit da rexona e recomendo! Só para dar mais inspiração, vejam aqui o comercial da campanha:

…Porque tem coisas que ficam melhor de cabeça para baixo. Inclusive os nossos peitos. Adorei a piada, srs. publicitários! 8)

PS: Este post é um publieditorial. Mas não é que ficou bom? :)

Related Posts with Thumbnails

Postado por Fê Loverox

Tags: , , , , , , , , ,

Sobre

Fernanda Pineda Vicente
@loverox, 21 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Cinema, música, teatro e gatos. Colaboradora do Luv luv luv e internetando por aí. Mais?

Square Banner

Ícones

Twitter Youtube Facebook

Twitter

Flickr

@estúdio emme@estúdio emme@estúdio emme@estúdio emme@estúdio emmelançamento - Pantene

Visitantes





Página Inicial | Domínio | Perfil | Arquivos | Links | Contato

Assine o Feed | 37 Visitantes Online

Copyright © 2010 Fake-Doll. All rights reserved.