Mulher de Malandro.

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Devido ao meu descontentamento com relação ao futuro do país definido no último domingo, resolvi que precisava escrever alguma coisa – não só porque isso realmente me imcomodou, mas porque eu realmente andava falando apenas do meu mundinho aqui e ainda estava sumida.

Mais quatro anos de Lula. Sou indiferente com relação a pessoa dele, mas certamente ele não é o mais adequado para o país, na minha opinião. Não que o outro candidato favorito fosse e, na verdade, para que algo mudasse nessa porra precisaríamos trocar todos os atores, uma vez que são as pessoas que constroem este sistema burocrático, complexo e inacessível, embora tentemos esquecer disto.

Então, eu olho pro lado. Vejo quem é que está disposto a alguma coisa: ninguém. A verdade é que “a massa pensante do país”/”a elite intelectual”/blablabla reclama e jamais fará alguma coisa. No entanto, há os “poderosos” (digo, desde empresários até os próprios políticos que, tcharam, geralmente também o são) que, movendo um dedo, poderiam mudar algo, porém, isso não lhes soa tão interessante quanto mandar os filhos estudarem na França, passar férias no sul da Itália e depois voltar e continuar a lucrar com certas situações.

Hipócrita? Não. O poder corrompe ou faz o mais íntegro pensar duas vezes no que fazer. Só acho estranho um presidente não saber de nada. Será que ele é sempre tão desligado assim? Bom, não é à toa que perdeu um dedo. Tanta “inocência” no poder não pode dar certo, vide “O Príncipe”: os fins justificam os meios – e nessas horas me vejo obrigada a concordar com Maquiavel, desde que tudo seja em prol do Estado e não em prol de um jatinho.

Olho para o lado de novo: elite intelectual – debates infindáveis numa sala de aula do ensino superior, que vão do nada para lugar nenhum. Observo de novo: eles também ajudam a reeleger um”inocente” que nem no seu patamar de conhecimento chegou, como se o mundo fosse azul e “um homem do povo” pudesse mudar o mundo – eu já disse que o poder corrompe, né? Faz sentido? Para mim, não. Nenhuma omissão faz sentido, principalmente de pessoas que, como eu, estão “desgostosas”. Tudo isso me faz pensar que brasileiro é igual mulher de malandro e, pelo visto, eu sou assim. Você também.

Querem comer pizza?!

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