(E cada dia que passa eu penso que isso aqui tá virando um verdadeiro guia cultural para o final de semana – será?? )

qui

É, vi muita coisa no último final de semana.
Vamos por partes, like Jack would.

Sexta. (6 meses de namoro.. s2 hehe)
Peça: Os Sertões, A Luta – Parte II .
Direção: José Celso Martinez Correia (a_lenda_viva_do_teatro_brasileiro!)
Preço: R$15,00 (se não me engano, ganhei os convites.)

Teatro Oficina Uzyna-Uzona

Como eu já disse, ele é uma lenda: pra quem faz teatro, é quase obrigatório ir assistir a uma de suas peças e, claro, eu já estava há tempos querendo ir ver e ganhei um par de convites pra essa peça, que tinha acabado de estrear, na quinta-feira. Fui com o will.

Olha, eu ouvi muito de muita gente, então foi difícil deixar os julgamentos dos outros fora do teatro ( “zé celso é inovador”, “atores fantásticos”, “uma porção de ações *depravadas*”, “trocentas pessoas peladas”). Mas as 7h 40 minutos de peça, com apenas um intervalo de 20 minutos entre os atos, me mostraram muita gente pelada, mas também outra coisa, que não foi os atores, nem depravações, e sim que o sr. Zé tem um belo conceito cênico. Acho que foi lá que eu vi as imagens mais belas com cenários “desconstruídos” (pra quem não sabe, o teatro oficina é todo “desconstruído” também, só pra ter noção: não tem palco e o público interage em cena quase o tempo todo com os atores). Claro, peças como “Fantasma da Ópera” apresentam imagens lindas, mas a peça pede cenários suntuosos, já no caso do Zé, não. Tudo descontruído, e sem nada realista, pelo contrário, “cubista, expressionista e antropofágica”. =p

A única crítica negativa, que talvez seja um pouco longa, é de que eu achei que a atuação deixou um pocuo a desejar, principalmente por conta dos comentários que eu já tinha ouvido; além disso, NÃO gosto de nudez desnecessária: que me desculpem os diretores inovadores, mas vocês querem inovar SÓ com a nudez feminina. ¬¬ Quer dizer, sem generalizar, mas, por exemplo, tinha alguns homens hus nessa peça, porém, VÁRIAS atrizes eu só vi nuas (ou no máximo de topless) e em cenas que não tinham absolutamente na-da a ver. Bom, talvez, no dia em que mais homens tirarem a roupa pra nus frontais eu mude de opinião. Sorry. Feminista. \o/

Sábado
Código da Vinci
Direção: NÃO SEI, mas tá uma porcaria. ¬¬

Acho que a única coisa que valeu no sábado foi a pipoca com manteiga do Cinemark porque, sinceramente, que-porcaria-é-aquela? Desculpem-me fãs, mas acho que se vocês assistirem tam-bém não vão gostar! Uma porção de gente dormiu no cinema, os atores não estavam “ligados” e a história em momento algum chega até você, é estranho. Eu perdi completamente a vontade de ler o livro. =/ Eu tinha comprado e deixei pra ler depois do filme, até pra usar como um exercício de adaptação de roteiro, sei lá, avaliar o que os roteiristas mudaram, mantiveram, cortaram da história; mas acho que o livro vai mofar aqui. hehe Enfim, não vale a pena e eu morri de rir no cinema com todos os clichês da história! =p Aliás, talvez seja por isso que o livro tenha feito sucesso: tema polêmico + narrativa simples, com mutia ação e heróis triviais – saco. Resumindo: atores mal entrosados, direção fraca, roteiro “estranho” (?).
Quanto mais filmes eu vejo, mais chata eu fico…

Domingo
Peça: Quando Nietzche Chorou
Direção: Direção: Ulisses Cohn
Preço: R$ 60,00 (aos domingos)
Teatro Imprensa

Peça linda. s2 Adaptado do best-seller “Quando Nietzche Chorou”, de Yrvim D. Yalom (que eu li! =p), Cássio Scapim (êx-Nino do Castelo Rá-tim-Bum) interpreta o filósofo alemão Friederich Nietzche e Nelson Bakersville (ótimo ator!) interpreta o analista dele, Dr. Josef Breuer. Vale a pena assistir, tanto para quem quer ver o “Nino” em ação, quanto para quem quer conhecer um pouco da filosofia de Nietzche e, muito bem adaptada, a peça não requer a leitura prévia do livro. Boa peça, bons atores. Clássica. =)

Wow, tô escrevendo demais e muito espeçado, vou tentar escrever menos mais vezes. =p
É isso. Aliás, motivo pra empolgação: voltarei a fazer aulas de piano e canto lírico! Estou super feliz, até porque esse é o tipo da coisa que não dá pra parar nun-ca. Té. ;)

Comentários via Facebook

Deixe seu comentário