Arquivo: May, 2006


É, vi muita coisa no último final de semana.
Vamos por partes, like Jack would.

Sexta. (6 meses de namoro.. s2 hehe)
Peça: Os Sertões, A Luta – Parte II .
Direção: José Celso Martinez Correia (a_lenda_viva_do_teatro_brasileiro!)
Preço: R$15,00 (se não me engano, ganhei os convites.)

Teatro Oficina Uzyna-Uzona

Como eu já disse, ele é uma lenda: pra quem faz teatro, é quase obrigatório ir assistir a uma de suas peças e, claro, eu já estava há tempos querendo ir ver e ganhei um par de convites pra essa peça, que tinha acabado de estrear, na quinta-feira. Fui com o will.

Olha, eu ouvi muito de muita gente, então foi difícil deixar os julgamentos dos outros fora do teatro ( “zé celso é inovador”, “atores fantásticos”, “uma porção de ações *depravadas*”, “trocentas pessoas peladas”). Mas as 7h 40 minutos de peça, com apenas um intervalo de 20 minutos entre os atos, me mostraram muita gente pelada, mas também outra coisa, que não foi os atores, nem depravações, e sim que o sr. Zé tem um belo conceito cênico. Acho que foi lá que eu vi as imagens mais belas com cenários “desconstruídos” (pra quem não sabe, o teatro oficina é todo “desconstruído” também, só pra ter noção: não tem palco e o público interage em cena quase o tempo todo com os atores). Claro, peças como “Fantasma da Ópera” apresentam imagens lindas, mas a peça pede cenários suntuosos, já no caso do Zé, não. Tudo descontruído, e sem nada realista, pelo contrário, “cubista, expressionista e antropofágica”. =p

A única crítica negativa, que talvez seja um pouco longa, é de que eu achei que a atuação deixou um pocuo a desejar, principalmente por conta dos comentários que eu já tinha ouvido; além disso, NÃO gosto de nudez desnecessária: que me desculpem os diretores inovadores, mas vocês querem inovar SÓ com a nudez feminina. ¬¬ Quer dizer, sem generalizar, mas, por exemplo, tinha alguns homens hus nessa peça, porém, VÁRIAS atrizes eu só vi nuas (ou no máximo de topless) e em cenas que não tinham absolutamente na-da a ver. Bom, talvez, no dia em que mais homens tirarem a roupa pra nus frontais eu mude de opinião. Sorry. Feminista. \o/

Sábado
Código da Vinci
Direção: NÃO SEI, mas tá uma porcaria. ¬¬

Acho que a única coisa que valeu no sábado foi a pipoca com manteiga do Cinemark porque, sinceramente, que-porcaria-é-aquela? Desculpem-me fãs, mas acho que se vocês assistirem tam-bém não vão gostar! Uma porção de gente dormiu no cinema, os atores não estavam “ligados” e a história em momento algum chega até você, é estranho. Eu perdi completamente a vontade de ler o livro. =/ Eu tinha comprado e deixei pra ler depois do filme, até pra usar como um exercício de adaptação de roteiro, sei lá, avaliar o que os roteiristas mudaram, mantiveram, cortaram da história; mas acho que o livro vai mofar aqui. hehe Enfim, não vale a pena e eu morri de rir no cinema com todos os clichês da história! =p Aliás, talvez seja por isso que o livro tenha feito sucesso: tema polêmico + narrativa simples, com mutia ação e heróis triviais – saco. Resumindo: atores mal entrosados, direção fraca, roteiro “estranho” (?).
Quanto mais filmes eu vejo, mais chata eu fico…

Domingo
Peça: Quando Nietzche Chorou
Direção: Direção: Ulisses Cohn
Preço: R$ 60,00 (aos domingos)
Teatro Imprensa

Peça linda. s2 Adaptado do best-seller “Quando Nietzche Chorou”, de Yrvim D. Yalom (que eu li! =p), Cássio Scapim (êx-Nino do Castelo Rá-tim-Bum) interpreta o filósofo alemão Friederich Nietzche e Nelson Bakersville (ótimo ator!) interpreta o analista dele, Dr. Josef Breuer. Vale a pena assistir, tanto para quem quer ver o “Nino” em ação, quanto para quem quer conhecer um pouco da filosofia de Nietzche e, muito bem adaptada, a peça não requer a leitura prévia do livro. Boa peça, bons atores. Clássica. =)

Wow, tô escrevendo demais e muito espeçado, vou tentar escrever menos mais vezes. =p
É isso. Aliás, motivo pra empolgação: voltarei a fazer aulas de piano e canto lírico! Estou super feliz, até porque esse é o tipo da coisa que não dá pra parar nun-ca. Té. ;)

Postado por Fê Loverox

(Se você está saturado desse assunto, nem leia. Agora se quer saber a minha humilde opinião, continue.)

Não vou fazer jornalismo aqui. Não vou falar das causas dos ataques ou culpar as pessoas, isso todo mundo já sabe/viu/leu.

São Paulo não está tão no caos como estão falando por aí, afinal, a chance de ser assaltado e morrer sempre foi uma constante pra quem mora aqui. O que está provocando tamanha indignação são os meios de transporte e o comércio. Hoje eu não poderia ir pra faculdade nem se eu quisesse: não tinha ônibus pra mim, e mesmo que ivesse a outra linha, ela estaria tão lotada que eu só chegaria na avenida Paulista umas 10 horas. ¬¬ Além disso, ontem era 5 horas da tarde e até no MEU bairro, que é super tranqüilo, arborizado, calmo, os estabelecimentos comerciais estavam fechados. Desde escola de inglês até bar e academia. Tudo fechado. Sem contar que a iluminação na rua estava baixíssima (acho até que diminuíram de propósito, pra desencorajar o pessoal a ficar na rua).

É esse tipo de coisa que atrapalha, ainda mais quando se tem um idiota de um vice-governador que não deixa o exército vir pras ruas. Afinal, é melhor que a população se exploda e tenha toda a sua vida alterada do que ele próprio correr o risco de retaliações. Eu estou vendo a hora que irão surgir manifestações (já estou lá!)… Aliás, eu mesma queria propôr uma manifestação: por que esses filhos da puta não vão atacar em Brasília? Não vão matar aquele bando de deputados, de juízes que não agem “cegamente”, senadores e o sr. PRESIDENTE-formado-em-porra-nenhuma? Não, eles têm que atacar o povo, pois tem “contratos” com todos os citados.

(… Pequena Pausa.)

Mas o povo tem sua parte SIM. Todos os brasileiros, inclusive eu e você, tem esse péssimo hábito de não correr atrás do interesse coletivo e empurrar com a barriga achando que nada vai mudar. Acho que já está na hora de cair a ficha (a minha caiu). Só que movimentos não se fazem sozinhos, logo, quem quiser ir reclamar na porta do governador, favor pôr o dedo aqui que vai fechar o abacaxi.

Cada vez mais fico à favor da pena de morte, infelizmente. E que as celas nos presídios NÃO sejam coletivas: isolamento pra todo mundo, em cubículos 2 x 2, tipo mesmo o da Natalie Portman em “V for Vendetta”. Só um buraco pra comida entrar, sem janelas. E pronto. Claro, não é pena de morte e cubículo pra todos (não concordo que um cara que rouba leite pra família que tá passando fome vá para um lugar desses), mas que a justiça abra o olho também.

Ah… Olha só…
Em pensar que no ano passado quiseram tirar as armas e as munições dos civis. É. Imagina só o que seria da família de trocentos policiais nesse final de semana não fosse por isso?? Eu não votei nesse plebiscito, mas teria votado “não”. Esse ano eu vou votar pela primeira vez, e espero pdoer contribui em alguma coisa. Isso não é idealismo, mas essa atitude de “nada vai mudar nesse país” não contribui em absolutamente em nada. Se quem pensa assim e tem condições de ir morar em outro lugar JÁ TIVESSE IDO EMBORA, talvez certas coisas já fossem diferentes.

ps: será que eu vou pra faculdade amanhã? só Deus e a companhia de ônibus sabe. ¬¬
ps2: ainda acho bom momentos como esse que é pra determinados idiotas que não dão valor para as comunicações e seus profissionais passarem a valorizá-los, afinal, o que seria de todos agora sem rádio, tv, jornal? …
ps3: eu ia assistir Código da Vinci na estréia (Sexta, dia 19), mas vai saber se o shopping vai estar aberto depois das 16:00? tsc, tsc.

Postado por Fê Loverox

May

04

Whazzup, dear?

Arquivado em cinema, Teatro | Comente

Olha só, demorei de novo.

Bom, claro, não me sinto obrigada a postar aqui, mas é que no dia que eu penso “wow, que vontade doida de escrever” não me ocorre na-da pra escrever. Mas, hoje, além de eu estar com a maior vontade de escrever, eu tenho coisas pra falar. Por partes (e pelo que eu lembrar).

Cabelo:
Pelo visto minha franjinha só fica boa quando os outros vêem ou quando eu me vejo no espelho. Tá péssimo pra tirar foto: acho que ainda não descobri os “ângulos” certos, mas eu vou no espelho e ela tá tão bonitinha..! (não entendo ¬¬). Ah e eu descobri o problema com a foto ali uns dois posts abaixo que não aparecia: agora ela aparece, e pra quem não tinha visto meu cabelo ainda, agora vê. ;)

Filmes:

- O Gabinete do Dr. Caligari
Primeira expressão do expressionismo alemão no campo cinematográfico (gostaram de “primeira expressão do expressionismo”, né? =p). Filme fo-da. Os caras, que fizeram o filme em 1909 e só exibiram em 1920, me deixaram mais intrigada do que muito filminho de suspense por aí. E, aliás, um super trabalho de corpo do ator que faz o sonâmbulo: fantástico. Roteiro, cenários retorcidos (Expressionistas). Assistimos o filme na aula de cinema na faculdade, aula durante a qual eu fi-nal-men-te aprendi (e sei explicar) o que é uma luz expressionista, como foi a da minha primeira peça no Macunaíma, uma tragédia grega, “As Suplicantes”, de Ésquilo. O diretor disse:” é uma luz expressionista”, e depois acabou esquecendo de esclarecer a questão… Ah, e claro, entrou pra minha listinha de favoritos com o grande mérito de ser um filme de quase 100 anos de idade.

- Uma Vida Iluminada
Só a fotografia vale, e a interpretação. Mas não gostei do filme, história chata, abordagem meio entediante e muuuuito lenta. Cochilei várias vezes. Devia ter alugado “4 amigas e um jeans viajante” ao invés dele. Alguém já assistiu??

Ônibus e frio:
Ai. Descobri que posso dormir mais meia hora e pegar ônibus às 7 e chegar com uma folguinha de 5 minutos na faculdade (7:55). Até aí, ótimo! Principalmente quando hoje eu levantei, cheguei no horário certinho para o ônibus e ainda por cima ele estava VAZIO. O que acontece? As pessoas estão hibernando? Acontece a mesma coisa quando chove: ônibus VAZIO. E eu, que sempre fugi de chuva, me pego direto torcendo “chove, chove!” só para o busão estar livre. =p

Teatro:
Animadíssima com a peça do macunaíma. Aliás, uma peça que na verdade são três, porque nós pegamos três peças de Plínio Marcos (Navalha na carne, Abajur Lilás e Mancha Roxa) e vamos fazê-las todas, na íntegra, só que intercaladas, numa peça só. A peça ficou com o nome de “Trilogia Maldita”, e vamos nos apresentar dias 14,15 e 16 de julho, bem no finzinho da mostra do macu, o que com certeza traz mais público. UHU! ensaios religiosos todo santo domingo. =D MERDA!

ps: quem não souber o porquê de se falar “merda!” nos camarins dos teatros, pode falar que eu conto o “mito”. ;)

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Postado por Fê Loverox

Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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