Se é pra mal-estar, melhor não estar?

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Férias me trazem à tona questionamentos estranhos, que geralmente eu deixo de lado ou não me incomodam tanto durante o “período comum” – é, eu sou bem do tipo “cabeça vazia, casa do diabo”.

Eu volto a pensar sobre a minha costumeira situação de “garotinha solitária” e nada tira da minha cabeça que isso vai ser sempre assim. Bom, pelo menos todas essas reflexões me fizeram achar pontos positivos na minha condição: não sou dependente de ninguém, ao menos emocionalmente, porque financeiramente ainda sou, claro. Não, não que isso seja uma desculpa ou um ponto positivo realmente relevante, até porque conheço pessoas que não são solitárias mas também não dependem emocionalmente de ninguém – mas isso é para os seres elevados. Eu acho que parei no tempo do maniqueísmo e sou 8-80 mesmo.
Mesmo refletindo, nada muda no meu comportamento e eu, juro, às vezes não sei, mas parece que conheço as pessoas erradas, as que estão prontas para me deixar a qualquer momento. Mas também prefiro não pensar por essa óptica, porque isso é auto-piedade.

Alguém que já leu esse blog outras vezes já deve ter percebido que esse problema é freqüente para mim, né? Pois é, continuo na mesma. Talvez a minha prima resolução de ano novo deva ser “fazer E consolidar amigos”. Tá bom, chega. Porque se algum suposto amigo meu vir parar nesse blog ele vai fazer questão de dizer: “mas, fê, você tem a mim”. Desculpa, eu não tenho a você e não tenho a nenhum dos outros que possa dizer isso. Não definitivamente, pelo menos.

Tudo esclarecido, nada resolvido.
Pelo menos estou bem.

ps: estas linhas em nenhum momento referem-se ao meu namorado. Só para esclarecer.

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