bad day.

ter
(post-desabafo-rápido)

Dia nem de todo ruim, mas extremamente tenso.

Passei o ano todo evitando e de um dia para o outro: “ei, vai lá. Você consegue, precisa ir.” Fui achando que eu realmente seria necessária. Fui inútil, mas fiquei lá esperando por uma decisão. Esperei por alguns minutos achando que sairia a decisão há anos não tomada. Não saiu.
Quem saiu da sala foi justamente aquele com quem eu não queria encontrar.
Aquele que me parece estranho quando não deveria.
Aquele que me faz sentir grata por quem eu tenho, mas que me faz pensar no que eu não teria para poder trocá-lo.
Alguém que eu não vejo por fuga, com quem eu não falo por não ter vontade, com quem eu evito resolver os problemas. Isso me faz adoecer, mas não posso evitar.
Alguém que só de me telefonar já estraga meu dia.
E, apesar de tão próximo de mim, cada esforço só serve para nos afastar cada dia mais.
Só serve para eu não querer saber de nada cada dia mais.
Alguém que eu jamais perdoarei, por mais que isso me faça adoecer.
E, por fim, alguem que só agora, depois de 17 anos, está tendo a levíssima e embaçada impressão da dor de tudo que senti até hoje (em cada dia dos pais e nos 364 dias restantes quando me veio a cabeça), devido ao meu desprezo recorrente.

Talvez um dia não tão ruim, mas um dia estranho, bem estranho. Fui obrigada a comprimentar um estranho – que tenta me ser familiar.

Pelo menos na volta eu estava acompanhada de quem eu mais amo na vida e pude tomar um sorvete e ganhar um snoopy glamour. =)


Obrigada, Mãe!

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