Querida, cheguei!

qua
Não vou falar sobre a viagem (ainda, muita calma!), mas vou falar sobre um episódio bizarro de hoje, vindo pra casa.

Depois de levar um bolo, ficar de mau humor, xingar o dia dos namorados e pedir por injeção de chocolate na veia para compensar, tomo coragem pra sair do trabalho, enfrentar o frio e o ônibus (eu deveria criar um marcador só para minhas experiências bizarras com ônibus).

5 minutos de espera e lá vem meu Metrô Vl. Mariana verdinho. Entro, sento do lado de um rapaz que estava de moletom verde, calça listrada (?) e com o capuz da blusa na cabeça. Não vi o rosto.

O ônibus começa a andar e o rapaz vira e me olha. Eu percebo. Finjo que não vi. Olho para a janela do outro lado. Ele vira e fica encarando. Eu não olho. Quando ele vira, dou uma olhadela pra esquerda. Encaro a catraca e finjo que não estou sendo secada. Ele olha de novo. E para. E fica olhando. E fala:

– Desculpa, é que eu estou impressionado com a sua beleza.
– Ah é? Pfff. (sorriso amarelo, sem olhar pra cara do rapaz)
– É sério. Não consigo parar de olhar.
(olho para ele) Ah. Obrigada.
– Uma mulher bonita assim só pode ser pra casar, né?
– Ah é? Não sou eu que tenho que achar isso.
– Mas eu acho. Será que eu poderia te conhecer melhor? (olhando fixo)
(olho pra cara dele e desvio) Hum. Acho que.. Não. (sorriso amarelo)
– Por que não?
– Olha, eu não tô bem hoje e não estou afim de papo.
– Desculpa, eu vou te deixar em paz, tá?
– Obrigada.
– Desculpa, linda.

E eu só não mudei de lugar porque o rapaz se comportou e porque, bom, cheguei no metrô em um minuto. Enfim, experiência de ônibus. Outras vivências curiosas: aqui e aqui.

E quando eu digo que minha vida amorosa às vezes é uma piada, ninguém acredita! :P E ah! Até o IG me lembrou que falta menos de um mês para o dia dos namorados! (*adoro ironia*)

PS: volto com 30 fatos especialmente selecionados sobre minha viagem. e LOGO.

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